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18 exames que todo homem deve fazer

Prevenir é melhor do que remediar: conheça os exames de rotina para homens de acordo com a faixa etária e saiba como cuidar da sua saúde.

Enquanto as mulheres aprendem desde cedo que é preciso fazer consultas periódicas com o ginecologista, os homens ainda tendem a procurar o médico apenas quando apresentam sintomas graves. Contudo, na maior parte das vezes, realizar um exame preventivo é muito mais simples e eficaz do que tratar uma doença já instalada.

Como a saúde masculina tem diferentes necessidades ao longo da vida, os exames de rotina para homens variam conforme a faixa etária, de modo a prevenir e monitorar as alterações mais comuns em cada etapa. Conheça os principais exames para ficar de olho na sua saúde:

Infância, adolescência e início da vida adulta

Durante a infância e a puberdade, a saúde masculina costuma demandar apenas o acompanhamento do pediatra para monitorar se o desenvolvimento do menino ou do adolescente está ocorrendo conforme o esperado. Por isso, os exames laboratoriais costumam ser indicados anualmente a partir dos 20 anos.

Contudo, caso o menino apresente sintomas que demandem investigação ou tenha histórico pessoal ou familiar de obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão, pode ser necessário realizar os chamados exames de rotina com antecedência.

Além disso, o início da vida sexual pode trazer a necessidade de rastrear possíveis doenças sexualmente transmissíveis, acrescentando novos exames à lista caso haja alguma suspeita. Saiba mais sobre os exames de rotina e para DSTs:

1. Hemograma

Também conhecido como exame de sangue, o hemograma indica a quantidade, o tamanho e a atividade das hemácias (glóbulos vermelhos), dos leucócitos (glóbulos brancos) e das plaquetas, permitindo identificar anemias, infecções, problemas de coagulação e suspeitas de diversos tipos de câncer.

2. Glicemia em jejum

Mede a concentração de açúcar (glicose) no sangue depois de um período de jejum, geralmente de oito horas. Esse exame é útil para identificar quadros de diabetes e pré-diabetes (condição inicial em que uma mudança de hábitos pode evitar o desenvolvimento definitivo da doença).

A dosagem da glicemia em jejum é particularmente úteis quando o menino é obeso ou tem histórico familiar de diabetes.

3. Colesterol e triglicerídeos

Nesses exames, é feita a dosagem de HDL, LDL, VLDL e triglicerídeos, revelando eventuais riscos aumentados para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares.

Assim como a glicemia em jejum, a dosagem do colesterol total, suas frações e os triglicerídeos é especialmente indicada durante a infância ou a adolescência quando o menino apresenta sobrepeso, obesidade ou histórico familiar de colesterol alto.

4. TGO e TGP (função hepática)

Estes são exames de rotina para dosar as enzimas TGO e TGP (ou, respectivamente, AST e ALT), que permitem detectar problemas no fígado, incluindo hepatite, cirrose e câncer.

Por se tratar de um exame inespecífico, as alterações nos resultados também podem estar relacionadas a outros órgãos, indicando condições como hipotireoidismo, doença celíaca, pancreatite e infarto.

5. Creatinina e ureia (função renal)

Problemas no funcionamento dos rins podem ser detectados pela dosagem de creatinina e ureia em fases precoces, antes que outros sintomas se manifestem.

Este é o caso da insuficiência renal, que se desenvolve silenciosamente e pode ter como causa doenças como hipertensão, diabetes, infecção urinária e cálculo renal.

6. Dosagem de hormônios da tireoide

O exame de sangue que dosa os hormônios T3, T4 e TSH, envolvidos no funcionamento da tireoide, é útil no diagnóstico de hipotireoidismo e hipertireoidismo, entre outras condições que afetam essa glândula.

7. Exame de urina

Consiste na análise de características físicas como cor, densidade e pH da urina, além da dosagem de glicose, proteínas, hemácias, leucócitos e outros componentes desse fluido. O exame permite identificar alterações em todo o sistema urinário, como as infecções.

