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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Desde o início da pandemia por COVID-19, houve um aumento considerável no número de casos de depressão, principalmente no Brasil.
Saber o que é depressão, o que causa essa doença mental e os tratamentos mais indicados, é fundamental para prevenir e melhorar a qualidade de vida.
Acompanhe esse post até o final para saber mais sobre a depressão: o que é, causas, sintomas e tratamento.
No nosso dia a dia, é perfeitamente normal nos sentirmos tristes ou chateados com algumas situações.
Mas quando essa tristeza passa a ser constante e até mesmo interferir na nossa rotina, pode ocorrer o que conhecemos como depressão.
Ao contrário do que muitos acreditam, a depressão é uma doença caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e debilitando o indivíduo, não necessariamente com um motivo evidente.
Assim como outros transtornos, a depressão pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa, de seus hábitos e dos fatores de risco.
Entre alguns dos tipos existentes, estão:
Embora sinais como cansaço, tristeza e vontade de não fazer nada sejam alguns dos exemplos muito conhecidos quando falamos sobre depressão, essa condição pode se manifestar através de inúmeros outros sintomas.
Entre eles, estão:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Se você identifica um ou mais dos sintomas citados acima, procure a ajuda de um profissional da saúde. Depressão é coisa séria e precisa ser tratada.
A depressão, muitas vezes, não é considerada um problema de saúde, o que piora ainda mais os sintomas. Essa condição de saúde é uma doença psiquiátrica crônica e que precisa de tratamento.
A organização mundial de saúde (OMS) estima que cerca de 300 milhões de pessoas (de todas as idades) sofrem com esse problema. Mas é importante enfatizar que a depressão depende de diagnóstico para ser tratada adequadamente, ou seja, somente sentir tristeza temporariamente não é condição suficiente para ser considerada uma doença.
Uma das grandes dificuldades existentes em relação ao diagnóstico da depressão é a diferenciação entre a tristeza patológica e a transitória.
Para auxiliar na sua identificação, é muito importante ficar atento às causas que podem desencadear a doença, como por exemplo:
Além disso, existem também outros fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento de um estado depressivo como, por exemplo:
Durante a anamnese (conversa entre profissional e paciente), é analisado desde o histórico médico do indivíduo, até seu estilo de vida, alimentação e saúde.

Muitas vezes, a depressão está relacionada à ansiedade e vice-versa, principalmente quando os sintomas ansiosos persistem por um longo período.
O Brasil é o país mais ansioso do mundo, o que influencia diretamente nos casos depressivos no país. Desde o começo da pandemia, a quantidade de pessoas afetadas cresceu significativamente, uma vez que a incerteza sobre o futuro e o receio de perda da saúde e de entes queridos tornaram-se gatilhos para pessoas de diversas idades.
A TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) inclui diversos sintomas, como o excesso de pensamentos negativos, que afetam diretamente a qualidade de vida do indivíduo, causando angústia, tristeza, entre outras reações prejudiciais.
Quando há um quadro de TAG, é muito comum que doenças como a depressão se desenvolvam e ocorram paralelamente, necessitando de um acompanhamento para diagnóstico e tratamento dos dois.
Os sinais de depressão e ansiedade, comumente possuem semelhanças, e podem ter alguns fatores de risco em comum, como a presença de problemas de saúde crônicos no paciente.
Entre os sintomas físicos e emocionais comuns entre ambos, estão:
É possível tratá-los por meio de tratamentos, como:
Buscar ajuda profissional é muito importante para aprender a controlar os sintomas da ansiedade e prevenir o desenvolvimento de outros problemas de saúde.
O transtorno misto de ansiedade e depressão ocorre quando o indivíduo apresenta reações de ambas as condições de saúde. Nesses casos, pode haver dificuldade no diagnóstico do paciente, sendo necessário um acompanhamento constante do profissional de saúde para melhora do quadro.
Além dos sintomas de ansiedade e depressão, uma pessoa que sofre com esse transtorno também pode apresentar:
A principal diferença entre tristeza e depressão está nos sinais e nos sintomas. É muito importante ficar atento à intensidade e aos demais sinais que a depressão possa apresentar.⠀
Enquanto a tristeza está ligada diretamente a um fato e dura por horas ou até dias, a depressão pode ter causas relacionadas com a genética, deficiência de certas substâncias no corpo e pode durar meses e até mesmo anos.
Além disso, a tristeza não necessariamente interfere na produtividade e nas tarefas do dia a dia, ao contrário da depressão.
