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Revisado pelo(a) Dra. Claudia Eliane Massola, CRP/SP 06141519
Quem é fumante e está pensando em tratar essa dependência que traz tantos prejuízos à sua saúde, precisa saber que essa é a melhor decisão a tomar, principalmente considerando os malefícios do cigarro.
Apesar de ser um desafio, as vantagens de interromper o uso da nicotina são numerosas e impactam diretamente na saúde e qualidade de vida.
Você quer conhecer 7 métodos para parar de fumar? Confira o post a seguir.
O cigarro oferece diversos riscos para a saúde do fumante, dentre eles, o surgimento de câncer e de doenças que podem levar à morte.
Entretanto, ao parar de fumar, esses riscos vão sendo reduzidos, à medida que o corpo vai se recuperando dos danos sofridos.
Enquanto ficar sem fumar por 20 minutos faz a pressão sanguínea normalizar, quem consegue ficar de 5 a 10 anos sem o cigarro, passa a ter o mesmo risco de infartar de quem nunca fumou.
É preciso, portanto, utilizar esses dados como motivação para tentar aplicar as técnicas que possibilitam parar de fumar. A seguir, conheça algumas delas.
Uma das principais dicas de como parar de fumar é fazer algumas mudanças na rotina, de modo a eliminar hábitos e situações (gatilhos) que levem à vontade de acender o cigarro.
Cada pessoa tem seus próprios comportamentos, mas é possível tentar aplicar algumas medidas para ajudar no combate à dependência, como:
A própria composição do cigarro desperta o sistema de recompensa do cérebro.
E, ainda, o momento de fumar costuma estar relacionado a um contexto agradável, como a pausa no trabalho ou o happy hour.
Por isso, é preciso desassociar o ato de fumar e o prazer, ou seja, evitar fumar com amigos e colegas, além de evitar frequentar lugares que estejam associados ao hábito, por exemplo.
O método de marcar uma data e parar de fumar de forma abrupta, costuma ser mais utilizado por pessoas que decidem abandonar o cigarro por conta própria.
Exemplos comuns são mulheres que descobrem estar grávidas ou fumantes que foram diagnosticados com um problema de saúde, em decorrência do tabagismo.
Contudo, é preciso lembrar que a interrupção repentina pode intensificar a síndrome de abstinência, causada pela falta de dopamina (um neurotransmissor ligado ao prazer, que tem sua produção estimulada pela nicotina).
Por isso, ele funciona melhor para quem tem um padrão de consumo de leve a moderado.
Quando não é o caso, tentar outros métodos pode ser o ideal, o que inclui buscar ajuda profissional.
Nos casos de alto grau de dependência do cigarro, pode ser eficiente fazer uma redução gradual no hábito de fumar.
Nesse caso, é possível reduzir de 25% a 30% o número de cigarros a cada sete dias, de maneira a abandoná-los totalmente ao fim de poucas semanas.
Por exemplo, quem fuma 10 cigarros por dia pode reduzi-los para 7. Em seguida, reduzir para 5. Depois, a redução pode ser para 3 ou 4 cigarros.
Assim, é possível reduzir o uso para 2 cigarros em poucas semanas e a apenas 1 cigarro nos 7 dias finais, chegando, por fim, à redução completa do uso.
O processo é gradual, para minimizar os efeitos da falta de nicotina no organismo.
Contudo, é preciso se atentar para que o plano de parar de fumar gradualmente não se torne um adiamento da mudança.
Para que isso não aconteça, o ideal é que o fumante estabeleça um prazo para parar de fumar, e esteja determinado a não o ultrapassar.
Outra dica para parar de fumar, é acender o primeiro cigarro cada vez mais tarde.
Por exemplo, quem começa a fumar às 7h, pode adiar este momento para 8h. No dia seguinte, pode tentar esperar até as 9h e assim por diante, até passar o dia todo sem fumar.
De forma semelhante ao método anterior, recomenda-se estabelecer um prazo máximo de poucas semanas, para abandonar completamente o cigarro.
Uma forma de reduzir as crises de abstinência é recorrer aos substitutos da nicotina, como um chiclete ou adesivo para parar de fumar.
Ao disponibilizar ao corpo uma pequena dose dessa substância, esses recursos ajudam a diminuir sintomas como mau-humor e ansiedade.
As gomas de mascar e pastilhas à base de nicotina, são indicadas para quando surge uma vontade intensa de fumar.
Já o adesivo é usado de forma contínua, devendo ser trocado a cada 24 horas.
Vale lembrar que, embora a nicotina isolada seja menos prejudicial do que o cigarro e todas as suas substâncias tóxicas, ela ainda causa dependência e outros efeitos colaterais.
Por isso, o uso de qualquer remédio ou recurso para parar de fumar deve ter a orientação profissional, como a de um pneumologista, ou de um psiquiatra especializado no vício em nicotina.
Mesmo com essas dicas e muita força de vontade, ainda existe um alto risco de voltar a consumir cigarros depois de ter parado de fumar, mas é importante saber que a ajuda médica pode fazer toda a diferença no combate à dependência.
Seja porque a pessoa não pôde lidar com os efeitos da abstinência ou porque não conseguiu suportar a fissura (intensa vontade de fumar), pode haver uma recaída como tentativa de aliviar a sensação incômoda.
Se isso acontecer, é preciso saber que a recaída não é um sinônimo de fraqueza, mas um sinal de que outras abordagens são necessárias, preferencialmente acompanhadas por um psiquiatra e um psicólogo.