8. Sorologia para DSTs

A sorologia para DSTs não faz parte dos exames de rotina citados acima, mas é necessário realizá-la caso haja alguma suspeita ou tenha havido contato íntimo de risco. Assim, são indicados exames para hepatite B e C, citomegalovirose, sífilis e HIV.

Algumas dessas doenças podem levar meses ou anos para apresentar os primeiros sintomas, de forma que o rastreamento das DSTs é importante ao longo de toda a vida.

A partir dos 30 anos

É na casa dos 30 anos que as primeiras alterações na saúde masculina costumam se manifestar, com destaque para o desequilíbrio nas taxas de colesterol e triglicerídeos.

Por isso, nessa faixa etária, torna-se ainda mais importante realizar os exames de rotina para homens (hemograma, glicemia em jejum, colesterol, função hepática, função renal, tireoide e urina) pelo menos uma vez por ano.

Além disso, caso haja histórico familiar de câncer em pessoas jovens, o médico pode solicitar exames de imagem, por exemplo:

9. Ultrassom abdominal

Indicado para homens com risco elevado de câncer nos órgãos do abdômen, para a investigação de dores nessa região e para o monitoramento de condições já conhecidas. Permite a detecção de alterações em órgãos como fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins e bexiga.

10. Radiografia de tórax

Este exame pode ser solicitado para pacientes fumantes ou com alto risco para o câncer de pulmão. Também é útil na investigação de pneumonia.

A partir dos 40 anos

Nessa faixa etária, os homens devem aumentar os cuidados com a saúde cardiovascular, especialmente a prevenção do infarto. Além disso, o risco de câncer de próstata começa a ficar mais alto, o que também demanda mais atenção.

Outro ponto importante é que, a partir dos 40 anos, o homem passa a apresentar uma queda em seus níveis de testosterona, que pode ou não ser sintomática. Dessa forma, os exames laboratoriais de rotina devem ser acompanhados por novas técnicas de rastreamento e investigação, incluindo:

11. Eletrocardiograma

Permite identificar alterações na frequência e nos batimentos cardíacos, entupimento das artérias, problemas nas válvulas e outras complicações. É feito por meio do registro dos batimentos em repouso e em atividade (“teste de esteira”).

12. Ecocardiograma

Este é um exame de imagem que consiste em uma ultrassonografia do coração. Ele possibilita ao médico visualizar o órgão por meio de imagens estáticas e em movimento, de modo a avaliar seu funcionamento e investigar a causa de dor no peito, sopro cardíaco e falta de ar.

A realização do ecocardiograma é ainda mais importante para homens que apresentam fatores de risco cardíaco, como obesidade, diabetes, colesterol alto e tabagismo.

13. Dosagem de PSA

Este exame consiste na coleta de uma amostra de sangue para a quantificação de uma proteína chamada antígeno prostático específico. Valores elevados dessa proteína indicam que há alguma alteração na próstata, incluindo inflamação (prostatite), crescimento benigno (hiperplasia prostática benigna) e câncer.

Para pacientes com risco elevado para o câncer de próstata, ou seja, homens negros, obesos ou com parentes de primeiro grau que apresentaram esse tipo de tumor, indica-se realizar a dosagem de PSA anualmente a partir dos 45 anos. Já para aqueles que não apresentam fatores de risco, é possível aguardar até os 50 anos.

14. Exame de próstata (toque retal)

O exame de toque retal consiste na apalpação da próstata para verificar se ela apresenta inchaço, nódulos ou outras alterações sugestivas de câncer. Para isso, o médico insere o indicador no reto do paciente e realiza o exame físico da glândula.

Embora ainda desperte desconfiança e seja alvo de preconceito, esse procedimento na verdade é simples, rápido e indolor e faz parte do dia a dia do urologista. Além disso, o exame de próstata permite a detecção de um câncer em estágio inicial, permitindo um tratamento menos agressivo e com maiores chances de cura.

O exame de toque retal não pode ser substituído pela dosagem de PSA, pois as duas técnicas são complementares. Sua indicação também é a partir dos 45 anos para homens com risco elevado para câncer de próstata e a partir dos 50 para os demais.

