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Fobia Social

Fobia social: o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

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Ter o receio de julgamentos por terceiros, preocupar-se em excesso com a opinião alheia e até mesmo imaginar cenários em que haverá humilhações, mesmo em situações comuns, são alguns sinais de que a pessoa pode estar sofrendo com o Transtorno de Ansiedade Social, também conhecido como fobia social.

Quem lida com a ansiedade resultante de interações com outras pessoas, pode ter sérias e significativas consequências em sua vida.

Sem a identificação dos sintomas físicos e/ou psicológicos da ansiedade, quem sofre com o transtorno pode enfrentar seus impactos por anos, ou até mesmo mesmo, por toda a vida.

A fobia social é capaz de prejudicar os relacionamentos pessoais e profissionais de seu portador, além de contribuir para o desenvolvimento de outros problemas de saúde mental.

Você quer entender mais sobre o que é esse transtorno, seus principais sintomas e quais são os tratamentos indicados? Confira esse post até o final!

O que é Fobia Social?

A fobia social é uma doença mental crônica que tem como algumas de suas características principais o medo e a ansiedade.

Quem lida com essa condição sofre com um intenso desconforto em situações que envolvem interações sociais.

Frequentemente confundida com a timidez, o que distancia a ansiedade social dessa emoção é a intensidade do desconforto e de que forma impacta nas suas relações com outras pessoas.

O transtorno pode contribuir para o isolamento do indivíduo, que evita qualquer contato externo com a sociedade devido ao receio das reações de terceiros.

Por isso, quem tem fobia social pode manifestar sintomas de ansiedade ao lidar com diferentes situações e contextos, como por exemplo, ao falar com um grupo de pessoas ou festas.

Sintomas de Fobia Social

O comportamento humano varia de acordo com as experiências de cada pessoa. Enquanto algumas são mais reservadas, outras são mais extrovertidas.

Sendo assim, é preciso ter muito cuidado ao considerar um comportamento normal como um sintoma da ansiedade social.

Alguns sinais físicos e psicológicos podem ajudar no diagnóstico da doença, como mostrado a seguir.

Porém, é muito importante lembrar que somente um profissional, como o psicólogo ou psiquiatra, pode identificar a fobia social.

Sintomas psicológicos

Entre alguns sintomas psicológicos da fobia social que podem se manifestar, estão:

  • Angústia;
  • Ansiedade;
  • Visão pessimista da vida;
  • Pensamento negativo sobre si;
  • Baixa autoestima;
  • Medo de interagir.

O portador desse transtorno de ansiedade, normalmente evita ambientes com muitas pessoas para não precisar socializar.

Além disso, o portador convive com uma sensação recorrente de que as outras pessoas estão o observando com julgamentos.

Por isso, além dos sintomas citados, o indivíduo também pode apresentar uma autoestima baixa, repleta de muita insegurança.

Sintomas físicos

Em conjunto ou paralelamente aos sintomas psicológicos, também podem surgir reações físicas da ansiedade social, como:

  • Tonturas;
  • Taquicardia;
  • Sudorese excessiva;
  • Boca seca;
  • Enjoo;
  • Falta de ar;
  • Mãos frias;
  • Dor de barriga;
  • Rubor no rosto;
  • Diarreia.

Fobia Social Infantil

A fobia social também pode ser diagnosticada em crianças e adolescentes até 18 anos (mais comum), sendo preciso um acompanhamento médico especializado para que o seu tratamento ocorra de forma adequada.

O jovem pode imaginar cenários e acreditar que os seus pensamentos se tornarão realidade, ou seja, que receios sobre o comportamento de outras pessoas podem ocorrer.

Assim, tornam-se inseguros ao expressar-se, acreditando que serão intimidados de alguma forma.

Esse receio, que inicialmente pode surgir de uma timidez, ao desenvolver-se e gerar sintomas, precisa ser tratado antes que se torne uma condição de saúde crônica.

Vale lembrar que os sintomas da ansiedade social variam de acordo com a idade e perfil.

