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32 exames que toda mulher deve fazer

Conheça os principais exames de rotina para mulheres de acordo com as diferentes faixas etárias e saiba como eles podem contribuir para a sua saúde.

Nossa saúde demanda diferentes cuidados ao longo da vida, pois cada etapa é acompanhada por alterações em órgãos e sistemas distintos. Conheça os principais exames de rotina para mulheres de acordo com a faixa etária:

Durante toda a vida

A dosagem de diversos elementos encontrados no organismo, especialmente no sangue, permite avaliar as condições de saúde geral da mulher ao longo de toda a vida.

Esses exames laboratoriais podem ser solicitados por diversos especialistas, incluindo o ginecologista, o endocrinologista e o clínico geral. Sua frequência deve ser anual ou conforme o critério médico. Conheça os principais:

1. Hemograma

Conhecido como exame de sangue completo, o hemograma permite avaliar a quantidade, o volume e o funcionamento das diferentes células que compõem o sangue, incluindo as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

Ele permite identificar doenças como anemias e pode levantar suspeitas de infecções e diversos tipos de câncer.

2. Glicemia em jejum

Consiste na dosagem da glicose no sangue depois de 8 horas em jejum para a pesquisa de diabetes ou da pré-diabetes (estágio precoce em que ainda é possível evitar a instalação da doença).

3. Colesterol e triglicerídeos

Estes exames medem as taxas de HDL, LDL, VLDL e triglicerídeos na corrente sanguínea para detectar uma possível elevação no risco de problemas cardiovasculares, como a formação de placas nos vasos (aterosclerose), infarto e AVC (derrame).

4. TGO e TGP (função hepática)

Consistem em exames laboratoriais para dosar as enzimas TGO e TGP, também conhecidas respectivamente como AST e ALT, de modo a avaliar o funcionamento do fígado.

Além de indicar problemas relacionados a esse órgão especificamente, como hepatites, cirrose e câncer, esses exames podem sinalizar lesões musculares, hipotireoidismo, doença celíaca, pancreatite e infarto, entre outras condições.

5. Creatinina e ureia (função renal)

A dosagem dessas substâncias é útil na avaliação do funcionamento dos rins, pois a elevação de creatinina e ureia no sangue é um forte indício de problemas nesses órgãos.

A insuficiência renal, por exemplo, é uma doença que se instala de forma silenciosa e pode gerar sintomas apenas em estágios muito avançados. Além disso, ela pode estar associada a outras condições, como hipertensão, diabetes, cálculo renal e infecção urinária.

6. Dosagem de hormônios da tireoide

Esses exames laboratoriais consistem na dosagem dos hormônios T3, T4 e TSH, envolvidos no funcionamento da tireoide. Permitem identificar condições como hipotireoidismo e hipertireoidismo, entre outras.

7. Exame de urina

Detecta alterações no funcionamento dos rins e infecções urinárias por meio da análise de cor, densidade e pH da urina e pela dosagem de glicose, proteínas, sangue, leucócitos e outros indicadores nesse fluido.

A partir da adolescência ou a partir do início da vida sexual

Com o desenvolvimento dos órgãos reprodutivos, entram em cena outros cuidados com a saúde da mulher, que se intensificam com o início da vida sexual, incluindo:

8. Exame pélvico e das mamas

Trata-se do exame clínico realizado durante a consulta ginecológica. Por meio da observação visual e da apalpação, o médico pode avaliar a presença de corrimento, sangramento e infecções no colo do útero, além de detectar nódulos e alterações nas mamas.

9. Exame Papanicolau

Consiste na raspagem do colo do útero para a coleta de células que serão analisadas em laboratório. Por meio do exame Papanicolau, é possível diagnosticar algumas infecções sexualmente transmissíveis, como tricomoníase e HPV, lesões pré-cancerosas e câncer de colo de útero.

