
• Tempo de leitura 8 min
Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955
Muitas pessoas fazem autossabotagem e perdem oportunidades por causa desse comportamento, sem perceber que foi sua responsabilidade.
Isso pode acontecer por diversos motivos e em diversas áreas da vida, o que impede o sucesso profissional e afasta os relacionamentos.
Por essa razão, é importante entender o que é autossabotagem e reconhecer em quais situações ela é reproduzida. Assim é possível encontrar ferramentas para gerenciá-la.
Saiba mais sobre a autossabotagem: o que é, sintomas e como tratar a seguir.
Autossabotagem é um padrão de comportamento, muitas vezes inconsciente, em que a pessoa age de modo a prejudicar a si mesma, frustrando seus próprios objetivos e desejos, mesmo reconhecendo que são benéficos.
Devido a pensamentos negativos e medos, ela adota posturas que a deixam distante dos próprios objetivos.
Assim, age de forma oposta ao que deveria para alcançar o que deseja, tendo como consequência a frustração.
Geralmente, essas ações são inconscientes e acompanhadas de sentimentos de culpa, vergonha, rejeição, entre outros.
Ao adotar comportamentos recorrentes de autossabotagem, a pessoa passa a sofrer mentalmente e pode desenvolver transtornos, como transtorno de ansiedade, depressão, além de agravar condições de saúde como obesidade, diabetes e problemas no coração.
Contudo, é importante lembrar que, embora a autossabotagem seja um desafio, é um comportamento que pode ser modificado, principalmente com o acompanhamento profissional do psicólogo.
A causa da autossabotagem é multifatorial, por isso, pode estar relacionada tanto à forma como o indivíduo se vê quanto a fatores externos, como o julgamento de terceiros. Saiba mais sobre o assunto abaixo.
Uma pessoa que se compara muito com as outras pode acreditar que suas conquistas são menos significativas e achar que não merece ou não consegue alcançar o que os outros conseguiram.
Com esse sentimento de inferioridade latente e a falta de autoconfiança, a pessoa prejudica a si mesma em suas tentativas de crescimento.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Portanto, nesse caso, a autossabotagem acontece devido a crenças disfuncionais que são refletidas em ações que impedem o sucesso pessoal.
Ela acontece mesmo diante de situações que mostram o merecimento da pessoa.
Muitas vezes, os traumas vivenciados na infância ou adolescência impactam a vida adulta significativamente.
Fatores, como problemas familiares, bullying, críticas excessivas e pressão, podem afetar a autoconfiança e desencadear o medo constante do fracasso.
Assim, pessoas que passaram por experiências difíceis, comumente, temem que suas ações sempre tenham consequências ruins, o que as leva a se questionar constantemente e evitar tomar decisões específicas, mesmo que sejam para o seu próprio bem.
A síndrome do impostor é caracterizada pelo medo persistente de ser exposto como uma fraude, apesar de evidências de competência e sucesso.
Esse questionamento constante sobre os próprios méritos, capacidade e conquistas pode levar o indivíduo a evitar desafios e novas conquistas devido à falta de confiança em si.
Baixa autoestima e medo do sucesso (que pode trazer novas responsabilidades e exposição) também são causas frequentes de comportamentos autossabotadores.
Muitas vezes, a autossabotagem pode ser difícil de ser identificada tanto pela pessoa quanto por colegas, amigos e familiares.
Para ajudar nessa identificação, é importante conhecer os principais sintomas desse comportamento. Conheça alguns deles abaixo.
Muito comum na síndrome do impostor, pessoas que se autossabotam costumam ser muito autocríticas, encontrando defeitos e problemas no que fazem, além de não valorizarem suas conquistas.
Para elas, seus erros sempre são maiores do que seus acertos.
É comum que a autossabotagem esteja relacionada a hábitos prejudiciais, o que prejudica diretamente sua saúde física e mental.
Comer alimentos pouco nutritivos, usar substâncias lícitas ou ilícitas, não manter uma rotina de sono adequada são alguns dos exemplos de ações que podem indicar um comportamento autossabotador.
Por medo de ser rejeitada ou criticada, a pessoa que se autossabota pode ter dificuldade em dizer "não" e em estabelecer limites saudáveis, o que pode levá-la a se comprometer com atividades que não gostaria de fazer e perder a sua autonomia.
Um dos principais sintomas da autossabotagem é o medo de falhar, que é um dos responsáveis pela tomada de decisões prejudiciais e pelo receio de lidar com situações desafiadoras.
Ao não se arriscar e permanecer em sua zona de conforto, o indivíduo pode perder oportunidades por não acreditar que é capaz de ser bem-sucedido em seus projetos.
Por achar que não consegue atender ao que as atividades demandam, a pessoa autossabotadora tende a evitar assumir compromissos.
Muitas vezes, ela não assume a responsabilidade por suas próprias ações, pois não quer ser cobrada por elas.
Esse comportamento pode impactar diversos aspectos de sua vida, trazendo obstáculos para a conquista de seus objetivos.
