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    6 tipos de depressão

    25/09/2025 • Tempo de leitura 8 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    A depressão é um problema de saúde mental bastante conhecido e que afeta uma parcela significativa da população, muitas vezes sendo associada a sentimentos de tristeza e desânimo. Há diversos tipos de depressão, cada um com características específicas.

    Conheça a seguir os 6 tipos de depressão, suas particularidades e sintomas menos conhecidos. Confira!

    1) Transtorno depressivo maior

    O transtorno depressivo maior, também conhecido como depressão clássica, é um dos tipos mais prevalentes e bem estudados de depressão.

    Essa condição de saúde caracteriza-se por uma tristeza persistente e acentuada, que pode durar por períodos significativos de tempo, afetando de forma negativa o bem-estar emocional e o funcionamento diário do indivíduo.

    Sintomas

    Os sintomas do transtorno depressivo maior são variados e abrangentes, manifestando-se de forma física, psicológica e cognitiva. A tristeza intensa é uma das características-chave dessa forma de depressão, podendo ser descrita como um sentimento de desesperança e melancolia profunda.

    Confira os principais sintomas do transtorno depressivo maior:

    • Tristeza intensa, descrita como um sentimento de desesperança e melancolia profunda;
    • Desinteresse em relação a atividades que que despertavam bem-estar;
    • Diminuição notável da motivação e da capacidade de aproveitar a vida;
    • Perda de energia constante, levando à fadiga e exaustão;
    • Dificuldade em realizar tarefas diárias simples, como levantar-se da cama;
    • Alterações no apetite, podendo ocorrer perda significativa de peso ou aumento no apetite;
    • Padrões de sono afetados, com ocorrência de insônia ou hipersonia;
    • Sentimentos de culpa e baixa autoestima;
    • Autocrítica constante e sensação de inutilidade e inadequação;
    • Impacto negativo na forma como o indivíduo se vê e se relaciona com os outros;
    • Isolamento social e perda de interesse em interações sociais.

    Tratamento para transtorno depressivo maior

    O tratamento para o transtorno depressivo maior envolve uma abordagem multidisciplinar com diferentes especialistas, combinando psicoterapia e, em alguns casos, medicamentos antidepressivos.

    A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens terapêuticas mais eficazes, ajudando o indivíduo a identificar e modificar padrões de pensamento negativos e a desenvolver estratégias para lidar com a depressão.

    A medicação antidepressiva também pode ser prescrita por um profissional de saúde mental para auxiliar no alívio dos sintomas e regular o desequilíbrio químico no cérebro.

    2) Depressão persistente ou distimia

    A distimia, ou depressão persistente, é um tipo de depressão crônica caracterizada por um humor deprimido persistente por pelo menos dois anos.

    Embora seja menos grave do que a depressão maior, o transtorno depressivo persistente pode causar uma diminuição significativa na qualidade de vida, pois os sintomas se manifestam por longos períodos.

    Sintomas

    Veja a seguir alguns dos principais sintomas de depressão persistente:

    • Humor deprimido persistente por pelo menos dois anos;
    • Baixa autoestima;
    • Falta de energia;
    • Dificuldade de concentração;
    • Mudanças no apetite;
    • Alterações no sono.

    Tratamentos para a distimia

    A distimia pode envolver vários tratamentos, entre eles a TCC (Terapia Cognitivo Comportamental), que é uma abordagem terapêutica eficaz. Essa terapia baseia-se na identificação e modificação de padrões de pensamentos negativos e comportamentos disfuncionais, promovendo uma visão mais positiva e saudável da vida.

    Além disso, os medicamentos também podem ser prescritos para ajudar a aliviar os sintomas da distimia.

    Os antidepressivos, como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), podem ser utilizados nesses casos. Inclusive, é muito importante consultar um médico para determinar qual medicamento e dosagem são adequados para cada indivíduo.

    Como suporte complementar para pessoas com distimia, é indicado participar de grupos de apoio ou terapia em grupo.

    Compartilhar experiências com outros indivíduos que enfrentam desafios semelhantes pode ajudar na construção de estratégias de enfrentamento.

    É importante ressaltar que cada caso de distimia é único, e o tratamento deve ser de acordo com o perfil e necessidade do paciente.

    Para lidar com os sintomas e ter uma avaliação completa, é sempre indicado buscar o auxílio de profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras.

    3) Depressão sazonal

    Como o nome sugere, a depressão sazonal ocorre em determinadas épocas do ano, principalmente durante o outono e o inverno, quando há menos luz solar.

    Sintomas

    Confira a seguir, os principais sintomas da depressão sazonal:

    • Tristeza persistente durante determinadas épocas do ano, especialmente no outono e inverno;
    • Irritabilidade;
    • Alterações no apetite, como aumento ou diminuição da fome;
    • Alterações no sono, como insônia ou sonolência excessiva;
    • Baixa energia e falta de motivação;
    • Dificuldade de concentração.

    Tratamentos para a depressão sazonal

    Para o tratamento da depressão sazonal, podem ser indicadas algumas opções, como:

    • Terapia de luz: a terapia de luz, também conhecida como fototerapia, é um tratamento comum para a depressão sazonal. Essa opção pode ajudar a regular os ritmos circadianos e melhorar os níveis de serotonina, aliviando os sintomas da depressão sazonal;
    • Medicamentos antidepressivos: em casos mais graves de depressão sazonal, pode ser indicado o uso de medicamentos como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), que ajuda a regular os neurotransmissores e a melhorar o humor;
    • Terapia cognitivo-comportamental (TCC): por meio dessa terapia, os indivíduos aprendem a identificar e a modificar padrões de pensamento negativos, também identificando as causas da depressão e encontrando meios de lidar com os sintomas.