Quando se identificam lesões precursoras, que aparecem antes da instalação do câncer, a taxa de cura é de 100%, por isso o Papanicolau também é conhecido como exame preventivo. Ele é indicado para mulheres que já iniciaram a vida sexual ou a partir dos 25 anos.

10. Ultrassom pélvica e transvaginal

Este exame consiste na inserção de uma sonda no canal vaginal, permitindo a avaliação do útero, dos ovários e das tubas uterinas. Ele não é um exame de rotina e pode ser solicitado pelo ginecologista por diversos motivos conforme a fase de vida da mulher.

A ultrassonografia pélvica e transvaginal é indicada para investigar alguma alteração encontrada no exame pélvico feito durante a consulta, identificar miomas e tumores, avaliar a ovulação, confirmar uma gestação e definir o melhor momento para realizar a fertilização em mulheres que estão em tratamento para engravidar.

Planejamento da gravidez

Na etapa do planejamento do bebê, o ideal é estar em dia com os exames de rotina para mulheres, incluindo hemograma, glicemia, hormônios da tireoide e outros exames laboratoriais.

Além disso, recomenda-se realizar testes sorológicos para a detecção de doenças que podem prejudicar o desenvolvimento do futuro feto, de modo a iniciar o tratamento preventivo se necessário. Conheça os exames solicitados nessa etapa:

11. Tipagem sanguínea

Trata-se da identificação do tipo sanguíneo da mulher (A, B, AB ou O) e do fator Rh (positivo ou negativo).

12. Pesquisa de anticorpos anti-Rh

Se uma mulher com fator Rh negativo gera um bebê com fator Rh positivo, seu organismo pode desenvolver anticorpos anti-Rh, dando origem a uma incompatibilidade sanguínea chamada eritoblastose fetal.

Embora o risco seja baixo para o primeiro filho (pois a mãe ainda não terá produzido anticorpos), há uma grande chance de que um segundo feto com Rh positivo apresente sequelas graves como surdez, deficiência mental e paralisia cerebral se não houver tratamento.

13. Exame de rubéola

O exame detecta se a mulher apresenta imunidade à doença, seja por já ter tido rubéola na infância ou por ter tomado a vacina.

14. Exame de toxoplasmose

Também indica se a mulher tem imunidade a essa doença, portanto um resultado positivo significa que o organismo produziu anticorpos e não está vulnerável a ter toxoplasmose novamente.

15. Sorologia para hepatite B e C

As hepatites B e C podem ocorrer de maneira silenciosa e serem transmitidas ao feto sem a mulher saber. Os exames indicam a presença do vírus e a necessidade de tratamento.

16. Exame de HIV

Em função do risco de transmissão do vírus da AIDS da mãe para o bebê, o exame de HIV indica a necessidade da adoção de medidas que reduzem essa possibilidade, como tratamento com antirretrovirais.

17. Exame de sífilis (VLDR)

Um resultado positivo para a sífilis permite que a mulher que pretende engravidar e seu parceiro recebam o tratamento e as orientações necessárias para uma gestação mais segura e com menor risco de transmissão do vírus para o bebê.

Exames no pré-natal

No pré-natal, os exames de rotina continuam sendo de grande importância para monitorar as condições da mulher, especialmente o hemograma (para detectar a anemia ferropriva), a glicemia em jejum (para detectar o diabetes gestacional) e o exame de urina (para detectar infecções urinárias).

Caso os testes sorológicos (como exame de HIV, sífilis, hepatites etc.), o exame Papanicolau e a tipagem sanguínea não tenham sido feitos na etapa de planejamento da gestação, eles devem ser realizados durante o pré-natal para evitar sequelas para o bebê. Outros exames necessários nesse período são:

18. Exame de citomegalovirose

Causada pelo citomegalovírus, essa infecção pode ser transmitida ao feto e, em alguns casos, levar à perda auditiva. O exame detecta casos de citomegalovirose antigos e recentes, por isso ele costuma ser pedido no pré-natal e também no decorrer da gestação para mulheres mais suscetíveis.

