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Constipação ou prisão de ventre: o que é, sintomas e o que fazer

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Problema que atinge grande parcela da população, a constipação, conhecida como prisão de ventre ou ainda constipação intestinal, é uma condição no qual há dificuldades ou dores no momento da evacuação devido às fezes muito endurecidas.

Esse trata-se de um problema muito comum em mulheres, especialmente durante a gravidez.

Há uma grande queixa acerca de dores, desconfortos abdominais e flatulência, além da sensação de que as fezes não foram completamente eliminadas.

Saiba mais sobre a constipação ou prisão de ventre: o que é, sintomas e o que fazer!

O que é constipação ou prisão de ventre?

A constipação ou prisão de ventre é uma condição médica onde o indivíduo apresenta dificuldades persistentes para evacuar. Pessoas com o distúrbio apresentam evacuação muito reduzida, geralmente inferior a três vezes por semana.

As fezes apresentam-se na forma de uma massa compacta e endurecida, o que costuma interromper o trânsito intestinal (condição conhecida como fecaloma), afetando o funcionamento do sistema digestivo e desencadeando outras complicações.

Devido ao esforço repetido para evacuar, a região e as paredes do ânus acabam sendo danificadas, dificultando o processo de drenagem do sangue no local.

Como consequência, formam-se bolhas de sangue (hemorroidas) e feridas (fissuras), alguns dos problemas mais comuns decorrentes da constipação intestinal.

Quais as causas?

A causa para a constipação ou prisão de ventre possui caráter multifatorial. Ou seja, são diversos fatores que levam ao aparecimento da condição.

Entre as causas mais comuns estão o consumo excessivo de proteína animal, alimentos industrializados, dieta pobre em fibras, sedentarismo e uso de medicamentos específicos.

Outro fator de extrema importância, que também contribui para o aparecimento da condição, é ignorar a necessidade de evacuar.

Este tipo de comportamento compromete diretamente o intestino, levando por vezes, ao endurecimento das fezes.

Por fim, em relação às causas do problema, vale salientar também condições como estresse e ansiedade.

Quais são os sintomas?

Primeiramente, é importante destacar que os sintomas da constipação variam de pessoa para pessoa e dependem de vários fatores, como dieta e estilo de vida.

Assim, entre os sintomas da constipação ou prisão de ventre mais comuns, estão:

  • Fezes ressecadas, muito duras e volumosas seguidas da dificuldade de evacuação;
  • Número reduzido de evacuações, que pode, inclusive, chegar a menos de 2 por semana;
  • Sensação constante de estômago cheio e de não esvaziamento completo do intestino após ida ao banheiro;
  • Gases;
  • Cólicas.

Existem ainda outros sintomas associados à constipação e que também podem estar ligados a outros problemas como o câncer de cólon, a diverticulite e a retocele.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico da constipação ou prisão de ventre é realizado por um clínico geral ou gastroenterologista.

Entre as etapas comuns para o diagnóstico, estão:

  • Histórico médico do paciente - são realizadas perguntas acerca do sintomas e do histórico passado do indivíduo em relação ao problema;
  • Exame físico - exames realizados para detectar anormalidades. Entre eles estão a palpação abdominal e toque retal (avaliação do tônus muscular do ânus);
  • Avaliação da dieta e dos hábitos alimentares;
  • Testes de imagem - exames como radiografia abdominal, ultrassonografia e tomografia computadorizada;
  • Colonoscopia - exame médico que tem como objetivo avaliar o intestino grosso e o intestino delgado. Geralmente, é feito em casos mais graves de constipação.

A partir da avaliação dos exames, o profissional de saúde pode receitar o tratamento adequado para combater o problema.

É importante que o paciente relate todos os sintomas e problemas sentidos; isto ajuda no aceleramento do tratamento e no alcance da cura.

Como é realizado o tratamento?

O tratamento para a condição depende do estado de saúde do paciente. Em suma, o objetivo geral é corrigir as causas que levam ao distúrbio.

Para pacientes onde o quadro é leve, o alcance da cura se dá apenas com mudanças na dieta e no estilo de vida.

Recomenda-se assim, uma maior ingestão de alimentos ricos em fibras (frutas, cereais, legumes e verduras) e alimentos que ajudam no funcionamento do estômago como mamão e ameixa.

Além disso, ingestão de água e prática de atividade física regular são importantes aliados no combate à constipação ou prisão de ventre.

Já para pacientes onde o quadro é mais sério (está há dias sem evacuar, por exemplo), recomenda-se uma lavagem intestinal para facilitar a evacuação.