15. Dosagem de testosterona

Por volta dos 40 anos, os homens começam a apresentar uma redução gradual nos níveis de testosterona, o hormônio sexual masculino.

Apesar de ser um fenômeno natural do envelhecimento, essa queda pode ser acompanhada por alterações físicas e emocionais que prejudicam a qualidade de vida do paciente – um quadro conhecido como andropausa, que pode ser tratado com reposição hormonal.

A dosagem de testosterona não é indicada como exame de rotina, mas pode ser solicitada pelo médico se o homem apresentar sinais e sintomas como diminuição do desejo sexual, dificuldades de ereção, cansaço, fraqueza muscular, alterações de humor, depressão, perda de densidade óssea (aumento do risco de osteoporose), obesidade e ginecomastia (crescimento das mamas).

Depois dos 50 anos

Com a aproximação da terceira idade, é ainda mais importante estar em dia com os exames de rotina, que devem ser feitos pelo menos uma vez por ano na ausência de problemas ou conforme a recomendação médica.

Além disso, os homens que ainda não iniciaram o rastreamento do câncer de próstata por meio da dosagem de PSA e do exame de toque devem procurar o urologista para avaliar os riscos pessoais e a necessidade de realizar a investigação.

Outros exames que devem ser feitos a partir dessa faixa etária se destinam ao monitoramento da saúde ocular e à prevenção e ao diagnóstico precoce de câncer de cólon e reto, incluindo:

16. Exame de fundo de olho

Este exame é feito em recém-nascidos e pode ser realizado em outras etapas da vida caso surja a necessidade. Porém, a partir dos 50 anos, ele pode ser solicitado para auxiliar o diagnóstico de glaucoma e degeneração macular, entre outros problemas oftalmológicos.

Além das alterações na saúde ocular, o exame de fundo de olho é útil na detecção e no monitoramento de hipertensão arterial, diabetes e hemorragia intracraniana, entre outras doenças e condições.

17. Pesquisa de sangue oculto nas fezes

Com o passar do tempo, aumenta o risco do surgimento de câncer no cólon e no reto, tumores que são precedidos por lesões que podem ser tratadas, como os pólipos (crescimentos de tecido).

Como essas lesões apresentam um sangramento constante que não pode ser identificado nas fezes a olho nu, pode ser indicado recorrer a métodos laboratoriais para fazer essa investigação.

Esse é o caso da pesquisa de sangue oculta nas fezes, um exame que consiste na análise química do material fecal para identificar a presença de sangue. Vale lembrar que um resultado positivo não significa necessariamente um câncer, mas sim que será preciso investigar a origem do sangramento.

18. Colonoscopia

A colonoscopia pode ser solicitada isoladamente ou depois da pesquisa de sangue oculto nas fezes. Este exame permite a visualização das paredes internas do cólon e do reto, possibilitando que o médico identifique lesões pré-malignas ou cancerosas.

Pólipos de tamanho reduzido podem ser removidos durante a colonoscopia, de modo que ela pode ser considerada um exame preventivo. No caso de pólipos maiores ou outras lesões com características de malignidade, o médico coletará um fragmento do tecido para ser posteriormente submetido a uma biópsia.

Quando identificado em estágios iniciais, o câncer colorretal pode ser tratado por métodos menos agressivos e oferece maior chance de cura – e isso é válido para a maioria das doenças que desenvolvemos ao longo da vida.

Por isso, embora os homens ainda tenham o hábito de buscar atendimento médico apenas quando apresentam sintomas, a realização de exames preventivos traz muito mais benefícios e evita consequências sérias.

Procure a MEDPREV mais próxima para agendar uma consulta com o clínico geral, urologista, endocrinologista ou outro especialista da sua escolha e fique em dia com seus exames.

Fonte(s): SBEM [1] e [2]Mundo Boa FormaMD SaúdeSBU-SPUrowebPortal da UrologiaHospital de Olhos de CascavelOnco Guia e SBCP

 

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