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Leucemia: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020 foram registrados cerca de 10,8 mil casos de leucemia no Brasil. Ainda, de acordo com o Atlas de […]

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020 foram registrados cerca de 10,8 mil casos de leucemia no Brasil. Ainda, de acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer, cerca de 7,2 mil pessoas morrem no país todos os anos em decorrência da doença.

Considerada uma doença maligna e de origem desconhecida, a leucemia é a nona forma mais comum de câncer entre os homens. Entretanto, alguns fatores de risco podem aumentar as chances de um paciente desenvolver leucemia. Diagnóstico precoce e exames de rotina são as melhores maneiras de reduzir os riscos de morte em decorrência da doença.

O que é leucemia?

A leucemia é um tipo de câncer maligno que acomete os glóbulos brancos. Nesse caso, células doentes se acumulam na medula óssea, substituindo progressivamente as células sanguíneas normais. Dessa forma, as células cancerosas aos poucos substituem as células sanguíneas saudáveis, provocando fraqueza, perda de peso e febre.

Embora as causas da doença sejam desconhecidas, o que torna a prevenção difícil, alguns fatores são considerados indicativos de aumento do risco de desenvolvimento da doença. Tabagismo, contato com benzeno ou radiação ionizante, quimioterapia, exposição a formaldeídos, síndrome de Down, além de histórico familiar e idade avançada são itens a serem considerados.

Leucemia: principais sintomas

Os sintomas mais comuns são decorrentes do acúmulo de células defeituosas na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção das células sanguíneas normais. A diminuição dos glóbulos vermelhos ocasiona anemia, cujos sintomas são percebidos por fadiga, falta de ar, palpitação e dor de cabeça. 

A redução dos glóbulos brancos reduz a imunidade, deixando o organismo mais sujeito a infecções graves ou recorrentes. A diminuição das plaquetas ocasiona sangramentos, sendo os mais comuns das gengivas e pelo nariz, e manchas e pontos roxos (equimoses ou petéquias) na pele.

Ao perceber os sintomas, é fundamental agendar uma consulta e realizar os exames indicados pelo médico. A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos. Depois de instalada, a doença progride rapidamente, e quanto antes o tratamento for iniciado, maiores são as chances de sucesso.

Leucemia: como o diagnóstico é confirmado?

A partir dos sintomas e do histórico do paciente, o médico consultado pode sugerir a realização de exames de sangue. Uma consulta com um especialista em hematologia também é uma alternativa caso você não queira se consultar inicialmente com um clínico geral.

O principal exame de sangue para confirmação da suspeita de leucemia é o hemograma. Em caso positivo, o hemograma estará alterado, mostrando na maioria das vezes um aumento do número de leucócitos, associado ou não à diminuição das hemácias e plaquetas.

A confirmação diagnóstica é feita com o exame da medula óssea (mielograma). Nesse exame, retira-se uma pequena quantidade de sangue, proveniente do material esponjoso de dentro do osso, para análise citológica, citogenética, molecular e imunofenotípica.

Formas de tratamento da leucemia

A leucemia pode ser do tipo crônica (se agrava lentamente) ou aguda (se agrava rapidamente). Além disso, ela é classificada de acordo com o tipo de glóbulos brancos que são afetados: linfoides e mieloides. Sendo assim, há quatro tipos de leucemia: linfoide crônica, mieloide crônica, linfoide aguda e mieloide aguda.

O diagnóstico e os exames é que vão determinar o tipo de leucemia e, consequentemente, a forma de tratamento. Para que a medula óssea volte a produzir células normais, o tratamento pode envolver quimioterapia, controle de infecções e combate à doença no Sistema Nervoso Central. O transplante de medula óssea pode ser uma alternativa.

O tempo de tratamento também varia de acordo com a progressão da doença. Alguns casos podem levar mais de dois anos até que a manifestação da doença cesse. O acompanhamento médico deve ser intensivo durante todo o período de tratamento.

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Ao perceber qualquer um dos sintomas acima, agende uma consulta imediatamente e realize os exames laboratoriais indicados pelo médico. Quanto antes o diagnóstico for obtido, maiores são as chances de cura. Portanto, não deixe de lado os check-ups periódicos.

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