    4) Depressão pós-parto

    A depressão pós-parto (DPP) é um transtorno de humor que ocorre em mulheres após o parto, podendo afetar diretamente o vínculo materno.

    Sintomas

    Os sintomas da depressão pós-parto podem variar, mas em geral incluem:

    • Tristeza profunda;
    • Ansiedade;
    • Irritabilidade;
    • Choro frequente ;
    • Falta de interesse ou prazer nas atividades diárias.

    Além disso, as mulheres com depressão pós-parto podem experimentar fadiga extrema, alterações no apetite e no sono, dificuldade de concentração e baixa autoestima.

    Tratamento para depressão pós-parto

    O tratamento da depressão pós-parto é realizado através de um trabalho multidisciplinar. A terapia é uma opção muito recomendada, pois auxilia a mãe a lidar com as mudanças específicas do período (rotina, cuidados com o bebê e alterações hormonais, por exemplo).

    A terapia de grupo também pode ser benéfica, permitindo que as mulheres compartilhem suas experiências e se apoiem de forma mútua. Além do tratamento terapêutico, a rede de apoio da família e amigos desempenha um papel fundamental no tratamento da depressão pós-parto, seja através da realização de tarefas diárias ou suporte emocional.

    Em alguns casos, a medicação antidepressiva pode ser prescrita, como no caso em que os sintomas são graves ou persistentes. No entanto, a decisão de usar medicamentos durante a amamentação deve ser avaliada em conjunto com um profissional de saúde.

    5) Depressão psicótica

    A depressão psicótica é uma forma grave de depressão que envolve sintomas psicóticos adicionais aos sintomas típicos da depressão.

    Sintomas

    Entre alguns dos sintomas da depressão psicótica, estão:

    • Tristeza intensa;
    • Falta de interesse e energia;
    • Baixa autoestima;
    • Alterações fisiológicas, como no apetite e no sono;
    • Alucinações;
    • Delírios.

    As alucinações podem manifestar-se como vozes que são ouvidas pelo indivíduo, criticando, zombando ou comandando-o de forma negativa. Essas vozes podem ser intensas e persistentes, contribuindo para o agravamento do quadro depressivo.

    Já os delírios são crenças falsas e irracionais, que podem envolver sentimentos de culpa extrema, percepção de doenças graves ou uma convicção de que algo terrível está prestes a acontecer, levando uma autoimagem negativa.

    Tratamento da depressão psicótica

    A depressão psicótica é um transtorno grave que requer atenção especializada e tratamento adequado. A abordagem de tratamento envolve uma combinação de terapia medicamentosa e terapia psicossocial.

    A medicação antipsicótica é prescrita para ajudar a reduzir os sintomas psicóticos, como alucinações e delírios. Já os antidepressivos também podem ser utilizados para tratar os sintomas depressivos subjacentes.

    Além disso, a terapia psicossocial desempenha um papel crucial no tratamento da depressão psicótica. A terapia cognitivo-comportamental (TCC), por exemplo, pode ser aplicada para ajudar o indivíduo a identificar e modificar pensamentos distorcidos e crenças negativas. A terapia de suporte também é benéfica, oferecendo um espaço seguro para expressar emoções e receber apoio emocional.

    Em casos graves, a hospitalização pode ser necessária para garantir a segurança do indivíduo e fornecer um ambiente controlado para o tratamento intensivo.

    6) Depressão bipolar

    A depressão bipolar é uma condição caracterizada por oscilações extremas de humor entre episódios de depressão e de mania. Essas mudanças de humor podem ocorrer de forma imprevisível e afetar a vida da pessoa.

    Sintomas

    Durante os episódios depressivos da depressão bipolar, os sintomas são semelhantes aos da depressão maior. A pessoa pode sentir:

    • Tristeza profunda;
    • Falta de interesse ou prazer nas atividades;
    • Problemas de autoestima;
    • Aumento ou redução do apetite;
    • Insônia e/ou problemas de sono;
    • Fadiga mental e física;
    • Dificuldade de concentração.

    Os episódios depressivos podem durar semanas, meses ou até mesmo anos.

    Durante os episódios de mania, a pessoa pode vivenciar um humor elevado ou irritável, hiperatividade e aumento da energia. Ela também pode se sentir muito feliz, cheia de energia e autoconfiança, podendo ter um senso de grandiosidade.

    Assim, no período da mania, a pessoa pode envolver-se em comportamentos de risco, como gastos excessivos ou uso excessivo de substâncias. Inclusive, pode ocorrer diminuição da necessidade de sono, pensamentos acelerados e dificuldade em manter o foco.

    Tratamento para depressão bipolar

    O tratamento pode envolver uma combinação de medicamentos estabilizadores de humor, por exemplo, que visam controlar os sintomas tanto da depressão quanto da mania.

    Além da medicação, a terapia psicossocial desempenha um papel fundamental no tratamento da depressão bipolar. O indivíduo com depressão bipolar também pode recorrer à terapia para auxiliar na recuperação da sua qualidade de vida.

    Conclusão

    A depressão é um transtorno complexo que abrange uma ampla gama de sintomas e apresentações clínicas. Conhecer os 6 tipos de depressão e seus sintomas menos conhecidos é importante para aumentar a conscientização sobre o transtorno e possibilitar que as pessoas que lidam com o transtorno depressivo recebam o suporte e o tratamento adequados.

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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