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Câncer de Mama – o que você precisa saber?

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No Brasil, o câncer de mama é o segundo tipo da doença que mais acomete as mulheres.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que no ano de 2022, 66.280 novos casos da doença serão diagnosticados.

Pensando em conscientizar e orientar as mulheres sobre esse tipo da doença, preparamos esse guia sobre o câncer de mama.

Um material de apoio que traz informações importantes, desde o autoexame até a remissão da doença.

"Um simples toque pode salvar sua vida. Se sinta, se toque, se ame".

O que é o câncer de mama?

Câncer ou tumor maligno é a multiplicação anormal e descontrolada de células no corpo.

No caso do câncer de mama, a doença é causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Em outras palavras, células que adquirem características anormais causadas por uma ou mais mutações no seu material genético.

No início, pode se localizar apenas na mama. Mas se não tratado, pode cair na corrente sanguínea e se implantar em outros órgãos, a chamada metástase.

Tipos de câncer de mama

O câncer de mama é uma doença que pode se apresentar de maneiras diferentes no corpo da mulher.

Dessa forma, a doença é definida em alguns tipos, o que é determinante na escolha do tratamento adequado.

  1. carcinoma ductal in situ - essa é uma forma muito inicial de neoplasia, em que as células com características malignas não se espalham para os tecidos mamários próximos ao ducto, nem para outros órgãos. Geralmente, esse tipo de câncer de mama não apresenta sintomas e é diagnosticado pela mamografia;
  2. invasivo - geralmente, tem início nos ductos mamários e pode se espalhar para outros órgãos através do sangue e do sistema linfático;
  3. triplo negativo - considerado um dos tipos mais agressivos, representa cerca de 10 a 15% dos casos. O tratamento geralmente inclui a quimioterapia, por ser um tumor agressivo e de crescimento acelerado;
  4. inflamatório - embora seja um tipo agressivo e de crescimento rápido, felizmente representa apenas 5% dos casos. Uma vez diagnosticado, o tratamento é feito com quimioterapia e retirada total da mama afetada com esvaziamento axilar;
  5. doença de paget - tipo raro de câncer de mama, se manifesta na pele do mamilo podendo se estender para a aréola. O diagnóstico é realizado através da biópsia do mamilo e, na maioria dos casos, a doença vem associada a nódulos ou microcalcificações;
  6. angiossarcoma - tipo raro da doença, acomete as células dos vasos sanguíneos ou do sistema linfático. Como se trata de um tumor que tem rápida disseminação para outras áreas do corpo, é recomendada a mastectomia;
  7. tumor filóide - é uma lesão com característica de benignidade, bordas regulares e circunscritas. Contudo, são nódulos de rápido crescimento.

O que causa o câncer de mama?

O câncer de mama não tem uma causa única.

São vários os fatores relacionados ao aumento do risco de desenvolvimento da doença.

Porém, é importante lembrar que ter um ou mais fatores não significa que a mulher terá câncer de mama.

Sobre os fatores de risco para o câncer de mama, podemos dividir dessa forma:

Fatores de risco modificáveis

Entram nesse grupo, todos os fatores que podem ser controlados ou eliminados por meio de mudanças no estilo de vida.

Por exemplo:

  1. Obesidade;
  2. Sedentarismo;
  3. Tabagismo;
  4. Consumo de bebidas alcoólicas;
  5. Consumo excessivo de alimentos ricos em gordura saturada;
  6. Uso de terapia de reposição hormonal na pós-menopausa;
  7. Uso de pílulas anticoncepcionais;
  8. Não ter filhos ou ter filhos após os 35 anos de idade;
  9. Não amamentar;
  10. Excesso de peso na menopausa;
  11. Baixos níveis de vitamina D;
  12. Alta exposição a poluentes e agrotóxicos.

Fatores de risco não modificáveis

  1. gênero - esse é considerado o principal fator de risco, pois o câncer de mama é uma doença que atinge principalmente as mulheres;
  2. idade - mulheres com idade a partir dos 40 anos têm maior risco de desenvolver a doença;
  3. histórico familiar da doença;
  4. mutação herdada dos genes do câncer de mama BRCA1 ou BRCA2;
  5. alta densidade mamária;
  6. histórico pessoal de câncer de ovário ou mama;
  7. início da menopausa após os 55 anos e primeira menstruação antes dos 12 anos;
  8. alta exposição à radiação.

Vale lembrar que, embora seja influenciado por diversos outros fatores, o câncer é uma doença que tem um grande risco de ser transmitida entre as gerações por meio do DNA.