Há medicamentos que atuam no sistema nervoso central e ajudam a restabelecer o equilíbrio bioquímico, reduzindo os sintomas desagradáveis causados pela falta da nicotina, mas que devem ser prescritos estritamente pelo médico.
Ainda, como o ato de fumar está diretamente relacionado aos estímulos comportamentais, o ideal é associar o tratamento medicamentoso ao acompanhamento psicológico, de modo a desenvolver estratégias para lidar com os gatilhos que fazem uma pessoa acender um cigarro.
Geralmente, as pessoas conhecem a "nicotina" como a substância viciante do cigarro, uma vez que é desafiador deixar de usá-la após a primeira vez.
Isso acontece porque a nicotina é uma droga psicoativa, que age no cérebro provocando sensações boas.
Mas ela não age por muito tempo, ou seja, para conseguir novamente seus efeitos, é preciso utilizá-la novamente, o que leva ao hábito de fumar um cigarro após o outro.
Ainda que ela seja encontrada de outras formas, como em chicletes ou adesivos para parar de fumar, os fumantes têm dificuldade em fazer essa troca, pois sua concentração neles é menor do que nos cigarros.
Além disso, quando conseguida por meio do cigarro, ela atinge o cérebro rapidamente, o que não funciona da mesma forma com outras opções.
Após se adaptar às sensações agradáveis provocadas pela nicotina, o fumante quer fumar sempre e, se tenta parar, sofre com os efeitos da abstinência.
É importante ressaltar que a nicotina provoca o vício, e que outras substâncias presentes no cigarro fazem com que seu efeito seja tóxico para o organismo.
Elas contribuem para aumentar os riscos de doenças sérias no fumante, como derrame, câncer e doenças cardíacas.
Nem sempre uma pessoa que está fumando tem dependência da nicotina, ou seja, mesmo após sua primeira vez, pode realizar a ação esporadicamente e até conseguir ficar longos períodos sem fumar sem dificuldade.
Isso acontece porque algumas pessoas se viciam mais rápido que outras. Por isso, é importante saber identificar os sintomas do vício, ou da dependência da nicotina.
Um dos sinais é tentar parar e começar a sentir sintomas de abstinência, que fazem com que seja difícil manter a interrupção.
Outro sinal é quando uma pessoa começa a ter problemas de saúde decorrentes do cigarro, mas não consegue parar mesmo assim.
Além disso, o vício é claro quando uma pessoa sabe que precisa parar de fumar, tenta por diversas vezes, mas sempre acaba voltando a fazer o hábito.
O diagnóstico da dependência do cigarro, assim como a indicação do tratamento mais adequado, deve partir de um profissional de saúde.
O psicólogo, por exemplo, pode conduzir a terapia para ressignificar gatilhos. Já o psiquiatra pode receitar medicações adequadas de acordo com as necessidades dos pacientes.
Os profissionais avaliam quantos cigarros a pessoa consome, e qual é o tempo médio entre eles ao longo do dia.
Eles também verificam se ela fuma logo que acorda ou se demora um tempo até pegar seu primeiro cigarro, dentre outras questões.
Assim, podem determinar se existe a dependência da nicotina e quão grave ela é, para direcionar o tratamento de forma mais assertiva.
Em comparação aos não fumantes, os fumantes têm:
Em compensação, as vantagens de parar de fumar são diversas, como mostrado em informações do INCA (Instituto Nacional de Câncer):
As crises de abstinência são um dos motivos pelos quais muitos fumantes não conseguem deixar o cigarro, devido aos seus sintomas intensos e desagradáveis, como:
Com o incômodo dos sintomas, é possível sentir ansiedade e querer voltar a fumar, para contê-los.
Entretanto, é fundamental lembrar que sintomas de abstinência não duram para sempre.
Na verdade, eles podem durar até 2 semanas, antes que o corpo volte a funcionar normalmente, sem a nicotina.
Então, com espera, paciência e auxílio profissional, é possível superá-los sem recorrer ao cigarro.
Para conter a vontade de fumar, algumas medidas podem ajudar, como manter as mãos sempre ocupadas, desenhando, escrevendo ou mexendo com objetos apenas para se distrair.
Não é perigoso parar de fumar de uma vez, mas os efeitos da abstinência podem ser mais intensos.
Porque o cigarro contém nicotina, uma substância psicoativa altamente viciante. Ela provoca sensações boas quando usada, mas sintomas incômodos quando não está mais na corrente sanguínea.
Alguns deles são:
Pode durar de uma a duas semanas.
Após cerca de 48 horas sem fumar, já não há nicotina no sangue.
Existem substitutos como chicletes, pastilhas, adesivos e medicações (que devem ser sempre prescritas pelo médico), para tirar a vontade de fumar.
O processo é pessoal, e cada um encontra limites e dificuldades que precisam ser trabalhados. Se for muito difícil parar de fumar, é importante buscar auxílio profissional.
Como mostrado neste post sobre 7 métodos para parar de fumar, mesmo que seja desafiador lidar com a dependência, há diversas vantagens em interromper o hábito, o que inclui a recuperação da saúde e da disposição.
É possível tentar parar de fumar sem auxílio profissional, testando diferentes métodos.
Contudo, se os sintomas da abstinência forem muito fortes, ou houver dificuldade e recaídas contínuas, um profissional da saúde é quem pode ajudar.
Um psiquiatra pode auxiliar receitando medicações próprias para o quadro do paciente, enquanto um psicólogo pode ajudar na aplicação de estratégias para combater a vontade de fumar.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.