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Prevenção

Novembro Azul: mitos e verdades sobre o câncer de próstata

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, cerca de 28,6% dos casos de câncer registrados entre os homens têm relação com a próstata. Ainda que essa seja uma condição […]

novembro azul

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, cerca de 28,6% dos casos de câncer registrados entre os homens têm relação com a próstata. Ainda que essa seja uma condição cuja prevenção é infalível, o diagnóstico precoce é o principal fator para evitar mortes em decorrência da doença. Neste artigo, vamos tratar sobre o Novembro Azul e sua importância para a prevenção desse tipo de câncer.

A principal forma de detectar o câncer de próstata é por meio do exame de toque retal. Muitos homens ainda têm preconceito com essa abordagem e, em razão disso, nasceu o movimento Novembro Azul. A ideia é promover uma série de ações ao longo do mês visando desmistificar alguns preconceitos relacionados à doença e incentivar os homens a procurarem auxílio médico antes que os problemas se manifestem.

Para isso, além de consultas periódicas, o paciente deve realizar os exames necessários quando orientado pelo médico, sendo o Novembro azul um período para se reforçar a importância dessas ações.

Neste artigo, listamos algumas das dúvidas mais comuns dos homens em relação ao câncer de próstata e suas formas de diagnóstico, prevenção e tratamento. Confira o que é mito e o que é verdade sobre essa condição.

1. Câncer de próstata só aparece depois dos 50 anos

Mito. Ainda que os homens acima de 50 anos representem a maioria dos casos (cerca de 60%), pelo menos quatro a cada dez homens que sofrem com esse problema têm idade abaixo dos 50 anos. A condição é considerada rara antes dos 40 anos, mas não é impossível. Pacientes com mais fatores de risco devem antecipar os exames.

2. A avaliação do PSA é suficiente para detectar o câncer de próstata

Mito. Muitas pessoas associam o PSA aumentado ao câncer de próstata e o PSA reduzido a não existência do problema. O fato é que esse dado por si só não é suficiente para comprovar a existência da doença ou não. Diversas outras situações podem provocar alterações no antígeno prostático. Por essa razão, o toque retal e a avaliação médica continuam sendo indispensáveis para detecção do problema.

3. Ter casos de câncer de próstata na família aumentam os riscos

Verdade. De acordo com os estudos realizados, a hereditariedade é um considerada um fator de risco. Isso significa que se você teve pai, irmãos ou tios diagnosticados com a doença, então a atenção precisa ser redobrada, pois as chances de que você também apresente essa condição aumentam pelo menos cinco vezes.

4. Devo procurar o médico somente quando apresentar sintomas

Mito. O exame de toque retal deve ser feito a partir dos 40 anos ou antes se houver indicação médica. Além disso, quando o problema é diagnosticado em estágio inicial ainda não há nenhum sintoma. Portanto, esperar ter sintomas definitivamente não é uma opção. Agende uma consulta pelo Medprev e peça orientações ao seu médico sobre qual é o melhor momento para fazer o exame.

5. Negros têm maior risco de ter câncer de próstata

Verdade. Estudos realizados indicam que pessoas de origem afrodescendente têm risco 60% maior de desenvolver a doença. Com relação á taxa de mortalidade, ela também é mais alta, chegando a até três vezes mais em determinados grupos. Portanto, não facilite: realize os exames periódicos de acordo com a frequência indicada pelo seu médico.

6. Praticar atividades físicas previne o câncer de próstata

Verdade. A prática de atividades físicas é benéfica para o organismo como um todo, e não apenas com relação à prevenção do câncer de próstata. Entre os efeitos dos exercícios estão o fortalecimento imunológico, a prevenção da obesidade e a redução do estresse. Estudos comprovam que o sedentarismo e a obesidade são fatores que alteram o metabolismo de maneira a torná-lo um ambiente mais propício para o desenvolvimento de doenças.

7. Todos os casos de câncer de próstata requerem tratamento ativo

Mito. É fundamental que um médico analise individualmente as condições de cada paciente, mas há casos de baixa agressividade em que não é necessário realizar nenhum tratamento ativo de imediato. Entretanto, monitorar o avanço da doença é essencial e isso pode ser feito com visitas frequentes ao médico e realização de exames periódicos.

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A partir dos 40 anos, homens devem agendar uma consulta com um clínico geral e buscar orientação sobre qual é o melhor momento para realizar o exame. Aqueles que têm outros fatores de risco, como histórico familiar da doença, devem se consultar com um médico antes mesmo disso para verificar se há necessidade ou não de antecipar o exame de próstata.

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