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Dor na lombar: o que pode ser

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Estima-se que quatro em cada cinco pessoas experimentará ao menos uma vez na vida os sintomas de lombalgia. A dor na lombar é um problema com diversas causas, mas a mais comum delas se deve ao fato de passarmos muito tempo sentados diante do computador com a postura incorreta.

Dados do Ministério do Trabalho indicam que somente em 2014 foram mais de 100 mil pedidos licença do trabalho ocasionados por conta de lombalgias. Nos Estados Unidos a situação não é diferente e mais US$ 50 bilhões são gastos todos os anos na tentativa de controlar ou amenizar esse tipo de problema.

O que é a lombalgia?

Lombalgia é o nome que se dá a um conjunto de manifestações de dor que acomete a região mais baixa da coluna, próximo à bacia. Note que embora a manifestação da dor se dê nessa região, isso não significa que a origem do problema está necessariamente naquele local.

Esse fenômeno é conhecido como “dor referida”, justamente por indicar que o problema central pode estar em outras partes do corpo, como o pescoço, os ombros ou as pernas. Por essa razão, podemos considerar essa condição como multifatorial, embora existam situações predominantes que podem agravar esse problema.

Podemos classificar as dores lombares em agudas e crônicas. As agudas são causadas por um mau jeito na coluna ou por espasmos musculares que deixam rígidos os músculos da região próxima ao sacro. Nesses casos, as dores costumam desaparecer entre 4 e 6 semanas.

Já os casos crônicos são os mais graves. Trata-se de uma condição mais comum em pessoas acima dos 50 anos, mas que pode acontecer em qualquer idade. Nas dores lombares crônicas os sintomas são os mesmos, mas se mantêm por períodos mais longos, acima dos três meses.

As dores lombares crônicas são, depois dos resfriados, o problema que mais atinge a população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ainda, de acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke, dos Estados Unidos, cerca de 20% dos casos de lombalgia acabam se tornando crônicos.

Quais são as causas das dores lombares?

Como já mencionamos, múltiplos fatores podem estar ligados às dores na região lombar. Fatores como excesso de peso, sedentarismo, má postura, falta de repouso adequado, gestação e lesões esportivas estão entre os principais fatores de risco que podem desencadear dores lombares.

No entanto, movimentos súbitos de flexão do tronco, levantamento de peso de maneira incorreta, hérnias de disco e artrose são apontados como os fatores mais comuns que levam o paciente a sentir as primeiras dores na região.

É por essa razão que, ao sentir as primeiras dores, é fundamental procurar um reumatologista para obter o diagnóstico correto. Em muitos casos, repouso e reeducação postural bastam para resolver o problema. Em outros, pode ser preciso administrar medicamentos e até mesmo recorrer a cirurgias.

Felizmente, são minorias os casos em que as dores lombares estão associadas a outras doenças mais graves na coluna, como infecções, tumores, síndrome de cauda equina ou aneurismas.

Na maior parte das vezes, as dores são classificadas como mecânico-degenerativas, isto é, decorrem de alterações funcionais na coluna ou de encurtamentos musculares. Em ambos os casos, o diagnóstico preciso requer uma consulta com um especialista e exames de imagem complementares (como radiografia, ressonância magnética ou tomografia).

As dores lombares mais comuns

Entre os múltiplos fatores que podem resultar em dores lombares, alguns deles são mais frequentes. Nessa lista podemos citar a ciática, a degeneração dos discos intervertebrais, as distensões musculares, as hérnias de disco, as osteofitoses, as radiculopatias e os traumas.

1. Ciática

Ocorre quando há compressão do nervo ciático – o mais longo e espesso do corpo humano. A condição ataca o caminho dos glúteos até a parte posterior da perna, mas a dor pode irradiar para a região lombar, para as pernas e até mesmo para os pés. Casos mais graves podem levar a uma sensação de amortecimento no local.

2. Degeneração dos discos intervertebrais

Com o passar dos anos, os discos intervertebrais perdem a sua integridade e essa degeneração pode causar dores crônicas e limitar os movimentos da região lombar. Essa é uma das condições mais comuns em diagnósticos de pessoas acima dos 50 anos e requer tratamento contínuo para alívio das dores.

3. Distensões musculares

São causadas pelo estiramento de músculos ou ligamentos. Má postura durante exercícios, levantamento de pesos com postura inadequada ou movimentações bruscas do tronco podem resultar em pequenas lesões musculares, provocando inflamação. Os sintomas tendem a desaparecer em poucos dias, mas a condição pode piorar se não houver repouso ou tratamento.

4. Hérnias de disco

Os discos atuam como amortecedores entre as vértebras. Quando eles saem de sua posição regular ou se rompem, o resultado é a compressão dos nervos, o que causa dor. Contínua, essa dor pode evoluir até chegar a condições mais graves, podendo ser necessário até mesmo cirurgia.

5. Osteofitoses

Osteofitose é uma espécie de artrose que desgasta as articulações da coluna. Esses resíduos se acumulam em outros lugares, gerando estruturas ósseas excedentes. Popularmente conhecido como “bico de papagaio”, essa condição gera instabilidade à coluna e pressão nos nervos, resultando em dor.

6. Radiculopatias

As radiculopatias são inflamações e compressões de raízes nervosas. Essa compressão gera dor, sensação de formigamento e amortecimento do local. As causas mais comuns são o rompimento de discos vertebrais ou estreitamento de canais vertebrais.

7. Traumas

Por fim, traumas na região lombar, em decorrência de quedas ou pancadas em atividades esportivas, também estão entre as causas mais comuns de lombalgias. Lesões de músculos, ligamentos e tendões e choques mais intensos podem causar dor e se agravam se não houver repouso e tratamento adequados nos dias seguintes.

Se você está sentindo qualquer tipo de dor na região lombar, agende uma consulta com um reumatologista pelo Medprev. Ele é o profissional que pode indicar as causas e prestar o tratamento adequado para seu problema.

Fonte(s): Sociedade Brasileira de Reumatologia, Ministério da Saúde, Mundo Boa Forma, Medi-Brasil e Minha Vida.

24/02/2022   •   há 4 meses

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