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Dia Mundial da Conscientização do Autismo: o que preciso saber sobre esse transtorno?

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A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o dia 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A ideia do órgão é chamar a atenção para essa condição de saúde caracterizada por déficits de comunicação social e comportamento.

É importante destacar que essa condição não é considerada uma doença, mas sim um transtorno: o nome técnico oficial é Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Utiliza-se o termo “espectro” dada a abrangência dos níveis de comprometimento percebidos. Muitos autistas, inclusive, passam a vida toda sem obter um diagnóstico da condição. Neste artigo você vai entender a importância do Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

Transtorno do Espectro do Autismo: o que você precisa saber?

Conforme os parâmetros definidos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), déficit de comunicação social, padrões restritivos e repetitivos de comportamento e hipersensibilidade ou hipossensibilidade a estímulos sensoriais estão entre as principais condições percebidas, ainda que nem todas se manifestem ou algumas possam ocorrer em maior ou menor grau. o Dia Mundial da Conscientização do Autismo nos convida a pensar sobre o tema.

Os estudos realizados até hoje não foram suficientes para que os especialistas pudessem determinar as causas dessa condição. A predisposição genética é vista como um fator predominante, mas há estudos que evidenciam que fatores ambientais durante a gravidez podem ter impacto no aparecimento desse tipo de distúrbio.

Em geral, o diagnóstico de TEA ocorre em bebês com idades entre 1 e 2 anos, mas atrasos de desenvolvimento podem ser indícios para que essa condição se manifeste de forma mais clara depois dessa idade. Como as características podem se manifestar em diversos graus de intensidade, o diagnóstico requer a avaliação de um profissional especializado, como um neuropediatra ou um psiquiatra pediátrico.

O envolvimento da família é fundamental no tratamento

Antes de tudo, há que se considerar que a condição do autismo não é uma doença, mas sim um transtorno. Como se trata de uma condição inerente ao indivíduo, isso significa que não há um processo de cura. O que existe são tratamentos que podem atenuar alguns sintomas. Fisicamente, é comum que as crianças não apresentem nenhum problema, o que contribui para que os pais desacreditem na condição.

Entretanto, é justamente o envolvimento familiar e a compreensão dos comportamentos por parte dos pais o principal fator que pode auxiliar no desenvolvimento da criança. Em alguns casos, o desenvolvimento da criança pode ser mais lento se comparado com o da maioria dos colegas da mesma faixa etária. Porém, isso não significa incapacidade ou limitação, mas sim que abordagens diferenciadas devem ser priorizadas como forma de estímulo.

Por ser um transtorno que se manifesta de múltiplas formas, é indicado que a criança receba um tratamento multidisciplinar. O trabalho pode envolver profissionais de pedagogia, de psicologia, de fonoaudiologia e de terapia ocupacional. Eventualmente as crianças podem manifestar sintomas de condições associadas ao autismo, como insônia, hiperatividade, ansiedade ou depressão. Nesses casos, o uso de medicamentos pode ser necessário para inibir ou amenizar possíveis problemas de saúde.

Por fim, os pais também precisam receber uma espécie de treinamento para saber como lidar com a situação sem que se frustrem. Quando devidamente capacitados pelos profissionais que acompanham o desenvolvimento da criança, os pais podem auxiliar o aprendizado reforçando comportamentos adequados. O equilíbrio emocional dos pais também é outro aspecto que deve ser trabalhado.

Abril Azul: conscientização é a palavra-chave

De acordo com dados divulgados pela ONU, estima-se que no mundo uma a cada 68 crianças apresenta algum nível de Transtorno do Espectro do Autismo. O transtorno se manifesta de forma mais frequente em meninos do que em meninas e quanto antes for realizado o diagnóstico, mais simples se torna a adaptação e o desenvolvimento ao longo da vida.

Uma vez que a conscientização sobre as características do transtorno é a palavra-chave para o entendimento dessa condição, é importante que os pais entendam como lidar com crianças portadoras de TEA. Utilizar palavras simples e curtas e conversar sobre assuntos agradáveis a elas, de maneira paciente e interessada, é uma forma de facilitar a compreensão delas.

Tenha cuidado com o tom de voz utilizado e quando for necessário quebrar a rotina seja claro ao explicar as razões disso e torne a transição o mais natural possível. Ainda, incentive-as a fazerem contato com outras pessoas. Um autista não deve ser “escondido” dos demais, mas sim deve ter a sua sociabilização estimulada.

Por fim, procure estabelecer contato com outros pais que também tenham filhos com essa condição. A troca de informações e a reflexão sobre o tema são fundamentais para que haja maior compreensão sobre o transtorno e, com isso, os familiares possam se adaptar melhor às necessidades da criança, facilitando o desenvolvimento ao longo de toda a vida, por isso o Dia Mundial da Conscientização do Autismo se mostra tão importante.

24/02/2022   •   há 4 meses

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