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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Ponce, CRM/MA 8911
O abdômen estufado e a sensação de que ele está esticado podem indicar a presença da distensão abdominal. Contudo, essa condição pode ter inúmeras causas e estar relacionada à alimentação, hormônios, entre outros fatores.
Em alguns casos, o desconforto pode passar naturalmente, enquanto em outros exige avaliação médica imediata.
Por isso, é importante conhecer mais sobre os sintomas e quando é preciso se preocupar.
Saiba sobre a distensão (inchaço) abdominal: o que é, sintomas, causas e tratamento a seguir.
A distensão abdominal se caracteriza pelo aumento do abdômen, o que pode ser visível a olho nu e causar desconforto ou dor na região.
Uma das principais características desse quadro é a sensação de estufamento e inchaço, como se algo estivesse apertando sua barriga. Isso acontece mesmo sem a ingestão de alimentos ou líquidos.
É importante lembrar que, especificamente, o inchaço pode acontecer com ou sem dor, enquanto o desconforto pode estar associado a diferentes condições.
Conhecer mais sobre a distensão abdominal pode auxiliar no diagnóstico do tipo e na identificação das causas subjacentes relacionadas.
Quando a condição é aguda, há aumento repentino e significativo do volume do abdômen, provocando dor intensa e sintomas imediatos (como náuseas e vômitos).
Esse tipo de distensão pode acontecer devido ao acúmulo de gases e obstrução intestinal, por exemplo.
Nesses casos, o tratamento médico imediato pode ser necessário para aliviar os sintomas, dependendo do distúrbio gastrointestinal existente.
Contudo, a distensão abdominal também pode ser persistente e ocorre quando o volume abdominal aumenta de forma contínua ou recorrente.
Esse inchaço demora a desaparecer e pode provocar sensação de plenitude e outros desconfortos, como a dor.
Pessoas com a síndrome do intestino irritável (SII) e outros problemas digestivos, por exemplo, podem sofrer com a distensão.
Quando a condição é persistente, ela exige acompanhamento médico em médio e/ou longo prazo para avaliação da evolução do quadro e manutenção do tratamento.
A distensão abdominal apresenta diferentes sintomas, como:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Quando a condição surge associada a outros sintomas, pode indicar problemas mais graves.
Entre alguns dos sinais que exigem atenção e busca por atendimento médico, estão:
As causas da distensão abdominal são várias e, entre as principais, estão:
Ao notar um ou mais desses sintomas, além da distensão e inchaço abdominal, é indicado procurar um gastroenterologista ou clínico geral.
O diagnóstico da distensão abdominal se baseia na avaliação dos sintomas e realização de exames, como:
Vale ressaltar que o tratamento varia de acordo com cada caso, uma vez que a condição tem diversas causas.
Contudo, entre as prescrições médicas mais comuns para tratar a distensão abdominal, estão:
Além disso, podem ser indicadas medidas complementares para auxiliar na melhora dos sintomas, como:
Assim como os sintomas e tratamentos da distensão abdominal, sua prevenção depende da causa.
Mas há ações que podem ser adotadas para ajudar na prevenção dos sintomas, como:
Em grande parte dos casos, o alívio pode ser obtido ao evitar alimentos que fermentam, comer devagar, manter hidratação adequada e praticar atividade física leve para estimular o funcionamento do intestino.
Porém, também podem ser prescritos medicamentos e tratamentos complementares em casos mais graves.
Entre os sinais mais comuns estão dor ou desconforto abdominal, sensação de estufamento, gases, alterações no hábito intestinal, náuseas, perda de apetite e, em situações graves, febre ou sangue nas fezes.
O abdômen costuma apresentar aumento de volume, visível ou apenas sentido ao toque, além de rigidez ou sensibilidade em alguns casos.
Essa alteração pode ser temporária ou persistir por mais tempo, dependendo da causa.
É indicado observar a evolução dos sintomas, adotar medidas simples como alimentação leve e hidratação, e procurar atendimento médico imediato se houver dor intensa, vômitos frequentes, febre alta ou sangue nas fezes.
O indício mais claro é o aumento do tamanho da barriga, acompanhado de sensação de pressão ou plenitude, mesmo sem ter se alimentado em excesso. Se o desconforto for constante ou vier associado a outros sintomas, deve-se buscar avaliação médica.
A duração varia conforme a origem: em alguns casos, desaparece em horas ou dias, já em situações ligadas a doenças crônicas ou obstruções, pode se manter por semanas, sendo fundamental o acompanhamento médico.
Diversas condições podem provocar esse quadro, como síndrome do intestino irritável (SII), doença celíaca, endometriose, doenças inflamatórias intestinais, infecções, tumores, ascite e obstruções intestinais.
O sinal de alerta surge quando há dor abdominal forte, febre, vômitos persistentes, sangue nas fezes, perda de peso sem explicação ou dificuldade para respirar. Nessas situações, a avaliação médica deve ser imediata.
O tratamento depende da causa, mas podem ser usados, sob orientação médica, medicamentos contra gases, laxantes leves, probióticos ou antibióticos em casos específicos.
Contudo, a automedicação deve ser evitada, já que pode mascarar problemas graves ou piorá-los.
A investigação pode envolver ultrassom, tomografia, ressonância magnética, raio-x, exames laboratoriais e endoscopia, escolhidos conforme os sintomas relatados e a suspeita clínica.
O gastroenterologista é o especialista indicado para avaliar distúrbios digestivos, mas em situações específicas, pode haver encaminhamento para ginecologista, clínico geral ou outros profissionais.
Alimentos ricos em lactose, glúten, frituras, feijão, repolho, bebidas gaseificadas e outros ingredientes que fermentam no intestino podem gerar inchaço em pessoas sensíveis. O efeito varia de acordo com a tolerância individual.
Como mostrado neste post "Distensão (inchaço) abdominal: o que é, sintomas, causas e tratamento", a condição pode ter diversas causas, que incluem desde doenças gastrointestinais e alterações hormonais até tumores.
Ao identificar a duração, intensidade e sintomas associados à distensão abdominal, é possível buscar suporte médico quando necessário.
Tanto o clínico geral quanto o gastroenterologista podem avaliar o quadro do paciente e indicar o tratamento mais adequado.