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Saúde mental

Síndrome do Impostor: o que é, sintomas e como tratar

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Principalmente no mundo corporativo, é comum encontrar indivíduos altamente especializados e competentes, mas que constantemente duvidam de suas próprias habilidades. Eles se sentem como se não merecessem suas conquistas e acreditam que estão prestes a serem descobertos como fraudes.

Esse fenômeno é conhecido como Síndrome do Impostor e afeta tanto homens quanto mulheres em diversas áreas de atuação. É fundamental identificar essa condição psicológica para evitar problemas em diversas esferas da vida.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Dominicana da Califórnia, cerca de 70% das pessoas já experimentaram a sensação de se sentir "uma fraude" no ambiente de trabalho em algum momento de suas vidas.

Neste artigo, saiba mais sobre a síndrome do impostor, sintomas, tipos, causas e como tratar. Acompanhe!

O que é a Síndrome do Impostor?

A Síndrome do Impostor é um distúrbio psicológico que afeta indivíduos, levando-os a subestimar suas próprias conquistas e não reconhecê-las como resultado de esforço e capacidade pessoal.

Em vez disso, atribuem seu sucesso a fatores externos, como sorte, intervenção divina ou ajuda de terceiros, por exemplo.

Esta síndrome é caracterizada por uma série de elementos impactantes em suas vidas, como o medo contínuo de serem expostos como incompetentes, o que leva a sentimentos constantes de apreensão.

Além disso, quem sofre com a condição, muitas vezes se esforça excessivamente para ser perfeita em tudo o que faz.

É importante reconhecer que a Síndrome do Impostor não está relacionada à falta de habilidades ou competência; trata-se de uma percepção distorcida de si mesmo.

Buscar ajuda profissional e adotar estratégias terapêuticas pode ser um passo vital para superar essa síndrome e desenvolver uma autoimagem mais realista e saudável.

Perfis psicológicos dos pacientes afetados pela Síndrome do Impostor

Existem cinco subgrupos de perfis psicológicos que são afetados pela Síndrome do Impostor:

  • Crianças prodígios - têm grandes expectativas sobre si mesmos e se frustram quando a expectativa não se concretiza;
  • Super-homem ou supermulher - acreditam que qualquer tempo não dedicado ao trabalho é uma perda e frequentemente se esforçam em excesso para provar o seu valor;
  • Solitário - é o tipo de perfil que acredita que deve provar seu valor sozinho, sem pedir ajuda, para não mostrar fraqueza;
  • Perfeccionistas - exigem perfeição em seu trabalho e têm dificuldade em delegar tarefas;
  • Especialistas - medem seu valor pelo conhecimento sobre um tópico específico e têm medo constante de serem expostos como ignorantes.

Ambientes acadêmicos e de trabalho altamente competitivos também podem agravar a síndrome.

Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais destacou a preocupação crescente com a Síndrome do Impostor entre estudantes de medicina.

Esses estudantes se sentiram inseguros e desmerecedores de ocupar seu lugar no curso, demonstrando como a pressão e a competição podem contribuir para o desenvolvimento dessa síndrome.

Sintomas da Síndrome do Impostor

O sintoma mais marcante da Síndrome do Impostor é o medo de ser “desmascarado”.

As pessoas que sofrem dessa síndrome acreditam constantemente que são incompetentes e que estão prestes a serem descobertas, ou que levam a outros sintomas, como ansiedade e angústia.

Esse medo de ser exposto pode influenciar suas escolhas, levando à autossabotagem e à perda de oportunidades.

Além disso, quem lida com a síndrome pode apresentar outros sintomas que variam de pessoa para pessoa, como:

  • Autodepreciação - o indivíduo tem uma alta intolerância às próprias falhas, é bastante autocrítico e sente a necessidade de agradar a todos;
  • Esforço exagerado - demonstra uma obsessão por resultados, acreditando que apenas esforços extraordinários podem validar seu sucesso;
  • Adiamento de tarefas - tende a adiar tarefas importantes e procrastinar, com medo de que seu trabalho seja criticado por outros;
  • Procrastinação - adia compromissos e tarefas por medo de críticas ou resultados insatisfatórios;
  • Busca por aprovação - esforça-se constantemente para agradar a todos, muitas vezes sujeitando-se a situações humilhantes para obter validação;
  • Medo de exposição - evita estar em situações que possam expô-la e prefere a discrição;
  • Ingratidão - dificuldade em aceitar elogios e reconhecimento de outras pessoas, discordando constantemente os elogios recebidos.

Outros sentimentos comuns associados à Síndrome do Impostor são raiva, esgotamento e tristeza.

