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Esquizofrenia

7 tipos de esquizofrenia

Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

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A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico caracterizado por sintomas como psicose, alucinações, delírios, discurso e comportamento desorganizados e déficits cognitivos. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), esse transtorno atinge cerca de 20 milhões de pessoas no mundo.

A causa exata é desconhecida, mas fatores genéticos e ambientais têm um papel fundamental no desenvolvimento da esquizofrenia.

Os sintomas geralmente começam na adolescência ou no início da idade adulta e o diagnóstico requer que um ou mais episódios de sintomas durem pelo menos 6 meses.

Neste artigo, conheça os 7 tipos de esquizofrenia reconhecidos na CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) e seus principais sinais, sintomas e abordagens de tratamento. Acompanhe!

Principais tipos

Existem várias subcategorias desse transtorno, cada uma com características específicas. Conheça mais detalhes dos tipos de esquizofrenia a seguir.

1. Esquizofrenia paranoide

A esquizofrenia paranoide é a forma mais comum da doença e é caracterizada por delírios de perseguição e grandeza, além de ideias ilógicas e irrealistas.

Os pacientes frequentemente experimentam alucinações auditivas, que podem envolver ameaças e comandos que afetam profundamente seu comportamento e percepção da realidade.

Eles também têm percepções distorcidas do ambiente ao seu redor, interpretando os acontecimentos de maneira delirante.

O tratamento geralmente envolve o uso de antipsicóticos, que ajudam a controlar os sintomas como delírios e alucinações.

Além disso, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser benéfica para ajudar o paciente a lidar com os delírios e a paranoia, uma vez que fornece estratégias para melhorar a sua qualidade de vida.

2. Esquizofrenia desorganizada (Hebefrênica)

A esquizofrenia hebefrênica, também conhecida como esquizofrenia dos jovens, é caracterizada pela desorganização do pensamento e comportamento.

Pacientes com essa forma do transtorno apresentam afeto superficial e inadequado, comportamento infantilizado e pensamento desorganizado.

Eles tendem ao isolamento social e podem exibir comportamentos sem sentido e ilógicos, assim como falas desorganizadas e emoções instáveis.

Além do uso de medicamentos antipsicóticos, a terapia de apoio e reabilitação psicossocial desempenham um papel importante no tratamento da esquizofrenia hebefrênica.

Essas abordagens terapêuticas ajudam os pacientes a melhorar sua funcionalidade no dia a dia e a aprender a lidar com os desafios dessa condição.

3. Esquizofrenia catatônica

Na esquizofrenia catatônica, os principais sintomas estão relacionados a perturbações psicomotoras, como extremos estados de imobilidade e estupor catatônico (ou seja, não conseguir reagir ao ambiente e nem se mover naturalmente).

Os pacientes com esse tipo de esquizofrenia apresentam flexibilidade cerebral, conformidade, alterações motoras e hipertonia (músculos tornam-se rígidos, já que não conseguem relaxar).

Além disso, as pessoas com esse tipo de esquizofrenia podem manifestar negativismo e impulsividade.

O tratamento pode envolver medicamentos específicos para controlar os sintomas catatônicos.

A terapia ocupacional e a fisioterapia também desempenham um papel crucial na ajuda ao paciente para recuperar a mobilidade e melhorar a funcionalidade.

4. Depressão pós-esquizofrênica

A depressão pós-esquizofrênica é uma condição que ocorre após o diagnóstico de esquizofrenia.

Ela é caracterizada pela presença de sintomas de depressão leves em combinação com sintomas residuais de esquizofrenia.

É importante reconhecer que a esquizofrenia, uma condição crônica que afeta o pensamento, as emoções e o comportamento, pode coexistir com a depressão, o que cria uma complexa dualidade de sintomas emocionais e cognitivos.

Os sinais e sintomas da depressão pós-esquizofrenia podem variar de pessoa para pessoa, e podem incluir:

  • sentimentos persistentes de tristeza;
  • desesperança;
  • falta de interesse nas atividades anteriormente apreciadas;
  • alterações no apetite e no sono;
  • pensamentos autodepreciativos ou suicidas.

Também há sintomas residuais da esquizofrenia, como:

  • alucinações;
  • delírios;
  • dificuldades cognitivas e sociais;
  • sentimentos negativos;
  • expressão emocional limitada;
  • anedonia (incapacidade de sentir satisfação ao realizar atividades que antes eram prazerosas).

O tratamento da depressão pós-esquizofrenia requer uma abordagem integrada e especializada.

Em muitos casos, os profissionais de saúde podem prescrever uma combinação de medicamentos antipsicóticos (para tratar a esquizofrenia) e antidepressivos (para tratar a depressão).

É fundamental que o paciente seja monitorado de perto quanto aos efeitos colaterais e à eficácia dos medicamentos, pois cada organismo reage de forma única.

A terapia também é fundamental no tratamento. Terapeutas especializados podem ajudar os pacientes a aprender a gerenciar seus sintomas, desenvolver habilidades de enfrentamento e trabalhar na reconstrução da autoestima.

Terapias cognitivo-comportamentais, terapias de grupo e psicoeducação são frequentemente utilizadas.

