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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Serafini Breda, CRM/RS 57350
A oscilação de humor é uma experiência comum na vida de muitas pessoas, o que inclui a variação entre momentos de alegria, irritação e tristeza ao longo do dia, por exemplo.
Essas mudanças são normais e fazem parte da complexidade das emoções humanas.
No entanto, quando essas oscilações se tornam frequentes, intensas e interferem na rotina diária, podem ser um sinal de alerta para condições mais sérias.
Neste artigo, veja 13 causas da oscilação de humor e como distinguir entre flutuações normais e sintomas de transtornos emocionais mais graves. Acompanhe!
A oscilação de humor pode ser desencadeada por uma variedade de fatores, tanto externos quanto internos.
É importante reconhecer que a interação entre esses fatores pode ser complexa e variar de pessoa para pessoa.
O estresse é uma das principais causas da oscilação de humor.
Viver sob constante pressão pode desencadear uma série de sintomas, como mau-humor, irritabilidade e impaciência.
A vida moderna, muitas vezes, demanda um alto nível de desempenho, e enfrentar esses desafios diários pode ser exaustivo.
A pressão no trabalho, os prazos apertados, as responsabilidades familiares e as preocupações financeiras são apenas alguns dos fatores estressantes que podem contribuir para a instabilidade emocional.
Além disso, eventos marcantes da vida, como mudanças abruptas, perdas pessoais ou traumas, também podem influenciar nas oscilações de humor.
É fundamental encontrar formas saudáveis de lidar com o estresse e de proteger a saúde mental.
O descanso adequado, por exemplo, é essencial para recarregar as energias e restaurar o equilíbrio emocional.
Praticar atividades relaxantes, como meditação, ioga ou passar um tempo ao ar livre, pode ajudar a aliviar a tensão acumulada e a promover a sensação de calma e bem-estar.
Além disso, buscar apoio psicológico, quando necessário, é uma medida importante para lidar com o estresse.
Um psicólogo pode oferecer estratégias e técnicas para gerenciar o estresse de maneira saudável e construtiva, ajudando a minimizar seus efeitos negativos sobre o humor e a qualidade de vida.
Além do estresse, os níveis inadequados de hormônios, como cortisol e dopamina, podem desempenhar um papel fundamental nas oscilações de humor.
O cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, é liberado pelo corpo em resposta a situações estressantes e pode influenciar diretamente no estado emocional.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Quando os níveis de cortisol estão desregulados, é comum manifestar irritabilidade, ansiedade e mudanças de humor.
Outro hormônio importante é a dopamina, que atua no controle do humor, motivação e prazer.
Níveis inadequados de dopamina podem estar associados a sintomas de depressão, apatia e falta de interesse nas atividades cotidianas.
Situações como a tensão pré-menstrual (TPM), a gravidez e a menopausa são conhecidas por desencadear oscilações hormonais significativas em mulheres.
Durante o ciclo menstrual, as flutuações nos níveis de estrogênio e progesterona podem contribuir para sintomas de irritabilidade, tristeza e sensibilidade emocional.
Da mesma forma, as alterações hormonais durante a gravidez e a menopausa podem causar mudanças de humor significativas, afetando a qualidade de vida e o bem-estar emocional.
Distúrbios endócrinos, como o hipotireoidismo ou a síndrome do ovário policístico (SOP), podem causar desequilíbrios hormonais, levando a alterações de humor, irritabilidade e dificuldades emocionais.
O transtorno afetivo bipolar (TAB) é caracterizado por mudanças bruscas de humor, marcadas por episódios de euforia e depressão, entre outros sintomas que devem ser identificados junto ao médico ou psicólogo.
Essas alternâncias podem afetar significativamente a vida da pessoa, interferindo em suas relações pessoais e profissionais.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para garantir uma melhor qualidade de vida para quem sofre com essa condição.
A ciclotimia é uma condição psicológica caracterizada por oscilações de humor menos intensas do que no transtorno bipolar.
Embora os sintomas sejam mais suaves, podem interferir na vida profissional, social e familiar da pessoa.
O diagnóstico geralmente requer um acompanhamento ao longo do tempo para distinguir a ciclotimia de outras condições similares.
A síndrome do pânico pode causar mudanças bruscas no comportamento e no humor.
Os ataques ou crises de pânico repentinos são acompanhados por sintomas como ansiedade extrema, tremores, palpitações e até mesmo sensação de morte iminente.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para controlar essa condição.
A distimia, ou transtorno depressivo persistente (TDP), é uma forma de depressão crônica caracterizada por irritabilidade, baixa autoestima e desânimo.
As pessoas com distimia, muitas vezes, não reconhecem a gravidade de seu estado emocional e podem resistir ao tratamento.
