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    Vício em doce (compulsão): como controlar?

    25/09/2025 • Tempo de leitura 8 min

    Revisado pelo(a) Dra. Isabela Messias Rocha, CRM/MG 96131

    Consumir açúcar faz com que a ingestão dessa substância estimule o corpo a liberar neurotransmissores como a dopamina, que trazem sensação de bem-estar. Contudo, o que inicialmente seria inofensivo, quando se torna um vício por doce ou por açúcar, pode desencadear diversos problemas ao longo do tempo.

    É comum que as pessoas consumam alimentos ricos em açúcar, como balas, chocolate, tortas, sorvetes e similares, para sentir satisfação, principalmente após um dia difícil ou estressante, por exemplo.

    Porém, quando esse hábito se torna incontrolável e traz prejuízos para a saúde mental e/ou física, exige atenção profissional.

    Saiba mais sobre o vício em doce (compulsão): como controlar e qual profissional procurar, a seguir.

    O que é o vício em doce?

    O vício em doce, ou a compulsão alimentar por doces, se desenvolve ao longo do tempo, conforme a pessoa utiliza o açúcar como fonte de prazer.

    Ao ingeri-lo, o corpo libera, entre outras substâncias, a dopamina, associada ao prazer e ao bem-estar.

    Ao sentir isso, a tendência da pessoa é voltar a comer alimentos açucarados para viver a mesma sensação, o que se assemelha a um vício em drogas.

    Contudo, quanto mais esse hábito se repete, maior a tolerabilidade, pois o corpo se acostuma com os efeitos do açúcar e exige uma quantidade maior para trazer a mesma recompensa para o cérebro.

    Por essa razão, a tendência é que o consumo aumente progressivamente.

    Assim se caracteriza o vício em doce, que leva a comportamentos compulsivos e nocivos devido à busca por prazer imediato.

    É importante lembrar que sentir vontade ou desejo de comer doces é algo comum e natural, não causando preocupação.

    Contudo, se há um comportamento descontrolado associado a prejuízos em diferentes aspectos da vida e da saúde, é preciso ficar atento.

    Como surge o vício em doce?

    A compulsão alimentar por doces surge quando há dependência da ingestão do açúcar regularmente.

    Quando alguém está viciado, passa por sintomas da dependência, que possibilitam identificar o problema.

    Essa dependência é desafiadora, principalmente se não há tratamento com o acompanhamento de um profissional, já que o estímulo dos doces no cérebro é similar ao efeito de outras substâncias viciantes.

    Assim, a pessoa viciada sente um desejo incontrolável pelo açúcar e reforça isso sempre que come mais.

    Como identificar o vício em doce?

    É possível identificar o vício em doce a partir de sintomas e de como podem se manifestar:

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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  1. nervosismo ou inquietude ao ficar um dia sem comer açúcar;
  2. dor de cabeça se há interrupção abrupta do consumo de doces;
  3. comer grandes quantidades de comida açucarada, muitas vezes, até passar mal;
  4. comer diversas vezes ao dia frequentemente;
  5. aparecimento de problemas de saúde como obesidade, pré-diabetes ou diabetes;
  6. aumento da ansiedade, que é satisfeita somente mediante ingestão de doce;
  7. comer doces escondido ou negar que os consome, mesmo que o hábito exista;
  8. comer esse tipo de alimento mesmo sem estar com fome;
  9. sentimento de culpa após o consumo de doces.
  10. O primeiro passo em direção ao controle do vício é perceber que o problema existe e que exige auxílio profissional (um psiquiatra ou psicólogo pode auxiliar na recuperação).

    Doenças causadas pelo vício em doce

    O vício em doces é problemático devido aos seus efeitos no organismo. Entre eles, está o surgimento de doenças relacionadas ao alto consumo de açúcar, como descrito abaixo.

    Aterosclerose

    A aterosclerose é o acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias, o que dificulta a circulação sanguínea, podendo causar bloqueio de artérias e veias.

    O excesso de açúcar no sangue pode contribuir para processos inflamatórios e aumento dos níveis de triglicerídeos, favorecendo o desenvolvimento dessa condição.

    Aumento dos riscos de AVC (acidente vascular cerebral)

    O consumo exagerado de açúcar pode levar à hipertensão, obesidade e diabetes, fatores que aumentam significativamente o risco de AVC.

    Cárie

    A cárie é a destruição do esmalte dentário causada por ácidos produzidos por bactérias que se alimentam dos açúcares presentes nos alimentos.

    Por isso, a ingestão frequente de doces sem higienização adequada da boca acelera esse processo.

    Diabetes

    O consumo frequente de grandes quantidades de açúcar pode levar à resistência à insulina, aumentando as chances do desenvolvimento do diabetes tipo 2 (adquirida).

    A doença compromete a regulação da glicose no sangue e exige cuidados contínuos.

    Hipertensão arterial

    O açúcar em excesso pode afetar o equilíbrio hormonal e promover retenção de sódio e água, o que contribui para o aumento da pressão arterial.

    Além disso, a obesidade relacionada ao consumo de açúcar também é um fator de risco para a hipertensão.

