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O que é candidíase recorrente?

Embora não existam dados precisos sobre a incidência de candidíase recorrente no Brasil, a Associação Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) estima que 75% das mulheres passarão […]

candidíase recorrente

Embora não existam dados precisos sobre a incidência de candidíase recorrente no Brasil, a Associação Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) estima que 75% das mulheres passarão por esse problema em algum momento da vida.

Entretanto, a minoria delas (cerca de 5%) apresentarão quadros de candidíase recorrente. A doença é mais comum do que se imagina e, diferentemente do que muitos acreditam, não se trata de uma doença sexualmente transmissível (DST): ela pode se manifestar em mulheres de qualquer idade.

O que é candidíase recorrente?

Também conhecida como candidíase de repetição, a candidíase recorrente é caracterizada quando o problema se manifesta diversas vezes ao longo de um período curto de tempo. Quando quatro ou mais episódios são registrados no decorrer de doze meses, esse é um sinal de que o problema se tornou recorrente.

A candidíase é uma infecção vaginal causada na maioria das vezes pelo fungo Candida albicans, que pode ser encontrado no intestino e no canal vaginal de algumas mulheres. Além dele existem outras quatro espécies de fungos causadores do problema: krusei, tropicalis, glabrata e parapsilosis.

Esse problema de saúde afeta a maior parte das mulheres em algum momento da vida devido ao fato de que esses fungos vivem em harmonia com outras bactérias presentes na flora vaginal. Entretanto, quando há algum tipo de desequilíbrio eles se multiplicam em quantidades acima da média, causando a doença.

Quais são os sintomas da candidíase e como diagnosticá-la?

Utilizar o Medprev para agendar uma consulta periódica ao ginecologista é fundamental para diagnosticar a candidíase. Isso ocorre porque a maior parte dos diagnósticos se dá a partir de um exame físico realizado pelo médico. As mulheres acometidas pela doença podem apresentar a vulva avermelhada, inchaço nos pequenos lábios, pequenas fissuras no canal vaginal e até mesmo corrimentos.

Os sintomas mais comuns da candidíase são os seguintes:

  • Coceira na vulva e dentro da vagina;
  • Sensação de ardência ao urinar;
  • Manifestação de dor ou desconforto durante a relação sexual;
  • Vermelhidão na área da vagina;
  • Corrimento vaginal branco e espesso.

Se houver dúvida sobre o diagnóstico, o médico poderá solicitar exames laboratoriais adicionais. É comum que seja preciso agendar um exame para descobrir o tipo específico de fungo e, a partir do resultado, providenciar um tratamento medicamentoso mais adequado para cada caso.

Como evitar a candidíase? Prevenção e tratamento

Existem múltiplos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de candidíase. Na maioria dos casos mais de uma causa se manifesta simultaneamente, aumentando as chances de que a infecção se torne recorrente. Entre as causas mais comuns, destacamos as seguintes:

Excesso de açúcar na alimentação

Níveis mais altos de glicose podem alterar o pH da vagina, tornando-a mais ácida. Essa condição é mais propícia à proliferação da cândida, servindo como uma espécie de alimento ao fungo. Sob orientação médica e nutricional, reduza a ingestão de alimentos com essas características, como doces, refrigerantes e produtos industrializados adoçados.

Níveis mais altos de estrogênio

Quando há um nível mais alto de estrogênio no corpo, como consequência o pH da vagina também pode se alterar. Mulheres que tomam certos tipos de anticoncepcionais ou fazem terapia de reposição hormonal estão mais propensas a apresentar essa condição, devido ao aumento da umidade e da temperatura da região vaginal.

Antibióticos de largo espectro

Os chamados antibióticos de largo espectro, que atingem um grande número de micro-organismos, podem desestabilizar a flora vaginal e eliminar bactérias benéficas para a saúde. O desajuste pode criar um ambiente mais propício à reprodução do fungo.

Deficiências imunológicas

Organismos com imunidade baixa podem também são mais propensos a manifestar quadros de candidíase. Pacientes com diabetes descontrolado, portadores do vírus HIV ou aqueles que tomam medicamentos imunossupressores devem redobrar a atenção aos sintomas.

Praia ou piscina em excesso

Quando a mulher mantém a calcinha molhada por longos períodos, especialmente em praias ou piscinas, a umidade do local podem contribuir para a proliferação de fungos. É importante trocar a roupa íntima sempre que for possível, evitando que ela seque completamente no corpo depois de um banho de mar ou piscina.

Estresse

Por fim, o estresse também pode ser considerado um fator de influência no desenvolvimento de candidíase, especialmente quando outros dos sintomas acima se manifestam. A falta de sono, a prática de exercícios físicos em excesso ou sensações como raiva, ansiedade e tristeza podem desencadear essa condição.

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Ao perceber qualquer um dos sintomas acima, agende uma consulta pelo Medprev com um especialista em ginecologia. Independentemente dos sintomas, a visita ao médico ginecologista é algo que deve estar no cronograma das mulheres pelo menos uma vez por ano.

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