Nesses casos, com o objetivo de prevenir a doença no futuro, a mulher tem a opção de realizar o teste genético de câncer de mama.

O que são fatores de proteção?

Para prevenir o câncer de mama, além de controlar os fatores de risco, a mulher deve estimular os chamados fatores de proteção.

Praticar regularmente alguma atividade física, manter uma alimentação saudável, controlar o peso corporal evitando a obesidade e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, pode reduzir em até 28% o risco de desenvolver a doença.

Outro fator de proteção é a amamentação, que além de proporcionar inúmeros benefícios para o bebê, estimula as glândulas mamárias diminuindo a quantidade de hormônios na corrente sanguínea.

Quais os sintomas de um câncer de mama?

No início, geralmente o câncer de mama não provoca sintomas, sendo muitas vezes diagnosticado apenas em exames de rotina.

Contudo, em estágio avançado pode causar dor, geralmente associada a outros sinais.

Por exemplo:

  1. coceira na mama ou no mamilo;
  2. inversão do mamilo;
  3. saída de secreção dos mamilos;
  4. alterações no formato ou tamanho da mama;
  5. pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  6. pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.

Apesar do nódulo na mama apavorar muito as mulheres, felizmente na maioria das vezes (70%-80%), eles são benignos.

Contudo, caso perceba um nódulo ou qualquer alteração suspeita na mama, o recomendado é que a mulher consulte com um médico mastologista.⠀

Como é feito o diagnóstico?

Após detectados nódulos ou outros sinais nas mamas da paciente durante um exame clínico ou por exames de imagem como a mamografia, é realizada uma biópsia.

Neste procedimento, são retirados pequenos fragmentos do nódulo que vão para análise de um médico patologista, que é quem irá diagnosticar se essa alteração é ou não um câncer de mama.

A importância do diagnóstico precoce

Assim como outros tipos da doença, o diagnóstico precoce é de extrema importância para o sucesso do tratamento de um câncer de mama.

Quando diagnosticado em fase inicial, as chances de cura podem chegar a até 90%.

Por isso, a importância do autoexame, dos exames de rastreamento e visitas periódicas ao mastologista.

A importância do autoexame

Um método simples, rápido e fácil, o autoexame é o caminho para um pré-diagnóstico do câncer de mama.

O período indicado para realizar o autoexame é uma semana após o ciclo menstrual, quando as mamas não estão mais doloridas.

Para ser completo, é recomendado que o autoexame seja realizado em três etapas conforme o passo a passo descrito abaixo:

Frente ao espelho

  1. Para começar, tire a blusa e o sutiã em frente ao espelho e permaneça com as mãos na cintura;
  2. Em seguida, verifique o tamanho, formato e o contorno das mamas;
  3. Observe bem para ver se existem alterações na pele, aréola ou no mamilo;
  4. Verifique também, se o sutiã deixa marcas em apenas uma das mamas, se existe algum sinal de inchaço;
  5. Feito isso, coloque os braços soltos ao lado do corpo e observe as mamas novamente;
  6. Para finalizar, levante os braços e observe se existem alterações como feito no início.

Durante o banho

  1. Primeiramente, com a coluna ereta, coloque a mão esquerda atrás da nuca, com o cotovelo apontado para cima;
  2. Em seguida, deslize a mão direita pela mama esquerda, apalpando com a ponta dos dedos;
  3. Faça movimentos circulares com firmeza, mas sem causar desconforto, começando na axila em direção ao mamilo, verificando se existem caroços;
  4. Em seguida, repita esse movimento na região das axilas;
  5. De forma delicada, pressione o mamilo para verificar se há saída de líquido de origem desconhecida;
  6. Troque a posição dos braços e repita o passo a passo na mama direita.

Deitada

  1. Deitada na cama, coloque um travesseiro fino embaixo do ombro esquerdo e leve a mão esquerda para trás da cabeça;
  2. Com a outra mão, apalpe a mama esquerda e faça movimentos circulares com a ponta dos dedos, verificando a presença de alguma anormalidade;
  3. Para finalizar, coloque o travesseiro embaixo do ombro direito e repita os passos com a outra mama.

Ao fazer autoexame, a mulher deve observar possíveis sinais como, por exemplo:

  1. tamanho e formato das mamas;
  2. cor das mamas;
  3. presença de nódulos;
  4. inchaço;
  5. saída de secreções;
  6. protuberâncias da pele e do bico dos seios;
  7. dor nas mamas ou axilas;
  8. pequenas feridas ou lesões nas mamas.