Para o diagnóstico clínico, o paciente pode buscar por um clínico geral, psiquiatra ou um psicólogo. Esses profissionais são aptos a diagnosticar as causas da depressão e planejar o seu tratamento.
Em muitas circunstâncias o problema pode requerer uma abordagem multidisciplinar, ou seja, o médico pode, se necessário, trabalhar em parceria com outros especialistas.
Uma vez diagnosticada, a depressão requer tratamento sistemático, seja com uso de medicamentos ou não.
O uso de medicamentos antidepressivos, de uso controlado, é uma das possibilidades.
Em um primeiro momento, a busca será pela reversão do quadro depressivo, ou seja, evitar que aquela condição cause mais transtornos ao dia a dia do paciente.
Isso pode envolver o uso de medicamentos secundários, como ansiolíticos e antipsicóticos.
O tratamento terapêutico pode ser longo até que se percebam melhoras no paciente, contudo as crises depressivas são sempre uma possibilidade.
Por essa razão, condições depressivas requerem monitoramento constante e, muitas vezes, mudanças de hábitos de vida e a prática de exercícios físicos.
Assim como com a nossa saúde em geral, uma das melhores formas de prevenir a depressão é através da mudança de hábitos. Entre algumas medidas que podem ser tomadas, estão:

Depressão não é um problema passageiro, é uma doença e precisa ser tratada como tal. Portanto, se você identificou com alguns dos sinais mencionados nesse post, busque ajuda! A orientação profissional é diretamente responsável pela melhora do quadro de saúde.
Se precisar, converse com a equipe de profissionais do Centro de Valorização da Vida através do telefone 188.
As milhões de mortes causadas pela pandemia por COVID-19 em todo mundo, em conjunto com medidas de contenção para o controle da doença (como o isolamento social), trouxeram grandes impactos para a saúde mental.
A necessidade de lidar com tantas mudanças e o receio constante da perda foram algumas das causas para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade e depressão.
Porém, outro aspecto também favoreceu o aumento de casos depressivos: a doença está sendo apontada como uma das sequelas presentes nos indivíduos infectados.
A depressão não acomete somente adultos: crianças e adolescentes podem enfrentar a doença, que pode afetar o seu desenvolvimento e trazer impactos negativos significativos para a vida adulta.
Segundo a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), diversos fatores podem influenciar no início do quadro depressivo em jovens, como:
Quando a criança ou adolescente é acometido pela doença, pode apresentar sintomas, como:
Os sintomas afetam não apenas a qualidade de vida do jovem, mas também das pessoas à sua volta.
Família e educadores podem auxiliar na identificação da mudança comportamental e psicológica, sendo preciso procurar orientação profissional para diagnóstico e tratamento.
Quando não recebe o diagnóstico e/ou tratamento adequado, a depressão em jovens pode afetar diretamente o desenvolvimento pessoal, relações com família, amigos e terceiros.
Além disso, também prejudica a aprendizagem, entre outros aspectos importantes. Inclusive, as suas consequências podem permanecer na vida adulta.
A falta de tratamento de depressão pode:
É válido ressaltar que a depressão, principalmente na transição da infância para a adolescência, também está ligada a mudanças bioquímicas e psicológicas.
Ambos os gêneros podem ser acometidos pela doença, mas ela geralmente se manifesta no sexo feminino.
Pais, responsáveis e educadores são fundamentais para que o jovem se sinta acolhido e possa expressar-se. Assim, é possível oferecer um ambiente seguro que faz toda a diferença no tratamento e recuperação dessa criança ou adolescente.
A depressão pode ser tratada, o que possibilita uma recuperação da qualidade de vida independente da idade.
O psicólogo, o psiquiatra e o terapeuta podem atuar no combate à depressão de forma conjunta, mas é comum o surgimento de dúvidas sobre as suas diferenças.
Enquanto o psicólogo é formado em psicologia e atua no auxílio da autodescoberta do indivíduo, análise de seus comportamentos e apoio na sua mudança interna, o psiquiatra é um especialista com formação em medicina, atuando no estudo, diagnóstico e tratamento medicamentoso de doenças mentais e/ou cerebrais.
O terapeuta, diferente do psicólogo e do psiquiatra, não necessariamente possui uma especialização específica, já que a terapia é uma segmentação da saúde.
Esse profissional atua na recuperação física/mental do paciente através de diversos meios terapêuticos, como por exemplo:
Já o psicólogo trata problemas, como:
O psiquiatra trata doenças, como:
Quem apresenta sinais de depressão, pode inicialmente se consultar com um clínico geral, que a partir da análise do quadro de saúde, faz o encaminhamento para outros especialistas, se necessário.