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Qual a diferença entre doença, síndrome, sintoma e transtorno?

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Você já se perguntou qual é a diferença entre doença, síndrome, sintoma e transtorno? Embora todos esses termos estejam relacionados a uma perturbação do estado normal de saúde, eles se referem a coisas diferentes.

Quando surge algum problema de saúde e é realizada uma consulta com o médico, há a expectativa de que ele atribua um nome, ou seja, um diagnóstico, ao que está sendo sentido.

Porém, nem sempre as queixas constituem uma doença propriamente dita e é possível ouvir do médico que o diagnóstico é uma síndrome ou um transtorno.

Entenda a seguir qual a diferença entre doença, síndrome, sintoma e transtorno e o que cada um desses termos significa!

Sintoma

Sintomas são as queixas que um paciente relata ao profissional de saúde em uma consulta. Esses são indicativos de que há uma alteração no corpo que é percebida pelo próprio paciente, como:

  • dor de cabeça;
  • angústia;
  • náusea;
  • tontura;
  • cansaço.

Diz-se que os sintomas são subjetivos, pois não é possível medi-los – embora eles jamais devam ser descartados ou ignorados.

É importante diferenciar os sintomas dos sinais, que são alterações no aspecto, na estrutura física ou no metabolismo de um paciente que podem percebidos por outra pessoa, como um médico, um dentista ou outro profissional de saúde, o que pode indicar um possível adoecimento.

Diferente dos sintomas, os sinais não dependem do relato do paciente, pois eles podem ser percebidos mesmo sem a queixa, como febre, icterícia (tom amarelado de pele e olhos) e edema (inchaços em regiões específicas do corpo).

Quando se analisam sintomas e sinais em conjunto, tem-se a sintomatologia do quadro clínico, que é essencial para o diagnóstico de doenças, síndromes e transtornos.

Doença

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), doença é qualquer “ausência de saúde” acompanhada por alterações do estado de equilíbrio de uma pessoa em relação ao meio ambiente.

Dessa forma, o termo “doença” engloba o prejuízo das funções da psique, de um órgão em específico ou do organismo como um todo, o que dá origem a sintomas e sinais característicos.

Para que uma condição seja considerada uma doença, é preciso que ela atenda a três critérios:

  • ter uma causa reconhecida;

  • manifestar-se por meio de uma sintomatologia específica;

  • provocar alterações no organismo, sejam elas visíveis ou detectadas por meio de exames.

As doenças podem tanto ser causadas por fatores externos (como infecções por vírus, bactérias e fungos) ou por fatores internos (como malformações ou disfunções).

Alguns exemplos de doenças causadas por fatores externos, são:

  • resfriado;
  • gripe;
  • pneumonias;
  • micoses.

Alguns exemplos de doenças causadas por fatores internos, são:

  • diabetes;
  • osteoporose;
  • artrite reumatoide.

Síndrome

O termo síndrome tem origem na palavra grega “syndromé”, que significa “reunião”.

Em um contexto médico, a síndrome é definida como uma reunião de sintomas e sinais que estão associados a mais de uma causa. Ou seja, na síndrome não é possível definir com exatidão o que desencadeia os sintomas e sinais apresentados pelo paciente.

Assim, enquanto as doenças podem ser mapeadas e reconhecidas através de sua manifestação clínica, as síndromes são quadros difíceis de definir.

Um exemplo disso é a síndrome de Raynaud, uma condição em que a pele fica gelada e pálida (ou azul) em função do estreitamento dos vasos sanguíneos em temperaturas frias.

Embora os sintomas sejam bem conhecidos, a síndrome de Raynaud está associada a diversas doenças, incluindo a esclerose sistêmica, o lúpus e a doença mista do tecido conjuntivo.

Como o quadro clínico apresentado não é específico de apenas uma doença, o fenômeno de Raynaud permanece sendo classificado como uma síndrome.

Algo parecido acontece com a síndrome de Down: embora se conheça muito bem como ela ocorre (trata-se de um erro na divisão do material genético que faz com que um cromossomo extra se junte ao 21º par), não se sabe exatamente o que causa essa alteração.

Por razões históricas, algumas síndromes que já tiveram suas causas e origens esclarecidas, mesmo atualmente sendo consideradas doenças, mantiveram seu nome antigo. Alguns exemplos são a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e a síndrome metabólica.

Transtorno

Um transtorno é uma alteração na saúde que nem sempre está associada a uma doença propriamente dita, embora possa representar grandes incômodos para um paciente. Em sua maioria, os transtornos estão relacionados à ordem mental ou psicológica.

Os transtornos mentais incluem qualquer quadro que possa comprometer a vida pessoal, familiar, social e profissional de um paciente, influenciando inclusive na forma como ele enxerga a si próprio e o que está ao seu redor.

Alguns exemplos de transtornos, são:

Esses e outros transtornos mentais não apresentam uma única causa definida, podendo ser resultado de aspectos biológicos (como o déficit ou o excesso de produção de um neurotransmissor) e psicológicos (a forma como o paciente se comporta e interage com o ambiente). Algumas vezes, eles também são chamados de “distúrbios”.

Quando se fala em alterações de ordem mental, prefere-se o termo “transtorno” porque o paciente raramente apresenta todos os sintomas e sinais que caracterizariam uma doença. Além disso, a escolha desse termo colabora para a mitigação do preconceito que ainda existe em torno das alterações mentais.

Conhecer qual a diferença entre doença, síndrome, sintoma e transtorno é importante para que o paciente e as pessoas que convivem com ele possam lidar melhor com o quadro clínico apresentado pelo indivíduo, aumentando sua qualidade de vida e contribuindo para um restabelecimento mais rápido.

Fonte(s): Unicamp, Psiconline News e Vya Estelar

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, sintoma, doença, síndrome, transtorno

28/09/2023   •   há 5 meses