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Síndrome dos Ovários Policísticos: sintomas e tratamento

Mulheres entre 30 e 40 anos estão entre as principais vítimas acometidas pela chamada Síndrome dos Ovários Policísticos. Como se trata de uma doença que nem sempre vem acompanhada de […]

Mulheres entre 30 e 40 anos estão entre as principais vítimas acometidas pela chamada Síndrome dos Ovários Policísticos. Como se trata de uma doença que nem sempre vem acompanhada de sintomas – e que pode colocar em risco mulheres grávidas – a atenção precisa ser redobrada.

Estima-se que no Brasil existam pelo menos 2 milhões de mulheres com essa condição. Infelizmente, nem todas obtém o diagnóstico a tempo e em alguns casos a situação pode evoluir até mesmo para um câncer endometrial, entre outras comorbidades passíveis de desenvolvimento em paralelo.

Entender o que é essa doença e como perceber os primeiros sintomas pode ser fundamental como medida de combate ao agravamento dessa condição.

O que é a Síndrome dos Ovários Policísticos?

Como o próprio nome indica, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOPC) é uma doença causada pelo surgimento de múltiplos cistos nos ovários. Esses cistos podem medir entre 2 mm e 6 mm, mas são os sintomas clínicos os fatores mais determinantes para o diagnóstico. Como consequência, a paciente pode ter sintomas como obesidade leve, irregularidade no ciclo menstrual e sinais como hirsutismo e acne.

Estima-se que nos Estados Unidos cerca de 5% a 10% das mulheres apresentem essa condição. As causas não são completamente conhecidas, mas disfunções ovulatórias e excesso de androgênio estão entre os fatores possíveis.  Os primeiros sintomas costumam aparecer na puberdade e tendem a piorar com o passar do tempo.

Sinais, sintomas e diagnóstico 

Entre os sinais mais comuns percebidos no início de uma SOPC destacamos o crescimento precoce de pelos axilares, odor corporal e acne micromedonal. Ainda que esses sintomas isoladamente não caracterizem a doença, quadros diagnosticados de SOPC podem incluir ainda obesidade leve e menstruação irregular.

Mulheres grávidas com SOPC têm maiores riscos durante a gestação e a situação se complica ainda mais quando a obesidade é uma das características. Condições como diabetes gestacional ou parto prematuro podem se manifestar com maior frequência.

Dada a necessidade de se identificar um conjunto de sintomas, em praticamente todos os casos o diagnóstico se dá a partir da avaliação de um ginecologista. Portanto, a partir de alguns desses sintomas, a mulher deve agendar uma consulta imediatamente para uma análise clínica e, se necessário, exames laboratoriais ou de imagem, como níveis séricos de testosterona, hormônio folículo-estimulante (FSH), prolactina, hormônio estimulador da tireoide (TSH) ou ultrassonografia pélvica.

Após o resultado dos testes, a SPOC se caracteriza quando há a confirmação de pelo menos dois dos seguintes critérios:

  • Disfunção ovulatória causando irregularidade menstrual;
  • Evidência clínica ou laboratorial de hiperandrogenismo;
  • Até 10 folículos por ovário (detectados na ultrassonografia pélvica), geralmente na periferia, parecendo um colar de pérolas.

Tratamento de SOPC

Além do tratamento das comorbidades associadas à SOPC, o uso de progesterona e contraceptivos orais são as formas mais comuns de abordagem clínica, ainda que cada caso precise se avaliado individualmente, é claro. As mulheres diagnosticadas com essa condição e que desejem iniciar uma gestação podem precisar de tratamento específico contra infertilidade.

O tratamento tem como principal objetivo aliviar os sintomas e, em médio e longo prazo, corrigir as anormalidades hormonais e reduzir os riscos de excesso de estrogênio e androgênio. Aliado a isso, a prática de exercícios físicos e a adoção de hábitos de vida mais saudáveis também é recomendada.

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Ao perceber alguns dos sintomas acima, não hesite e procure imediatamente uma avaliação médica. Você pode agendar uma consulta com um ginecologista pela Medprev, assim como pode agendar exames laboratoriais e de imagem solicitados pelo médico também por meio do sistema online.

É importante ressaltar ainda que quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de recuperação. Por isso, o ideal é não perder tempo e ir regularmente ao médico, comunicando sempre todos os sintomas percebidos.

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