É importante também nunca deixar de responder ao estímulo evacuatório. Sempre que necessário, ir ao banheiro.

Em casos extremos, utilizam-se ainda métodos cirúrgicos. São indicados para a retirada do fecaloma já endurecido (muito raro de acontecer).

Complicações relacionadas

Existem algumas complicações relacionadas à constipação quando não há um cuidado prévio.

O ressecamento das fezes pode levar a hemorroidas e fissuras anais, além do prolapso anal.

Todos estes problemas contribuem para uma doença conhecida como doença diverticular, que causa rupturas na parede intestinal.

Doença diverticular

A doença diverticular caracteriza-se pela presença de pequenos divertículos (bolsas) que se formam nas paredes do intestino grosso.

Esse problema de saúde é comum em pessoas acima dos 40 anos e se desenvolve em áreas já enfraquecidas da parede intestinal.

Em suma, as camadas internas do intestino se projetam através das camadas externas, levando ao aparecimento destas bolsas. Elas podem inflamar e até sangrar, em alguns casos.

Apesar de algumas pessoas já nascerem com este problema, ele é comum em pacientes que têm constipação ou prisão de ventre.

Compactação fecal total

A compactação fecal total é muito comum em idosos, grávidas ou aquelas pessoas que têm a mobilidade reduzida.

Isso ocorre quando as fezes se tornam tão duras, que não passam mais com o movimento intestinal comum.

Nestes casos, o tratamento é feito através de laxantes ou supositórios e sempre sob prescrição médica.

O bloqueio pode ser quebrado também de forma manual. Nesta situação, o médico insere o dedo com luva no reto do paciente, aliviando assim a obstrução.

Prolapso retal

Como resultado das repetidas pressões sobre a região anal (pela dificuldade de evacuar), o paciente pode apresentar o prolapso retal.

Essa condição ocorre quando a parte interna do reto fica do avesso, expondo toda a mucosa do ânus.

Em casos mais extremos, toda esta situação pode levar à intervenção cirúrgica, principalmente em indivíduos adultos.

Geralmente, o tratamento envolve a diminuição da frequência do esforço, com o paciente defecando pelo menos três vezes por semana.

Recomendações finais

Como forma de promover um trânsito intestinal saudável, existem algumas recomendações primordiais que podem ser seguidas para manter a saúde.

Consultar-se sempre com um profissional antes de realizar ou começar qualquer tipo de dieta ou tratamento sozinho é um dos exemplos.

Limitar o consumo de alimento que levam à constipação

Laticínios em excesso, alimentos ricos em gorduras saturadas e alimentos com baixo teor de fibras precisam ser evitados para prevenir a constipação.

Dessa forma, é importante conhecer o próprio corpo e adaptar a dieta de acordo com as necessidades e restrições individuais.

Realizar atividades físicas de forma regular

Atividades físicas regulares são importantes em qualquer aspecto da vida, inclusive para estimular a atividade intestinal.

Portanto, caminhar, correr ou praticar algum esporte são ótimas opções para prevenir a prisão de ventre.

Gerenciamento do estresse

O estresse pode agravar quadros de prisão de ventre. O intestino, na verdade, é conhecido como o segundo “cérebro” do corpo.

Isto porque ele possui seu próprio sistema de regulação e é ligado diretamente ao cérebro.

É comum que pessoas desenvolvam problemas intestinais em situações de muita irritação ou preocupação, por exemplo

Assim, encontrar formas de gerenciar as emoções contribui para a melhora de um quadro de constipação, seja através de técnicas de relaxamento ou busca por ajuda psicológica.

Evitar o uso contínuo de laxantes

Mesmo que o laxante possa ser usado e ser útil para aliviar crises de constipação, seu uso excessivo pode tornar o estômago dependente, enfraquecendo-o e afetando negativamente a biota presente no órgão.

Dieta rica em fibras e consumo de água adequado

As fibras presentes nos alimentos são responsáveis por amolecer as fezes e facilitar a sua saída do intestino.

Portanto, são fundamentais nos hábitos alimentares de quem precisa combater o problema.

Além disso, a ingestão periódica de água mantém as fezes macias e hidratadas, favorecendo a evacuação.

Conclusão

Como visto no post “Constipação ou prisão de ventre: o que é, sintomas e o que fazer”, ao adotar uma dieta equilibrada, ricas em fibras e líquidos, além de manter um estilo de vida ativo, o indivíduo pode prevenir a constipação, mantendo um trânsito intestinal saudável.

Caso os sintomas sejam persistentes e preocupantes, deve-se buscar ajuda médica imediata para diagnóstico e tratamento adequados.

12/11/2023   •   há 4 meses