5. Esquizofrenia residual

A esquizofrenia residual é uma forma da esquizofrenia caracterizada por alterações comportamentais, emocionais e sociais, mas em menor intensidade do que em outros tipos de esquizofrenia.

Ela é considerada uma fase crônica da doença, que ocorre após um ou mais episódios agudos da esquizofrenia.

Durante essa fase, os sintomas característicos da esquizofrenia, como alucinações e delírios, podem persistir, mas em um grau menos intenso e frequente.

A desorganização do pensamento e da fala também pode ser observada, mas de forma mais sutil.

Pessoas com esquizofrenia residual também podem experimentar uma ampla gama de emoções, incluindo apatia, achatamento afetivo (expressão emocional limitada) e sentimentos de vazio emocional.

Esse tipo de esquizofrenia pode afetar as interações sociais do indivíduo. A pessoa pode ter dificuldade em manter relacionamentos interpessoais, em participar de atividades sociais e em realizar tarefas cotidianas de forma independente.

Embora em menor grau, algumas alucinações (percepções sensoriais falsas, como vozes ou visões) e delírios (crenças irracionais e infundadas) podem continuar a afetar o paciente esquizofrênico.

Esses sintomas podem ser menos frequentes e menos perturbadores, mas ainda estão presentes.

O tratamento da esquizofrenia residual é geralmente direcionado para o controle dos sintomas persistentes e para a melhoria da qualidade de vida do paciente.

6. Esquizofrenia simples

A esquizofrenia simples é uma forma menos comum de esquizofrenia , porém distinta, que se caracteriza por apresentar poucos sintomas psicóticos graves e uma progressão lenta da doença.

A principal característica da esquizofrenia simples é a predominância de sintomas como apatia, isolamento social e humor deprimido ao invés de alucinações e delírios.

O tratamento da esquizofrenia simples geralmente envolve abordagens terapêuticas e, em alguns casos, medicamentos.

Os antipsicóticos podem ser prescritos em alguns casos para ajudar a controlar sintomas como depressão ou ansiedade.

A terapia individual ou de grupo pode ser benéfica para ajudar os pacientes a lidar com a apatia, o isolamento social e os problemas de humor.

É importante ressaltar que é necessária a avaliação psicológica e acompanhamento médico para o tratamento do transtorno.

7. Esquizofrenia indiferenciada

Pacientes que não se enquadram claramente em nenhum dos tipos de esquizofrenia acima podem ser classificados como tendo esquizofrenia indiferenciada.

Eles podem manifestar algumas das características mencionadas acima, mas de forma menos específica e definida.

O tratamento para a esquizofrenia indiferenciada geralmente envolve o uso de antipsicóticos e terapia de apoio.

A abordagem terapêutica pode ser adaptada às necessidades específicas do paciente, ajudando a gerenciar seus sintomas e melhorar sua qualidade de vida.

É essencial um acompanhamento próximo por parte dos profissionais de saúde mental para garantir o tratamento individualizado.

Diagnóstico da Esquizofrenia

O diagnóstico da esquizofrenia é um processo complexo que requer uma avaliação de um profissional de saúde mental especialista.

A partir dos sintomas e comportamentos descritos, é possível identificar qual o tipo de esquizofrenia do paciente considerando as diretrizes estabelecidas por sistemas de classificação internacionalmente reconhecidos, como o CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição) e o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição).

O processo de diagnóstico geralmente começa com uma avaliação clínica minuciosa conduzida por um psiquiatra ou psicólogo clínico.

Essa avaliação inclui entrevistas com o paciente, assim como, quando possível, com membros da família ou cuidadores, para coletar informações sobre a história clínica, sintomas atuais e histórico de saúde mental.

É fundamental excluir outras condições médicas ou psiquiátricas que possam estar causando os sintomas apresentados pelo paciente.

O diagnóstico diferencial é um processo importante para garantir que a esquizofrenia seja corretamente identificada.

Os critérios diagnósticos geralmente exigem que os sintomas estejam presentes por um período específico, que varia dependendo das diretrizes diagnósticas, para ser considerado esquizofrenia. Isso ajuda a distinguir episódios transitórios de sintomas psicóticos de um diagnóstico de esquizofrenia.

Um diagnóstico preciso é fundamental para direcionar o tratamento adequado e oferecer o suporte necessário ao paciente.

A esquizofrenia é uma condição complexa e multifacetada, e a abordagem terapêutica pode variar de pessoa para pessoa.

Portanto, a avaliação cuidadosa por um profissional de saúde mental é essencial para determinar a melhor estratégia de tratamento e promover a recuperação e a qualidade de vida do paciente.

Conclusão

Como visto no post sobre os 7 tipos de esquizofrenia, esse é um transtorno mental complexo que afeta a percepção, o pensamento e o comportamento das pessoas.

Ela não tem cura, mas pode ser gerenciada quando realizado o diagnóstico correto e tratamento individualizado.

Alguns tipos de esquizofrenia, como a paranoide, a desorganizada e a catatônica, apresentam características diferentes, mas requerem intervenção médica e terapêutica.

É fundamental que os pacientes recebam apoio não apenas dos profissionais de saúde, mas também de suas famílias e comunidade.

Buscar ajuda psicológica ao notar um ou mais sintomas é fundamental para receber suporte profissional adequado.

10/01/2024   •   há 3 meses


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