19. Teste oral de tolerância à glicose

É solicitado para mulheres que apresentam fatores de risco para diabetes gestacional (como histórico pessoal e familiar de diabetes, mais de 35 anos, obesidade, síndrome do ovário policístico etc.) ou cuja glicemia em jejum seja igual ou superior a 85 mg/dl.

20. Exame de fezes

É feito no início da gestação para detectar e tratar possíveis infecções intestinais. Pode ser repetido no decorrer da gravidez caso haja alguma suspeita.

21. Ultrassom

São indicados pelo menos dois exames, sendo um deles no início da gestação (para determinar a idade gestacional e descartar aborto espontâneo e gravidez ectópica) e o outro entre 20 e 24 semanas (para avaliar o desenvolvimento e descobrir o sexo do bebê).

Além disso, é comum a realização de mais um terceiro ultrassom no fim da gestação para avaliar o crescimento do bebê, o nível de líquido amniótico e a posição da criança e da placenta.

A partir dos 30 anos

Nessa faixa etária, aumentam os riscos de desenvolver problemas de tireoide e diversos tipos de câncer.

Dessa forma, o médico pode solicitar exames complementares aos de rotina e àqueles realizados a partir do início da vida sexual, incluindo:

22. Ultrassom de tireoide

É indicado quando se percebe a presença de um nódulo no autoexame ou no exame clínico. Cerca de 95% dos casos são benignos, mas é importante realizar o ultrassom se houver suspeita porque o câncer de tireoide é mais comum em mulheres a partir dos 35 anos. Se descoberto precocemente, há grandes chances de cura.

23. Colposcopia e vulvoscopia

Esses exames consistem em uma avaliação mais detalhada da vulva, vagina e colo do útero com o auxílio do colposcópio (instrumento semelhante a um binóculo).

A colposcopia com vulvoscopia é indicada quando há alguma alteração no exame Papanicolau ou quando o ginecologista observa lesões suspeitas de malignidade durante o exame pélvico, contribuindo para o diagnóstico de câncer nos órgãos reprodutivos femininos.

24. Ultrassom abdominal

Permite a avaliação de órgãos como fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, bexiga, aorta e veia cava inferior quando se deseja investigar dores abdominais e outros sintomas relacionados a essa região, avaliar condições já existentes e pesquisar tumores ocultos.

A partir dos 40 anos

Depois dos 40 anos, as mulheres precisam ficar mais atentas aos problemas cardiovasculares e ao maior risco de desenvolvimento do câncer de mama, o que demanda a inclusão de novos exames:

25. Eletrocardiograma

Este exame registra a frequência e os batimentos cardíacos em repouso e em atividade (“teste de esforço” ou “teste de esteira”), de modo a investigar alterações no ritmo do coração, bloqueios nas artérias, defeitos nas válvulas e outras complicações.

O risco cardíaco em mulheres se eleva após a menopausa, mas o médico pode solicitar o eletrocardiograma antes disso se houver fatores agravantes, como hipertensão, obesidade e tabagismo.

26. Ecocardiograma

Trata-se de um exame de ultrassom para avaliar a estrutura e o funcionamento do coração, permitindo ao médico estudar esse órgão por meio de imagens estáticas e em movimento.

É indicado para investigar sintomas como palpitação, falta de ar, sopro cardíaco e dor torácica, além de possibilitar o acompanhamento de problemas como arritmias e isquemias cardíacas.

27. Mamografia

A mamografia é o principal exame para o rastreamento do câncer de mama, a neoplasia mais comum entre as mulheres. Se a doença for detectada em seus estágios iniciais, há grandes chances de cura.

A recomendação oficial do Ministério da Saúde é que a mamografia seja realizada bianualmente dos 50 aos 69 anos. Contudo, a maior incidência do câncer de mama no Brasil em relação a países desenvolvidos faz com que algumas associações de especialistas indiquem o rastreamento anual dos 40 aos 74 anos para mulheres com baixo risco.

Mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou com mutação dos genes BRCA1 ou BRCA2 devem realizar a mamografia anualmente a partir dos 30 anos.

A partir dos 50 anos

Embora o climatério possa se iniciar alguns anos antes, a média de idade da menopausa (última menstruação) entre as brasileiras é de 51 anos, trazendo a necessidade de realizar novos exames para investigar possíveis alterações relacionadas a esse fenômeno fisiológico.

Além disso, o avanço da idade aumenta o risco de problemas oftalmológicos e diversos tipos de câncer, ampliando a lista de exames a serem realizados em associação com os exames de rotina (hemograma, glicemia em jejum, colesterol etc.). Conheça os principais:

28. Perfil hormonal

Pode ser necessário realizar dosagens hormonais para investigar alterações associadas à menopausa, como o surgimento de pelos no rosto (aumento da testosterona e diminuição do estrogênio) e o hipotireoidismo causado pela tireoidite de Hashimoto (alterações nos hormônios TSH, T3 e T4 livre).

29. Densitometria óssea

A osteoporose consiste na perda de massa óssea e afeta principalmente as mulheres depois da menopausa, pois a redução do nível do estrogênio acelera a descalcificação. Como essa doença é silenciosa, ela muitas vezes é descoberta apenas depois que a paciente sofre uma fratura.

Para evitar traumas e complicações ainda mais sérias, recomenda-se fazer o exame de densitometria óssea a partir da menopausa para mulheres que apresentam fatores de risco para essa doença (ser fumante, não ter feito reposição hormonal, ter histórico familiar de fraturas, ter histórico pessoal de fraturas em idade adulta etc.). Para mulheres com baixo risco para osteoporose, o exame é recomendado a partir dos 65 anos.

30. Exame de fundo de olho

O exame de fundo de olho é realizado em recém-nascidos e pode ser feito em qualquer idade se necessário, mas se torna especialmente importante a partir dos 50 anos para diagnosticar problemas oftalmológicos como glaucoma e degeneração macular.

Além disso, esse exame permite a identificação e o acompanhamento de outras doenças, como hipertensão arterial, diabetes e hemorragia intracraniana.

31. Pesquisa de sangue oculto nas fezes

Lesões malignas e pré-malignas localizadas no cólon e no reto apresentam um leve sangramento constante, que geralmente não pode ser visto nas fezes a olho nu.

Por isso, o material fecal é submetido à análise química para a detecção do sangue. Se o resultado for positivo, é necessário realizar mais exames para determinar a origem do sangramento.

32. Colonoscopia

Trata-se de um exame que permite a visualização do interior do cólon e do reto para a prevenção e o diagnóstico do câncer colorretal. Caso o resultado seja normal, a próxima colonoscopia pode ser feita 10 anos depois da primeira; porém, caso haja alguma normalidade, esse intervalo será bem mais curto.

Este pode ser considerado um exame preventivo porque possibilita ao médico identificar lesões que podem se tornar um câncer, como os pólipos. Quando se trata de um pólipo pequeno, ele pode ser removido durante a colonoscopia. Já se o achado for um pólipo maior ou outra lesão suspeita de malignidade, será coletada uma amostra de material para biópsia.

Fazer os exames recomendados para cada faixa etária é muito importante para a manutenção da saúde, mas somente o médico pode determinar o melhor momento para realizá-los. Procure o MEDPREV mais próximo para agendar sua consulta ou realize o seu agendamento online.

Fonte(s): Ativo SaúdeINCA [1][2] e [3]Saúde-SPBaby Center [1][2] e [3]Drauzio VarellaMinistério da Saúde [1] e [2]SBEM [1] e [2]OncoGuia [1] e [2]FLAUSScielo [1] e [2]Hospital de Olhos de Cascavel e SBCP

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