O que causa fobia social?

Há diversas causas para o surgimento da fobia social, mas comumente estão relacionadas ao ambiente no qual a pessoa está inserida.

Entre algumas dessas causas, estão:

  • Fatores hereditários - no qual a fobia é comum em membros da mesma família;
  • Fatores ambientais - no qual as experiências influenciam no desenvolvimento do transtorno. Por exemplo: pais super protetores, bullying sofrido na infância e/ou adolescência, traumas ou rejeição;
  • Alterações na estrutura cerebral - existe uma parte do cérebro responsável pelas emoções, entre elas, o medo. Quando essa parte é hiperativa, pode desencadear uma maior ansiedade perante interações sociais;
  • Situações que demandam interação social.

Como é feito o diagnóstico?

Diferente de outros transtornos, o diagnóstico da fobia social é totalmente clínico, ou seja, realizado através da avaliação pelo profissional (não por exames).

Durante a consulta, o psicólogo ou psiquiatra faz uma série de perguntas com o objetivo de avaliar o quadro emocional do paciente, como:

  • O que você sente?
  • Qual a intensidade desses sintomas?
  • Eles são recorrentes?
  • Em quais situações você costuma sentir medo ou ansiedade intensa?
  • Você lida com o diagnóstico de outros problemas de saúde mental?
  • Você sente também sintomas físicos?
  • Já passou por algum trauma?
  • Existem casos de fobia social entre os seus familiares?

Com base em perguntas como essa, o profissional procura identificar a presença de sintomas que tenham ocorrido de forma persistente em um período mínimo de seis meses.

Quando não diagnosticada adequadamente, esse quadro de ansiedade pode evoluir para a depressão, causando sintomas além dos ansiosos.

Tratamento para fobia social

Assim como a maioria dos transtornos mentais, o tratamento da fobia social pode ser medicamentoso, não medicamentoso ou ainda unir dois métodos, conforme prescrição do médico.

Medicamentoso

Em casos no qual o tratamento indicado é o medicamentoso, podem ser prescritos remédios que atuam no alívio dos sintomas, principalmente em situações do dia a dia.

Não medicamentoso

Em casos no qual o tratamento indicado é o não medicamentoso, a terapia cognitivo-comportamental tem grande impacto, agindo diretamente no problema em questão.

Durante o tratamento, o profissional faz uso de exercícios e tarefas para que o paciente reconheça, encare e mude sua realidade.

Dessa forma, aos poucos, ele vai aprendendo a lidar com as situações que antes causavam um estresse muito grande.

A combinação de ambos os tratamentos geralmente é recomendada em casos mais graves da fobia social, em que há prejuízos severos em diversas esferas da vida do paciente.

Timidez ou Fobia Social?

As características de um quadro de timidez e de fobia social são parecidas em muitos aspectos. A diferença está no quão incapacitante as reações podem ser.

A pessoa tímida pode sentir-se desconfortável em situações específicas e evitar expor-se, mas à medida que se conhece e aprende a lidar com suas características, pode lidar com a timidez.

Já quem sofre com a fobia social, sente-se incapaz de enfrentar as situações desconfortáveis, podendo ter um agravamento dos seus sintomas ao longo do tempo.

A timidez pode contribuir para o desenvolvimento da ansiedade, até alcançar o patamar de doença crônica que precisa de tratamento.

Ou seja, a timidez não é uma doença, mas a fobia social é um problema mental que deve ser diagnosticado adequadamente para que o indivíduo recupere a sua saúde.

Conclusão

A fobia social é caracterizada pelo medo e ansiedade intensa. Quem é acometido por esse transtorno busca o isolamento e evita qualquer situação social que cause desconforto e sofrimento.

Embora as causas desse transtorno de ansiedade e os seus sintomas sejam diferentes para cada pessoa, é possível tratá-lo!

Por isso, caso identifique os sintomas da fobia social em sua vida, busque ajuda profissional.

19/01/2024   •   há 5 meses


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