A partir dos 21 anos de idade, o recomendado é realizar o autoexame uma vez por mês. Mulheres que estão na menopausa, devem escolher um mesmo dia de cada mês, para realizar o autoexame mensal.

Contudo, é importante lembrar que o autoexame NÃO SUBSTITUI A MAMOGRAFIA ou o exame clínico (de toque) realizado pelo médico.

Mamografia

Um exame simples e de extrema importância para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

A mamografia é um exame radiológico, que por meio de imagens de alta resolução, consegue identificar nódulos, assimetrias e outras lesões nas mamas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, toda mulher com idade a partir dos 40 anos, mesmo sem qualquer sintoma, deve fazer periodicamente a mamografia.

Contudo, mulheres com história familiar de câncer de mama devem começar antes dos 40 anos.

Tipos de mamografia

Atualmente, existem dois tipos de exame de mamografia que se diferem pelo tipo de imagem.

  1. mamografia convencional - método mais utilizado, a mamografia convencional faz uso de um sistema de raio-x para obter as imagens;
  2. mamografia digital - além de diagnosticar o câncer de mama quando o tumor ainda não é palpável, a mamografia digital utiliza a tecnologia da tomossíntese mamária 3D para obter imagens mais rápidas e de alta qualidade, além de tornar o exame mais confortável para as pacientes.

Como é realizado o exame?

Durante a realização da mamografia, a paciente permanece em pé e segurando a respiração durante alguns segundos.

Com tempo de duração médio de aproximadamente 20 minutos, para que as imagens sejam capturadas, o seio é posicionado entre as duas placas do mamógrafo o que, em algumas mulheres, pode causar um pouco de desconforto.

No dia do exame, é recomendado que a mulher não use talco ou desodorante na região das mamas.

Toda mulher pode realizar o exame?

O exame de mamografia não é recomendado para gestantes pelo risco da radiação interferir na formação do bebê, e também para mulheres antes dos 40 anos (salvo casos sob orientação médica).

Outros exames de mamas

Além da mamografia, existem outros exames que podem ajudar no diagnóstico do câncer de mama.

  1. Ultrassom de mama - realizado para diagnosticar alterações nas mamas, porém não substitui a mamografia;
  2. Mamografia bilateral- nesse exame, são realizadas duas incidências em cada mama;
  3. Ecografia mamária - por não usar radiação, geralmente é recomendado para mulheres jovens ou gestantes.

Como é feito o tratamento do câncer de mama?

Dos mais invasivos aos menos agressivos, existem vários métodos de tratamento para um câncer de mama.

Entre os métodos de tratamento existe, por exemplo:

  1. quimioterapia - tratamento a base de medicações que reconhecem e destroem células que estão em rápida proliferação, interrompendo ou retardando o crescimento de células cancerosas;
  2. hormonioterapia - geralmente realizada após a cirurgia, ajuda a reduzir o risco da recidiva da doença;
  3. radioterapia - procedimento onde uma dose de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais;
  4. procedimento cirúrgico - realizado para a retirada parcial ou total do tumor;
  5. terapia-alvo - procedimento onde se utiliza moléculas e anticorpos capazes de atacar proteínas importantes para o funcionamento das células doentes, com o objetivo de bloquear, enfraquecer e impedir sua expansão.

Para a escolha dos procedimentos adotados, são levados em consideração vários aspectos do paciente como idade, menopausa, doenças pré-existentes e o próprio tumor.

Como reduzir os risco de um câncer de mama?

Quando falamos sobre prevenção ao câncer de mama, não falamos somente do autoexame ou da mamografia.

O estilo de vida saudável reduz muito o risco de câncer de mama e de muitas outras doenças.

  1. seguir uma alimentação saudável - além de evitar alimentos ultraprocessados geralmente prontos para consumo, é recomendado dar prioridade a alimentos que ajudam na prevenção do câncer;
  2. manter o peso adequado - a obesidade aumenta muito o risco de desenvolvimento da doença;
  3. praticar atividade física regularmente - corrida, ciclismo, natação ou musculação. Qualquer atividade física quando praticada regularmente, além de promover a saúde como um todo, ajuda a prevenir o câncer de mama;
  4. dormir bem;
  5. evitar o consumo de álcool e cigarro - o consumo em qualquer quantidade aumenta o risco de desenvolvimento da doença;
  6. realizar periodicamente exames preventivos.

