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Dia Mundial de Combate à Osteoporose alerta sobre os riscos da doença e como se prevenir

No dia 20 de outubro é celebrado o Dia Mundial de Combate à Osteoporose. A data foi criada com o objetivo de conscientizar a população sobre uma doença que, em […]

No dia 20 de outubro é celebrado o Dia Mundial de Combate à Osteoporose. A data foi criada com o objetivo de conscientizar a população sobre uma doença que, em termos numéricos, perde apenas para as doenças cardiovasculares em número de casos.

De acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) há cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo convivendo com a doença — 5% delas, ou 10 milhões, estão no Brasil. Um levantamento realizado pelo IBGE estima que esse número possa chegar a 18 milhões até o final de 2020.

O que é a osteoporose?

A osteoporose é uma condição que resulta em perda de massa óssea, causando porosidade nos ossos e enfraquecimento. Como consequência, os pacientes acometidos ficam mais propensos a apresentar fraturas no quadril, na coluna, nos braços e no fêmur. As mulheres estão mais propensas a desenvolve essa condição do que os homens, mas o envelhecimento é um dos principais fatores que podem desencadear osteoporose.

Naturalmente o corpo absorve e substitui o tecido ósseo constantemente. Porém, na osteoporose a nova criação óssea não acompanha a remoção da camada óssea anterior. E o que é pior: muitas pessoas não apresentam sintomas até que tenham uma fratura óssea, o que contribui para um alto índice de casos não diagnosticados em fases iniciais.

Além disso, fatores como sedentarismo, deficiência de vitamina D, histórico familiar de casos de osteoporose e alimentação deficiente em potássio e cálcio são considerados agravantes. Falando apenas de cálcio, a taxa recomendada de 1.000 mg/dia, mas a média atual de consumo para um indivíduo de 20 anos é de 505 mg/dia.

Como identificar essa condição e procurar ajuda?

Após os 40 anos, é fundamental que os pacientes agendem uma consulta com um médico para uma avaliação clínica e realização de exames laboratoriais. A osteoporose é uma doença silenciosa e, portanto, dificilmente os pacientes apresentarão sintomas nas fases iniciais. Por isso, observar os fatores de risco já é suficiente para que você esteja apto a realizar o exame de densitometria óssea para diagnosticar o problema. Uma radiografia também pode ser solicitada.

Já a partir dos 65 anos, é recomendável que todas as mulheres realizem esse tipo de exame pelo menos uma vez por ano. No caso dos homens, o check-up anual deve começar aos 70 anos. Todavia, pacientes que apresentem alguns dos fatores de risco abaixo devem se preocupar com o assunto mais cedo, já a partir dos 50 anos.

Principais fatores de risco da osteoporose:

  • Descendência oriental
  • Histórico familiar de osteoporose
  • Histórico de fratura por trauma
  • Tabagismo
  • Baixa frequência de atividades físicas
  • Ingestão de cálcio abaixo do mínimo
  • Pouca exposição ao sol
  • Alcoolismo
  • Baixo peso corporal

Tratando a osteoporose: como melhorar a qualidade de vida

A cura total da osteoporose é considerada extremamente difícil. Uma vez que o paciente seja diagnosticado com essa condição, é fundamental que ele passe a adotar cuidados especiais por toda a vida. Entretanto, é possível reduzir para zero o número de lesões e, com isso, minimizar eventuais problemas decorrentes da doença.

A perda óssea é uma condição contínua, mas o tratamento pode impedir que esse processo se acelere. O foco dos tratamentos existentes está no controle da dor (quando houver), no retardamento da perda óssea e na prevenção às fraturas. Por isso, não é possível afirmar que há um único tipo de tratamento para todos os casos: a análise clínica do paciente é que será determinante para a prescrição.

Como alternativa, o uso de medicamentos combinado com terapias como as de reposição de estrogênio ou a suplementação de cálcio de vitamina D são as soluções mais recorrentes. Entretanto, casos mais graves podem requerer cirurgias como a vertebroplastia ou a cifoplastia. 

Outras recomendações têm relação com a adoção de padrões de vida de melhor qualidade. Manter o peso ideal, praticar exercícios físicos, deixar o cigarro e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas são aspectos essenciais. Além disso, garanta uma alimentação adequada e com a quantidade mínima de nutrientes necessários. Se estiver no grupo de risco ou apresentar sintomas, faça exames de densitometria óssea regularmente.

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