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Saúde mental

9 sintomas do transtorno depressivo maior (TDM)

Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

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O transtorno depressivo maior, conhecido como depressão clássica ou unipolar, é uma condição de saúde mental que se origina, em grande parte, da redução na produção de hormônios essenciais.

Entre os sintomas mais frequentes estão a sensação de vazio existencial, a perda de interesse nas atividades rotineiras, a insônia persistente e uma tristeza profunda sem razão aparente.

Neste artigo, veja os 9 sintomas do Transtorno Depressivo Maior (TDM), suas características distintas e as opções de tratamento disponíveis. Acompanhe!

Sintomas do transtorno depressivo maior (TDM)

Quanto surgem, os sintomas do Transtorno Depressivo Maior devem persistir por um período mínimo de duas semanas consecutivas.
Esse transtorno é particularmente debilitante, uma vez que pode incapacitar uma pessoa de realizar até mesmo as atividades mais simples, como sair da cama. Veja mais exemplos a seguir.

1. Sentimentos de vazio e falta de interesse

Uma das manifestações mais marcantes do TDM é a presença persistente de sentimentos de vazio e falta de interesse nas atividades e pessoas ao redor.

A capacidade de experimentar prazer é reduzida, levando a uma perda de interesse nas atividades que normalmente trariam satisfação.

Nesse caso, o tratamento envolve uma abordagem combinada de psicoterapia e, quando preciso, medicação antidepressiva.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é frequentemente recomendada para ajudar os pacientes a reestruturar pensamentos negativos e desenvolver estratégias para lidar com a falta de interesse e motivação.

2. Tristeza intensa e insônia

A tristeza profunda é um dos pilares da depressão maior. Os indivíduos podem sentir uma sensação constante de tristeza, mesmo sem um motivo aparente. Isso pode se manifestar em problemas de sono, como insônia, que perturbam o padrão normal de descanso.

A TCC pode auxiliar na identificação de padrões de pensamento negativo que contribuem para a tristeza e as perturbações do sono. Em alguns casos, os psiquiatras podem tomar medicação para ajudar a regular o sono e melhorar o humor.

3. Humor deprimido

No Transtorno Depressivo Maior, o paciente experimenta um estado emocional caracterizado por um sentimento persistente de tristeza, desesperança ou vazio.

Esse estado emocional debilitante ocorre quase diariamente e durante a maior parte do dia, afetando a qualidade de vida da pessoa.

O indivíduo também pode sentir um profundo desânimo, uma sensação de desespero em relação ao futuro e uma falta geral de interesse ou prazer nas atividades cotidianas.

Esse humor deprimido pode ser notado tanto pelo próprio paciente quanto por pessoas próximas, o que pode ajudar no diagnóstico e na busca de ajuda profissional.

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar o paciente a identificar e desafiar padrões de pensamento negativos e distorcidos que podem desencadear o humor deprimido.

O uso de antidepressivos, como inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) ou inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN), também podem ser prescritos por um médico para ajudar a aliviar os sintomas.

4. Alterações no apetite e peso

Flutuações no peso corporal e no apetite são comuns em pessoas que sofrem de Transtorno Depressivo Maior.

Essas mudanças podem se manifestar de diferentes formas. Alguns pacientes podem experimentar uma redução acentuada no apetite, levando a uma perda de peso significativa em um curto período de tempo.

Isso ocorre porque a depressão pode afetar o sistema regulador do apetite no cérebro, levando à diminuição do interesse em alimentos. Por outro lado, há casos em que o paciente apresenta um aumento significativo no apetite, levando ao ganho substancial de peso.

Essas variações não refletem apenas o impacto emocional da depressão, mas também podem ser um fator adicional de angústia para o paciente.

Neste caso, é recomendado buscar aconselhamento nutricional, como de um nutricionista, para ajudar a estabilizar os hábitos alimentares e promover escolhas saudáveis. A prática de exercícios físicos também pode contribuir para regular o apetite e melhorar o bem-estar geral.

5. Agitação ou retardo psicomotor

O paciente pode manifestar sintomas psicomotores, tornando-se inquieto e incapaz de ficar parado. Por outro lado, alguns pacientes podem apresentar um retardo acentuado nos movimentos e na cognição, causado em uma sensação de lentidão.

Estratégias de relaxamento, meditação e técnicas de controle do estresse podem ser empregadas para ajudar o paciente a gerenciar a inquietação.

Para aqueles que experimentam retardo psicomotor, terapias cognitivo-comportamentais e abordagens de reabilitação podem ser utilizadas para estimular a cognição e os movimentos.

6. Fadiga e perda de energia

A fadiga constante é uma característica central do TDM. Mesmo atividades simples podem se tornar exaustivas e o paciente pode sentir uma falta geral de energia para lidar com o dia a dia.

Para tratar a fadiga e a perda de energia no TDM, há o envolvimento de uma abordagem multifacetada. As psicoterapias, como Terapia Cognitivo-Comportamental, podem ajudar o paciente a identificar comportamentos e pensamentos que podem intensificar a fadiga.