O perfeccionismo pode ser uma forma de manifestação da autossabotagem, pois o indivíduo pode estabelecer padrões tão altos, que será incapaz de alcançá-los, levando à paralisia e à inação.
Como consequência, tarefas podem ser interrompidas devido à frustração com os resultados.
Além disso, mesmo quando há sucesso em um projeto, ele pode ser desmerecido por não atender aos requisitos pessoais irrealistas.
A procrastinação é comum em quem se autossabota, pois atividades podem ser adiadas como forma de evitar frustração e críticas externas.
Assim, pode haver baixa produtividade, além de conflitos na vida profissional e pessoal, uma vez que a falta de comprometimento pode gerar diversos prejuízos.
O sentimento de inferioridade surge a partir de crenças limitantes que a pessoa desenvolveu ao longo da vida, seja devido a traumas, comparações ou até à síndrome do impostor.
Assim, a autossabotagem se manifesta como consequência do medo de se arriscar por se sentir inferior aos outros.
A autossabotagem é tratada, especialmente, com psicoterapia. O acompanhamento psicológico pode auxiliar na identificação das causas subjacentes da autossabotagem, além de possibilitar a modificação de padrões de pensamento e comportamento disfuncionais.
Abordagens terapêuticas, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), são particularmente eficazes para trabalhar as crenças limitantes e os comportamentos de autossabotagem.
Além do suporte profissional, apoio social de pessoas queridas pode auxiliar o indivíduo em seus desafios pessoais, oferecendo apoio e encorajamento.
O autocuidado, que inclui a manutenção da saúde mental e física, também é um aliado importante na superação dos comportamentos prejudiciais. Práticas de autocompaixão e mindfulness podem ajudar a quebrar o ciclo de autocrítica e evitação.
É um padrão de comportamento no qual a pessoa, consciente ou inconscientemente, age contra seus próprios interesses e objetivos, frequentemente motivada por medo, insegurança ou crenças negativas profundas.
Alguns deles são: medo de falhar, procrastinação, perfeccionismo paralisante, sentimento de inferioridade, autocrítica constante, hábitos prejudiciais à saúde e dificuldade em assumir responsabilidades ou estabelecer limites.
Por traumas, crenças limitantes internalizadas, medo do sucesso ou do fracasso, baixa autoestima, comparações ou insegurança diante de situações que aconteceram com ela no passado, por exemplo.
Geralmente, a autossabotagem vem de experiências passadas que moldaram crenças negativas sobre si mesmo, do medo de vulnerabilidade e da necessidade (inconsciente) de confirmar uma visão negativa pré-existente de si mesmo.
É possível listar alguns comportamentos que mostram a existência do problema, como: procrastinar, evitar responsabilidades, manter padrões inalcançáveis de perfeição, não estabelecer limites e fazer escolhas que prejudicam a si mesmo e desistir perto do sucesso.
A autossabotagem pode se manifestar de diversas formas, mas geralmente envolve comportamentos de evitação, autodepreciação, procrastinação e hábitos autodestrutivos. Ela pode ser categorizada por área de impacto: relacional, profissional, acadêmica, de saúde, etc.
É possível começar cultivando a autocompaixão e observar os padrões de ações e pensamentos, reconhecer os gatilhos e buscar ajuda psicológica para lidar com os comportamentos prejudiciais.
A psicologia explica que a autossabotagem é um comportamento aprendido e mantido por reforço negativo (alívio da ansiedade no curto prazo), e por esquemas cognitivos disfuncionais que podem ser transformados por meio de autoconhecimento, reestruturação cognitiva e apoio terapêutico.
Começa com uma crença limitante ("não sou capaz"), que gera ansiedade e medo diante de um objetivo. Para aliviar essa ansiedade, a pessoa adota um comportamento de evitação ou autoprejudicial (procrastina, desiste). A consequência (fracasso ou não tentativa) confirma a crença inicial, reforçando o medo e repetindo o padrão.
Com acolhimento sem julgamento, escuta atenta, validação de seus sentimentos, incentivo para buscar ajuda profissional, evitando resgatar a pessoa das consequências de seus atos autossabotadores, o que poderia habilitar o comportamento e assim o fortalecimento da sua autoestima.
Algumas consequências são: perda de oportunidades, estagnação pessoal e profissional, prejuízos emocionais, como ansiedade e depressão, impacto na saúde e dificuldade em alcançar realizações pessoais ou profissionais.
Como mostrado neste post "Autossabotagem: o que é, sintomas e como tratar", esse sentimento surge a partir de uma série de vivências e crenças internalizadas, até se tornar um problema na vida pessoal e profissional.
Devido a ele, a pessoa passa a agir ou se omitir diante de situações que a ajudariam a alcançar seus objetivos.
Quando não os alcança, ela reforça para si mesma as crenças negativas que deram origem ao comportamento, reiniciando o ciclo prejudicial.
Mas, com acompanhamento psicológico, é possível que a pessoa retome a confiança em si mesma e se sinta mais aberta para viver e tomar decisões positivas sobre sua própria vida.