Nem sempre é fácil, mas frente aos amplos benefícios, vale a pena conciliar a rotina com hábitos saudáveis.

Homens também têm câncer de mama?

Embora a incidência seja baixa quando comparado com as mulheres, em torno de 1% de todos os casos, os homens também correm o risco de desenvolver a doença.

Assim como nas mulheres, vários são os fatores de risco que podem aumentar as chances do aparecimento da doença com, por exemplo, a idade e os casos de câncer em familiares.

Quais os sintomas?

Entre os sintomas do câncer de mama em homens, algumas alterações precisam ser observadas.

  1. inchaço na mama, geralmente indolor;
  2. pele da mama enrugada;
  3. mamilo da mama retraído;
  4. inchaço nos linfonodos nas axilas;
  5. pele da mama ou do mamilo descamando ou vermelha.

Como é feito o diagnóstico?

Assim como ocorre com as mulheres, para diagnosticar o câncer de mama em homens existem alguns exames que podem ser realizados.

  1. mamografia - geralmente, a mamografia é mais precisa em homens do que em mulheres, isso porque os homens não têm mamas densas ou outras alterações que possam interferir no exame;
  2. ultrassom da mama - muito recomendado para diferenciar um nódulo na mama de um cisto ou tumor;
  3. descarga familiar - durante o procedimento uma amostra da secreção líquida secretada através do mamilo é recolhida para análise citológica.

O que é a remissão de um câncer de mama?

Quando uma paciente está em remissão, isso quer dizer que os sintomas do câncer de mama estão reduzidos ou ausentes.

Quando esse período completa cinco anos ou mais, geralmente a paciente é considerada curada da doença.

Contudo, em alguns casos, existe uma chance da doença voltar em algum momento.

Qual médico procurar na suspeita de um câncer de mama?

A mastologia é a especialidade médica que cuida das glândulas mamárias.

Quaisquer condições que possam afetar os seios como dores, inchaços, mastites ou a suspeita de um câncer de mama, são tratadas pelo Mastologista.

O que é a cirurgia de reconstrução mamária?

A reconstrução mamária é uma cirurgia plástica reparadora que pode ser realizada após a retirada da mama, em decorrência do tratamento contra o câncer.

Normalmente, mulheres que passam pela mastectomia têm indicação para a reconstrução.

Existem diferentes técnicas de cirurgia para a reconstrução da mama, a escolha vai depender da forma, tamanho e localização da retirada do tecido.

Câncer de mama causa dor?

Na maioria dos casos, o câncer de mama não causa dor.

Por causa da ausência deste sintoma, muitas vezes a doença só é descoberta em estágios já avançados.

Por essa razão, realizar exames de prevenção como a mamografia ou a ultrassonografia das mamas é fundamental para identificar e combater a doença em estágios iniciais.

A importância do Outubro Rosa?

Desde outubro de 2022 quando desembarcou no Brasil iluminando importantes monumentos com a cor rosa da campanha, todos os anos o Outubro Rosa vem para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado do câncer de mama.

Além de reforçar a importância da mulher conhecer suas mamas através do autoexame, a campanha também busca conscientizar sobre a mamografia.

Mitos sobre o câncer de mama

  1. O câncer de mama só afeta quem tem histórico familiar? Não. Qualquer mulher pode ser acometida pela doença, por essa razão a importância da prevenção e do diagnóstico precoce;
  2. O autoexame substitui a mamografia? Não. Embora seja muito importante a realização do autoexame, a mamografia é fundamental para o diagnóstico da doença;
  3. Todo nódulo no seio é um câncer de mama? Não. Felizmente, a grande maioria é benigno;
  4. Sutiã apertado causa câncer de mama?Não. Não existem nenhum estudo que aponte o uso do sutiã como fator de risco para o aparecimento da doença;
  5. Traumas ou impactos na mama podem causar câncer de mama? Não. Uma pancada forte pode dar origem a uma fibrose, mas não desencadear a multiplicação de células malignas na mama.

CONCLUSÃO

Como vimos acima, a melhor forma de combater o câncer de mama é através da prevenção.

Prevenção essa realizada com uma boa alimentação, com a prática de atividades físicas, com cuidados com a mente, com o autoexame e, acima de tudo, com acompanhamento periódico de um médico especialista.

Faça regularmente o autoexame e, ao perceber qualquer sinal, conte com a Medprev para consultar com um especialista.

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15/07/2022   •   há 3 meses

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