A sensação de autoavaliação excessiva gera medo da avaliação por parte dos outros.

O perfeccionismo inalcançável é comum, levando à procrastinação e ao adiamento de tarefas para evitar o fracasso. Essa autossabotagem cria um ciclo que reforça a sensação de ser uma fraude.

Pessoas com a Síndrome do Impostor geralmente apresentam três ou mais dos comportamentos mencionados anteriormente.

A Síndrome do Impostor também pode causar uma série de problemas e impactos na vida pessoal e profissional das pessoas afetadas, como:

  • perda de oportunidades;
  • produtividade comprometida;
  • insatisfação constante;
  • esgotamento mental (Síndrome de Burnout);
  • sobrecarga.

Causas da Síndrome do Impostor

A síndrome do impostor é caracterizada pela incapacidade de internalizar o sucesso, levando o indivíduo a acreditar que é incompetente ou pouco inteligente, mesmo quando as evidências mostram o contrário.

A síndrome do impostor pode ser desencadeada por diversos eventos, como promoções, novas responsabilidades ou visibilidade.

A pressão para provar constantemente a competência pode ser um fator que potencializa os sintomas.

Diagnóstico e tratamento da Síndrome do Impostor

O diagnóstico da Síndrome do Impostor requer uma avaliação cuidadosa por parte de profissionais de saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras.

O processo de diagnóstico envolve:

1. Entrevista Clínica

Na entrevista clínica, os profissionais coletam informações sobre os sintomas manifestados pela pessoa, exploram o seu dia a dia, incluindo seus desafios e conquistas, além de investigar o histórico pessoal, familiar e de saúde para compreender possíveis fatores relacionados à síndrome.

2. Testes Específicos

O diagnóstico pode ser confirmado com a realização de testes específicos, como a Escala do Fenômeno Impostor de Clance (EFIC), a Escala do Fenômeno Impostor de Harvey (EFIH) ou a Escala do Fenômeno Impostor de Leary (EFIL).

Buscar ajuda profissional é um passo importante no tratamento da Síndrome do Impostor.

No entanto, muitas pessoas que sofrem com essa condição podem relutar em pedir ajuda, pois isso pode ser interpretado como vulnerabilidade.

O tratamento terapêutico pode ajudar os indivíduos a entender a origem de sua insegurança, desenvolverem autoconfiança e adquirir habilidades para lidar com pensamentos de autossabotagem.

A terapia também pode identificar se a sensação de ser uma fraude é um problema isolado ou se está relacionado a outros transtornos, como depressão ou Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

A conscientização sobre a Síndrome do Impostor e a busca por ajuda profissional são essenciais para superar esse transtorno psicológico.

É importante lembrar que somente um profissional qualificado pode diagnosticar a síndrome. No entanto, algumas estratégias podem ajudar:

  • Avaliar se os pensamentos negativos sobre si mesmo podem ser comprovados;
  • Analisar o próprio trabalho de maneira objetiva e técnica;
  • Pedir feedback a colegas, clientes ou chefes para obter uma perspectiva externa;
  • Aprofundar o autoconhecimento para aumentar a consciência de pensamentos e sentimentos;
  • Considerar a busca por ajuda especializada de psicólogos ou psiquiatras para lidar com a síndrome do impostor de maneira eficaz;
  • Lembrar-se de que buscar ajuda profissional é fundamental para superar a síndrome e desenvolver uma autoimagem mais saudável.

Prevenção

Para indivíduos que frequentam um ambiente corporativo, combater a Síndrome do Impostor requer conscientização e esforço.

Entre algumas estratégias que podem ser aplicadas para combater a síndrome, estão:

  • Reconhecimento das próprias habilidades;
  • Aceitação de elogios;
  • Desenvolver habilidades individuais.

Conclusão

Como visto no post "Síndrome do Impostor: o que é, sintomas e como tratar", essa é uma condição psicológica que afeta muitas pessoas, inclusive no ambiente de trabalho, prejudicando sua autoestima e produtividade.

A Síndrome do Impostor afeta pessoas bem-sucedidas, fazendo-as sentir que não merecem seu sucesso. Os sintomas mais comuns incluem medo de ser descoberto, ansiedade, autossabotagem e perfeccionismo.

O tratamento envolve buscar ajuda profissional, geralmente por meio da terapia, para desenvolver autoconfiança e lidar com pensamentos de insuficiência.

A conscientização sobre a síndrome é essencial para promover a compreensão e apoiar os indivíduos que a enfrentam.

29/11/2023   •   há 3 meses