    Obesidade

    O excesso de açúcar aumenta a ingestão calórica e favorece o acúmulo de gordura corporal, especialmente a visceral.

    Isso pode levar à obesidade, que é um fator de risco para várias outras doenças crônicas.

    Portanto, quando há perda de controle, desejo frequente e compulsivo por doces, além de impactos negativos na saúde ou na vida diária, é essencial buscar ajuda!

    8 dicas para tratar o vício em doce

    Embora o vício em doces seja complexo, quem busca reduzir o seu consumo pode adotar dicas que auxiliam nesse processo:

    • não ter doces em casa, uma vez que a facilidade de acesso ao alimento potencializa as chances do seu consumo;
    • ingerir água em quantidade adequada, porque o cérebro pode confundir sede com fome, levando à vontade de comer doce;
    • anotar o consumo dos alimentos todos os dias, para ampliar a visão sobre a quantidade, frequência e qualidade dos alimentos que fazem parte da rotina;
    • buscar ajuda profissional (como do psicólogo e do psiquiatra) para controlar ansiedade, depressão, estresse e outras condições mentais que podem impulsionar a vontade de comer doce para obter prazer;
    • consumir alimentos amargos para ajudar no controle e adaptação do paladar ao que não é doce;
    • fazer atividades agradáveis e saudáveis, como praticar atividades físicas ou brincar com pets;
    • comer frutas com baixo índice glicêmico (como maçã e laranja) quando houver vontade de comer doces;
    • aumentar a ingestão de proteínas no dia a dia, porque elas saciam e ajudam a reduzir o desejo por açúcar;
    • substituir doces industrializados por gomas, gelatinas e doces caseiros feitos com adoçantes e substitutos naturais do açúcar, sempre em menor quantidade;
    • ter acompanhamento de nutricionista para ajuste e substituição de alimentos, de forma a evitar o consumo de doces de forma prejudicial.

    FAQ (Perguntas Frequentes)

    Como curar o vício em doces?

    O tratamento do vício em doces envolve identificar o problema, modificar hábitos alimentares e emocionais, buscar ajuda profissional e, em alguns casos, pode haver indicação de medicamentos que ajudem a controlar a compulsão.

    Quais são os sintomas de vício em açúcar?

    Entre os sintomas mais comuns estão: necessidade diária e frequente de doces, dores de cabeça, estereotipias (se balançar, balançar pernas e braços) ou nervosismo ao ficar sem açúcar, consumo escondido e o uso de doces para aliviar a ansiedade.

    O que tira a vontade de comer doces?

    Medidas como aumentar a ingestão de proteínas, beber bastante água, consumir frutas no lugar de doces e evitar alimentos açucarados em casa ajudam a reduzir a vontade.

    Qual remédio tira a compulsão por doces?

    Medicamentos como antidepressivos, estabilizadores de humor ou inibidores do apetite podem ser indicados por psiquiatras para casos graves de compulsão, o que inclui a alimentar.

    Quais são os sintomas de abstinência de doce?

    Durante a abstinência, podem surgir sintomas como dor de cabeça, irritabilidade, ansiedade, cansaço, inquietação e forte desejo por açúcar, especialmente nos primeiros dias sem consumo.

    Como reduzir a compulsão por doces?

    Reduzir a compulsão exige um conjunto de ações, como controlar distúrbios emocionais, evitar estoques de doces, comer frutas com baixo índice glicêmico e aumentar o consumo de proteínas, além de ter acompanhamento psicológico ou nutricional.

    O que causa vontade excessiva de comer doce?

    A vontade pode ter origem fisiológica, como deficiência de certos nutrientes, ou emocional, como estresse, ansiedade e depressão.

    O consumo regular também condiciona o cérebro a buscar prazer no açúcar, gerando dependência.

    O que pode ser compulsão por doces?

    A compulsão é um comportamento repetitivo e descontrolado, caracterizado pelo consumo de açúcar, mesmo sem fome ou diante de prejuízos físicos e emocionais, tornando-se uma espécie de mecanismo de prazer.

    Como vencer a abstinência de açúcar?

    A superação exige tempo, adaptação alimentar, estratégias para substituir os doces por opções mais saudáveis, prática de atividades prazerosas, além de apoio profissional para enfrentar os gatilhos emocionais que alimentam o ciclo de dependência.

    O que fazer quando exagero no doce?

    Após um exagero, recomenda-se hidratar o corpo, equilibrar a próxima refeição com fibras e proteínas, evitar culpa excessiva e observar os gatilhos que levam ao consumo, como forma de prevenir novos episódios.

    O que tira o açúcar do corpo?

    A insulina é o principal hormônio responsável por retirar o açúcar do sangue e levá-lo às células.

    Para ajudar o corpo, é importante manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e, se necessário, seguir orientações médicas específicas.

    Conclusão

    Como mostrado neste post "Vício em doce (compulsão): como controlar", há sintomas que indicam o vício e a necessidade de buscar ajuda profissional.

    A ingestão de açúcar pode interferir na saúde, causando doenças sérias como diabetes, aterosclerose e AVC, além de afetar a saúde mental.

    Por esse motivo, é muito importante adotar estratégias para reduzir o seu consumo, uma vez que diversos fatores podem desencadear a dependência à substância.