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Por que levar ao médico o resultado do seu exame de sangue?

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Exame de sangue de rotina parece ser de fácil interpretação, pois basta comparar o resultado indicado pelo laboratório com os valores de referência que acompanham cada análise – diferente do que acontece com exames de imagem, por exemplo.

Contudo, um resultado de exame de sangue que esteja dentro da faixa considerada normal não é uma garantia de que o paciente não tem nenhum problema de saúde, assim como um valor alterado nem sempre é motivo de preocupação.

Afinal, mesmo que esses exames forneçam um bom retrato do que se passa dentro do organismo, seus resultados devem ser analisados em conjunto com os sintomas e sinais apresentados pelo paciente.

Assim, embora o “Dr. Google” possa fornecer uma ideia das suas condições, somente o médico está habilitado a interpretar um resultado de exame corretamente.

Exames de sangue de rotina: resultados e confusões

Existe uma série de exames de sangue específicos para as diversas fases da vida, os quais também variam para homens e mulheres. Com esses testes laboratoriais, é possível detectar e monitorar uma infinidade de doenças e condições, por isso eles são um recurso de grande valor na prática médica.

Entretanto, um resultado não pode ser interpretado isoladamente, pois isso pode levar a conclusões equivocadas, como um falso-positivo ou falso-negativo. Conheça algumas das confusões mais comuns relacionadas a exames de sangue de rotina:

1. Hemograma

Também conhecido como exame de sangue completo, o hemograma analisa os principais componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

Esse exame é capaz de revelar doenças como anemia, infecções, problemas de coagulação e até mesmo alguns tipos de câncer. Porém, a interpretação dos resultados não é tão simples. Vamos considerar a anemia como exemplo disso.

Popularmente, dizemos que a anemia corresponde à falta de ferro no organismo, mas ela se manifesta no hemograma como uma redução no conteúdo de hemoglobina, a proteína responsável pelo transporte do oxigênio dentro das hemácias, a qual depende do ferro para exercer sua função.

Contudo, a anemia não é uma doença só, mas sim um conjunto de síndromes que apresentam diferentes alterações laboratoriais e que surgem devido a diversas causas. Em consequência, o tratamento também será específico para cada tipo de anemia – ou seja, nem sempre é suficiente aumentar a ingestão de ferro. Para ilustrar:

  • Anemia ferropriva: esta é a anemia causada pela falta de ferro, de forma que seu tratamento é feito por mudanças na alimentação e suplementação desse mineral. No hemograma, ela se manifesta com valores reduzidos de hemoglobina, VCM (volume corpuscular médio, ou seja, o tamanho das hemácias) e HCM (hemoglobina corpuscular média, ou seja, a quantidade de hemoglobina dentro de uma hemácia);
  • Anemia megaloblástica: a causa está na deficiência de vitamina B12 ou folato, de modo que o tratamento é feito pela reposição dessas substâncias, e não do ferro. No hemograma, ela aparece com valores aumentados de VCM (as hemácias são grandes) e neutrófilos (um tipo de glóbulo branco) com formato alterado;
  • Anemia do Mediterrâneo: na forma mais leve (talassemia minor) o paciente apresenta o mesmo quadro laboratorial da anemia ferropriva. Porém, essa condição não se trata de uma doença, e sim de uma característica genética que não causa sintomas e não demanda tratamento.

2. Glicemia em jejum

O exame de glicemia mede a quantidade de glicose (açúcar) presente no sangue depois de um jejum de 8 a 14 horas. Quando o resultado está acima de 126 mg/dl, é bem provável que o paciente tenha diabetes, enquanto resultados entre 100 e 125 mg/dl podem indicar a pré-diabetes, uma condição que pode ser revertida.

Contudo, para pessoas que já são diabéticas, a glicemia em jejum pode não ser suficiente para monitorar a eficácia do tratamento e a adequação da dieta, pois os resultados são válidos apenas para o momento da coleta.

Assim, se o paciente seguir uma alimentação muito rigorosa no dia anterior ao exame, com uma grande restrição de carboidratos mesmo que inconscientemente, sua glicemia pode parecer mais baixa do que realmente é.

Ao levar este exame ao médico, porém, ele poderá avaliar se o resultado é compatível com o estilo de vida e o tratamento do paciente e, se necessário, solicitar um exame mais abrangente, como a hemoglobina glicada.

3. Colesterol

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

O exame de colesterol é mais um exemplo de resultado que sempre deve ser levado ao médico. Enquanto o valor desejável do HDL (“colesterol bom”) é acima de 40 mg/dl, os valores de referência para o LDL (“colesterol ruim”) variam conforme o grau de risco que a pessoa apresenta para infarto e AVC.

Para quem tem risco baixo, o LDL deve ficar abaixo de 130 mg/dl; para quem tem risco muito alto, porém, o valor máximo deve ser de 50 mg/dl. Dessa forma, para saber o que o seu resultado representa, é preciso conversar com o médico para descobrir qual é o seu grau de risco.

4. Dosagem de PSA

A dosagem de PSA (sigla para antígeno prostático específico) é um exame que mede a quantidade dessa proteína no sangue. Quando seu valor está elevado, isso indica uma possível alteração da próstata, que pode incluir desde uma inflamação e um crescimento benigno até um câncer.

Pacientes com PSA entre 4 e 10 ng/ml têm 25% de chance de desenvolver câncer de próstata, enquanto aqueles com valores acima de 10 ng/ml têm 50% de chance. Contudo, estima-se que 15% dos homens que apresentam um tumor maligno nessa glândula têm resultados de PSA inferiores a 4 ng/ml, de forma que o diagnóstico deve ser feito pela biópsia.

Embora os exames de sangue sejam ferramentas valiosíssimas para o diagnóstico e o monitoramento de problemas de saúde, devemos ter em mente que eles são recursos complementares à avaliação médica. Dessa forma, seus resultados sempre devem ser analisados em conjunto com o estado clínico do paciente.

Portanto, se você está apresentando sintomas e gostaria de investigá-los, procure o MEDPREV mais próximo para agendar sua consulta e marcar os exames necessários.

Fonte(s): Ministério da SaúdeCiência NewsUFRJMédico RespondeManual MSD e PUC-PR

24/02/2022   •   há 7 meses

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