Além disso, a prescrição de medicamentos antidepressivos, sob a supervisão de um profissional de saúde, pode ajudar a restaurar os níveis de energia e melhorar o humor.

7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva

Os pacientes frequentemente experimentam sentimentos intensos de inutilidade, culpa excessiva e inadequação. Eles podem se culpar por situações que não estão sob seu controle ou por eventos que ocorreram no passado.

Para lidar com os sentimentos de inutilidade e culpa excessiva, terapias psicodinâmicas e terapias interpessoais podem ser utilizadas para explorar as origens desses sentimentos e desenvolver a depressão de enfrentamento saudável.

Os psicólogos também podem trabalhar com os pacientes para desafiar pensamentos negativos distorcidos e promover a autocompaixão e aceitação.

8. Dificuldade de concentração e tomada de decisões

A dificuldade de concentração e tomada de decisões é uma característica intrínseca do TDM.

O paciente pode sentir sua mente confusa, incapaz de se concentrar em tarefas simples ou complexas. Isso pode afetar sua vida profissional, acadêmica e pessoal, levando a sentimentos de tristeza e inadequação.

O tratamento para esse sintoma pode incluir o TCC, que auxilia o paciente a desenvolver estratégias para melhorar a concentração, gerenciar distrações e tomar decisões de maneira mais eficaz.

Além disso, os profissionais especializados na área da saúde podem ajudar o paciente a estabelecer metas realistas e quebrar tarefas em etapas menores, facilitando o processo de tomada de decisões.

9. Pensamentos recorrentes de morte e suicídio

Os pensamentos recorrentes de morte e suicídio são um aspecto grave do TDM e exigem atenção imediata.

Muitos pacientes vivenciam ideias intrusivas sobre a própria morte ou sobre a possibilidade de trazer riscos à própria vida. Em situações mais graves, esses pensamentos podem evoluir para planos detalhados ou tentativas de suicídio.

O tratamento para esse sintoma deve ser intensivo e pode envolver uma combinação de intervenções psicoterapêuticas e farmacológicas.

Terapias como TCC são focadas na prevenção do suicídio e podem ajudar o paciente a identificar gatilhos, desenvolver estratégias de enfrentamento e criar um plano de segurança.

Além disso, medicamentos antidepressivos e acompanhamento psiquiátrico são frequentemente utilizados para estabilizar o humor e reduzir os pensamentos suicidas.

Em casos de emergência, a internação psiquiátrica pode ser necessária para garantir a segurança do paciente.

A rede de apoio, incluindo familiares e amigos, é fundamental para ajudar o paciente a superar esse sintoma perigoso em conjunto com o acompanhamento psicológico.

É importante destacar que o diagnóstico de TDM deve ser feito por psicólogos e psiquiatras, que consideram a duração e a gravidade dos sintomas na avaliação, bem como a exclusão de outros transtornos.

O que é Transtorno Depressivo Maior?

O Transtorno Depressivo Maior, também conhecido como depressão maior ou depressão clínica, é uma condição mental complexa e debilitante que afeta significativamente a qualidade de vida das pessoas que dela sofrem.

Esse problema mental é mais do que apenas sentir-se triste ou desanimado temporariamente: trata-se de uma perturbação emocional profunda e persistente que envolve uma série de sintomas físicos, emocionais e cognitivos que podem variar em intensidade e duração.

Além disso, quando presentes em conjunto, causam um impacto substancial nas atividades praticadas, nas relações interpessoais, no desempenho acadêmico e profissional, assim como na saúde física e emocional em geral.

Como lidar com o Transtorno Depressivo Maior?

Embora as causas exatas da depressão maior ainda não sejam completamente compreendidas, sabe-se que o transtorno está associado a eventos traumáticos, histórico familiar de depressão e desequilíbrios hormonais.

O tratamento para essa condição geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar. Psicólogos e psiquiatras são especialistas que podem realizar estimativas e oferecer tratamento adequado, que pode incluir terapia, medicação ou uma combinação de ambos.

A psicoterapia é comumente usada para auxiliar o paciente a entender e enfrentar os sentimentos e as situações que podem desencadear os sintomas da depressão.

Em alguns casos, medicamentos antidepressivos podem ser prescritos por um psiquiatra visando restabelecer o equilíbrio dos neurotransmissores no cérebro.

Vale destacar que o tratamento da depressão maior pode ser uma jornada contínua. A recuperação muitas vezes exige paciência e comprometimento.

Mesmo quando os sintomas se dissipam, é altamente recomendável continuar com as sessões de terapia, pois a depressão pode ressurgir.

Conclusão

Como visto no post 9 sintomas do Transtorno Depressivo Maior (TDM), essa é uma condição complexa que exige atenção e tratamento adequado.

Reconhecer os sintomas precocemente e buscar ajuda profissional são passos cruciais para a recuperação. Com o apoio adequado, a terapia e as estratégias de tratamento terapêuticos, é possível gerenciar os sintomas, recuperar o bem-estar emocional e melhorar a qualidade de vida.

18/03/2024   •   há 2 meses