O diagnóstico precoce e o acompanhamento psicológico são essenciais para evitar complicações mais graves no futuro.
O transtorno de personalidade borderline é marcado por alternâncias tanto no humor quanto no comportamento da pessoa.
Ela pode passar de impulsiva e inconsequente a emocionalmente dependente em questão de momentos.
O diagnóstico é feito com base em critérios específicos e o tratamento geralmente envolve terapia psicológica especializada.
A depressão é um dos transtornos do humor mais comuns e pode causar mudanças significativas no estado emocional da pessoa.
Os seus sintomas incluem pessimismo, desesperança e fadiga, entre outros.
O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para prevenir complicações mais graves, como pensamentos suicidas.
Doenças crônicas, lesões cerebrais traumáticas e distúrbios neurológicos podem contribuir significativamente para alterações no estado emocional de uma pessoa.
Condições médicas como diabetes, por exemplo, podem afetar o equilíbrio hormonal do corpo, levando a flutuações no humor.
Os desafios diários associados ao gerenciamento da doença, como monitoramento constante dos níveis de glicose no sangue e restrições dietéticas, podem causar estresse emocional e ansiedade, contribuindo para as oscilações de humor.
Da mesma forma, distúrbios neurológicos como esclerose múltipla (EM) podem impactar diretamente o funcionamento do sistema nervoso central, afetando a regulação das emoções.
Os sintomas físicos e cognitivos da EM, juntamente com os desafios emocionais associados ao enfrentamento da doença, podem resultar em mudanças de humor significativas.
Além disso, distúrbios da tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, estão entre as condições médicas mais comuns associadas a oscilações de humor.
O desequilíbrio hormonal causado por essas condições pode levar a uma ampla gama de sintomas, incluindo irritabilidade, ansiedade, depressão e alterações no padrão de sono.
Lesões cerebrais traumáticas, como concussões e traumatismos cranianos, também podem ter um impacto profundo no humor de uma pessoa.
As mudanças na estrutura e função do cérebro após uma lesão podem resultar em dificuldades cognitivas, emocionais e comportamentais, incluindo variações de humor imprevisíveis.
A mudança de comportamento repentina em pacientes idosos pode ser causada por um quadro sério chamado delirium.
As alterações do estado mental observadas no delirium incluem desorientação, confusão e dificuldade de atenção.
Esse quadro pode ser desencadeado por múltiplos fatores, em especial infecções, desidratação, uso de medicamentos e desequilíbrios metabólicos.
O diagnóstico e tratamento precoces são imprescindíveis para uma boa evolução do quadro, que pode ser bastante severo.
O uso de certos medicamentos, incluindo antidepressivos e estabilizadores de humor, pode causar mudanças de humor como efeito colateral.
É essencial monitorar de perto os efeitos dos medicamentos prescritos e relatar qualquer alteração de humor ao médico psiquiatra, por exemplo.
Além das causas mencionadas acima, certos fatores de estilo de vida podem aumentar o risco de oscilações de humor, entre eles, estão:
O isolamento social pode ocorrer por uma variedade de razões, incluindo mudanças na vida, como a perda de entes queridos, mudanças geográficas, aposentadoria e dificuldades de relacionamento.
A falta de apoio social pode aumentar a vulnerabilidade às oscilações de humor, especialmente durante períodos prolongados de isolamento.
Pessoas sem o suporte emocional e o conforto proporcionados pelas interações sociais podem se sentir mais estressadas, ansiosas e deprimidas.
A solidão pode intensificar sentimentos de tristeza, desesperança e desconexão, contribuindo para mudanças negativas no estado emocional.
Além disso, o isolamento social pode afetar negativamente a autoestima e o senso de pertencimento, aumentando o risco de desenvolver problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.
As pessoas que se sentem isoladas podem ter dificuldade em encontrar significado e propósito em suas vidas, o que pode levar a uma maior instabilidade emocional e oscilações de humor.
Embora seja normal experimentar flutuações de humor de vez em quando, é importante estar ciente de quando essas mudanças se tornam um problema.
Entre alguns sinais de alerta que precisam ser observados, estão:
Para identificar se uma oscilação de humor é anormal, é essencial avaliar quatro pontos: intensidade, frequência, interferência e comportamentos associados, como mostrado abaixo:
As oscilações de humor podem ser influenciadas por uma variedade de fatores.
Conforme mencionado no post "13 causas da oscilação de humor", é importante estar atento aos sinais de alerta e buscar ajuda profissional, se necessário.
Com o autocuidado adequado, é possível gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
A compreensão das causas e fatores de risco para oscilações de humor é o primeiro passo para promover uma vida emocionalmente saudável e equilibrada.
Priorize o autocuidado e busque suporte profissional para enfrentar desafios emocionais com resiliência e positividade.