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Revisado pelo(a) Dra. Claudia Eliane Massola, CRP/SP 06141519
A depressão funcional, conhecida também como "depressão sorridente", diferencia-se de outros tipos, como a clássica, pela forma como se manifesta.
Quem tem esse quadro depressivo consegue manter suas tarefas diárias, estudo, trabalho e até socialização de forma eficiente, o que mascara os sintomas da doença e dificulta o seu diagnóstico.
Quer conhecer mais sobre a depressão funcional: o que é, sintomas e tratamento? Confira a seguir.
Inicialmente, é importante explicar que a depressão é uma doença mental que possui diferentes tipos e sintomas.
Além disso, cada indivíduo vivencia seus impactos de forma única, o que torna necessário o diagnóstico e acompanhamento profissional para um tratamento individualizado.
Entre os principais tipos de depressão, estão:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A depressão funcional é caracterizada por sentimentos de sofrimento e angústia que são profundos e silenciosos.
Esses sentimentos negativos não são tão aparentes quanto em outros tipos, pois a rotina, o trabalho e os hobbies se mantêm.
Assim, há uma dificuldade do próprio indivíduo de identificar mudanças negativas e buscar ajuda profissional, uma vez que não visualiza os impactos da doença.
Contudo, sem suporte profissional e acompanhamento, esse tipo de depressão pode evoluir e ter seus sintomas intensificados ao longo do tempo.
Entre os sintomas da depressão funcional, estão:
A depressão funcional pode ter diferentes causas, estando ligada a fatores genéticos, ambientais, comportamentais e históricos familiares.
Alguém que está exposto a grande estresse por muito tempo, por exemplo, com cobranças frequentes no trabalho, pode apresentar esse tipo de depressão.
Há determinados fatores que colaboram para o surgimento da depressão funcional, como:
A partir da avaliação de um psicólogo ou psiquiatra e a confirmação da depressão funcional, é definido o tratamento mais indicado para o paciente.
De acordo com o quadro e histórico do paciente, pode ser orientado o início da psicoterapia e/ou uso de medicamentos (prescritos pelo psiquiatra).
Além disso, é importante que a pessoa em tratamento tenha um estilo de vida saudável, que contribua para a sua recuperação.
Isso inclui realizar atividades físicas, seguir uma rotina de sono adequada e ter uma alimentação equilibrada.
A seguir, estão algumas das perguntas feitas com mais frequência por quem deseja entender sobre a depressão funcional.
É alguém que sofre com sentimentos profundos de sofrimento e tristeza, mas que continua executando suas atividades cotidianas, como estudar, trabalhar e socializar.
Alguns sinais incluem sentir angústia, culpa, cansaço constante, baixa autoestima, apatia, ansiedade e tristeza, mesmo mantendo uma vida aparentemente normal.
O tratamento pode incluir psicoterapia, uso de medicações prescritas por um psiquiatra ou a combinação dos dois, conforme avaliação profissional.
Trata-se de uma forma de depressão em que a pessoa consegue manter sua e mascarar seus sintomas, mesmo estando emocionalmente abalada.
A confirmação ocorre por meio de diagnóstico clínico feito por psicólogo ou psiquiatra, que avaliará os sintomas, duração, intensidade e impacto na vida do paciente.
A duração varia para cada pessoa, podendo durar semanas, meses ou anos. O tratamento adequado tende a reduzir a intensidade e o tempo das crises.
A atividade física é uma aliada importante no tratamento, contribuindo para a melhora do humor e disposição. No entanto, ela não substitui o acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico.
Sim, algumas pessoas convivem com a depressão por muitos anos, especialmente nos casos crônicos como a distimia.
Porém, com tratamento adequado, é possível alcançar qualidade de vida e estabilidade emocional.
A depressão sorridente, ou funcional, tem como sintomas tristeza profunda, sensação de fracasso, desânimo, baixa autoestima, insônia, entre outros.
A pessoa aparenta estar bem, mas internamente convive com grande sofrimento.
Geralmente envolve padrões negativos, pessimismo, sensação de inutilidade, medo e insegurança.
Os pensamentos podem ser distorcidos, afetando a percepção da realidade.
Embora seja uma condição mental, a depressão afeta todo o organismo.
Pode causar dores físicas, alterações no apetite, distúrbios no sono, fadiga constante, problemas digestivos e queda na libido, entre outros.
Como mostrado neste post "Depressão funcional: o que é, sintomas e tratamento", esse é um tipo mais difícil de ser diagnosticado, devido ao mascaramento dos seus sintomas.
Mesmo manifestando seus sintomas, o paciente consegue manter sua rotina e executar tarefas, internalizando a tristeza e a angústia.
Quando há suspeita da doença, é essencial buscar o suporte de um psicólogo ou psiquiatra para avaliação do quadro.