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Saúde

Problemas hormonais: sintomas, prevenção e tratamentos

Disfunções afetam de forma distinta homens e mulheres e sintomas são os mais variados possíveis; tratamento com medicamentos funciona na maioria dos casos

Perda de peso, sonolência, baixa libido, agressividade e depressão. Esses sintomas amplamente conhecidos podem ter relação com diversas doenças, mas em muitos casos a origem pode estar em uma disfunção hormonal.

Porém, identificar problemas como esses não é uma tarefa simples. Após a avaliação de um médico, é necessário realizar exames específicos para compreender se, de alguma forma, os hormônios estão em desequilíbrio. A boa notícia é que na maioria dos casos a situação pode ser revertida com medicamentos.

Disfunções hormonais: por que elas ocorrem?

Os hormônios funcionam como uma espécie de “mensageiro químico” em nosso organismo. Quando ligados a determinados receptores eles geram reações químicas que permitem que o nosso corpo funcione de maneira adequada. Quando essas reações deixam de acontecer ou entram em desequilíbrio, as consequências podem ser as mais variadas possíveis.

As razões pelas quais esses desequilíbrios acontecem podem ter origem interna ou externa. O envelhecimento, por exemplo, assim como a menopausa e a andropausa são circunstâncias em que naturalmente o corpo passa a produzir menos hormônios. Além disso, doenças em desenvolvimento, uso de medicamentos, alimentação inadequada e até mesmo estresse podem impactar de alguma maneira na produção de certas substâncias.

Por se tratar de um problema multifatorial, na maioria das vezes ele não se revela de forma evidente. A falta de libido, por exemplo, pode ser causada por inúmeros fatores, mas muitos não considerariam um problema hormonal como a primeira opção. Por essa razão, é essencial o diagnóstico de um médico a partir da realização de exames laboratoriais para ter certeza que se trata de um problema dessa ordem.

Os principais sintomas de problemas hormonais

Como já mencionamos, as disfunções hormonais existem em grande número e, por esse motivo, os desequilíbrios podem se manifestar por meio de diversos sintomas. Vale lembrar que o simples fato de eles aparecerem não significa, necessariamente, que se trata de um problema hormonal. Contudo, ao investigar a origem é possível que essa seja a causa ou um dos fatores a serem controlados.

A perda de peso sem razão aparente pode estar ligada ao hipertireoidismo, distúrbio ocasionado pelo excesso da produção dos hormônios T3 e T4, responsáveis por acelerar o metabolismo. De maneira oposta, o hipotireoidismo, caracterizado pela produção insuficiente dos dois hormônios, pode causar sonolência, irritação e ressecamento da pele.

A falta de libido é outro problema que pode ter origem hormonal. Níveis baixos de testosterona, tanto em homens quanto em mulheres, pode resultar em falta de interesse sexual, disfunções eréteis ou impotência. Por outro lado, níveis mais altos de testosterona podem causar agressividade, acne e sudorese.

Por fim, para citar apenas os casos mais comuns, podemos citar ainda problemas relacionados à retenção de líquido ou à dificuldade de reter líquidos. No primeiro caso, o excesso de estrogênio e progesterona nas mulheres pode ocasionar inchaço, irregularidades na menstruação e alterações de humor. Já o excesso de glicose no sangue, um dos sintomas do diabetes, pode ser causado pela produção ineficiente ou pela má absorção de insulina.

Tratamentos: compreendendo a origem do problema

A partir do diagnóstico, o médico solicitará a realização de exames laboratoriais que possam indicar algum tipo de desequilíbrio hormonal. Uma vez que a origem do problema seja identificada, a forma de tratamento pode variar. Desde mudanças na alimentação e na rotina até o uso ou a suspensão de medicamentos são formas de reequilibrar os níveis hormonais.

Já no caso de outros problemas relacionados a determinadas glândulas, pode ser necessário até mesmo a realização de cirurgia para retirada. Entretanto, esse é um diagnóstico que só pode ser realizado por um médico especialista. Geralmente, esse papel cabe ao endocrinologista. Entretanto, você pode procurar inicialmente um Clínico Geral para iniciar o tratamento e, se necessário, haverá encaminhamento para esse profissional.

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