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    Gastrite
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    6 tipos de gastrite

    25/09/2025 • Tempo de leitura 7 min

    Revisado pelo(a) Dr. Thiago Padilha Gaino, CRM/SP 174702, Clínico Geral / Clínica Médica RQE 118049

    Sentir desconfortos na região do estômago, principalmente após o consumo de determinados alimentos, é muito comum. Porém, quando os sintomas surgem de forma prolongada e aumentam de intensidade ao longo do tempo, precisam de atenção.

    Para saber mais sobre os 6 tipos de gastrite e como a inflamação se desenvolve no estômago, confira o post até o final!

    O que é gastrite?

    A gastrite é uma inflamação da mucosa do estômago, a camada de células que protege o órgão dos sucos digestivos. Pode ser aguda ou crônica, e pode afetar parte ou todo o estômago.

    O estômago faz parte do sistema digestivo, armazenando uma quantidade de comida durante um período de tempo determinado antes de enviá-la para o intestino. Esse órgão é revestido pela mucosa gástrica, que protege o estômago através do muco alcalino.

    Assim, impede que as enzimas da digestão e o ácido clorídrico (responsável por produzir o suco gástrico) danifiquem a parede do órgão.

    Existem gastrites de vários tipos, níveis de gravidade e características, além de serem resultados de causas específicas.

    Entendendo melhor suas diferenças, é possível obter suporte médico adequado para diagnóstico e tratamento.

    Para cuidar da gastrite, no geral, é importante entender que o tratamento engloba a análise do histórico de saúde do paciente e a realização de exames (como endoscopia digestiva alta).

    Sintomas da gastrite

    Independente da gastrite, há alguns sintomas que são comuns em diferentes tipos, como:

    • dor no estômago;
    • má digestão;
    • sensação de estômago cheio;
    • náuseas;
    • vômitos.

    Para quem suspeita de um possível desenvolvimento da doença, é indicado buscar atendimento médico do clínico geral ou gastroenterologista.

    Quais são os tipos de gastrite?

    1. Gastrite aguda

    A gastrite aguda é uma forma temporária de inflamação da mucosa gástrica e que surge repentinamente.

    Suas causas podem englobar:

    • uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs);
    • infecções bacterianas (H. pylori);
    • estresse severo;
    • lesões físicas no estômago;
    • consumo excessivo de álcool.

    Os sintomas da gastrite aguda variam de leves a moderados, podendo incluir:

    • azia;
    • queimação estomacal;
    • sangramento gastrointestinal;
    • dores abdominais.

    Seu diagnóstico é feito por um médico gastroenterologista, que se baseia nos sintomas do paciente e também na análise dos exames complementares.

    O tratamento visa aliviar os sintomas e erradicar o problema, permitindo assim que a mucosa do estômago se recupere.

    Entre os principais tratamentos que podem ser prescritos, destacam-se:

    • Mudanças na alimentação do paciente - recomenda-se evitar alimentos que possam, de alguma forma, irritar o estômago, incluindo aqueles que são muito gordurosos, café, refrigerantes e álcool. Além disso, é importante fracionar as refeições como forma de não sobrecarregar o estômago. Vale lembrar que o nutricionista é o profissional mais indicado para definir o - plano alimentar a partir das necessidades individuais;
    • Medicamentoso - nessa forma de tratamento, podem ser incluídos medicamentos que visam diminuir a produção de ácido no estômago, além de antibióticos (caso seja detectada a presença da bactéria H.pylori no organismo).

    Com o tratamento adequado, a gastrite aguda pode ser curada em um curto período de tempo.

    É essencial enfatizar que tanto a mudança de alimentação quanto o cuidado medicamentoso precisam de orientação profissional e acompanhamento médico, já que cada pessoa possui suas próprias características.

    2. Gastrite crônica

    A gastrite crônica trata-se de uma condição de longa duração, podendo durar meses, ou até anos.

    Dentro dessa categoria, existem dois subtipos: gastrite crônica superficial e gastrite crônica atrófica.

    Gastrite crônica superficial

    A gastrite crônica superficial afeta as camadas mais superficiais da mucosa gástrica. Os seus sintomas podem ser leves ou ausentes, mas incluem:

    • consumo excessivo de álcool;
    • náuseas;
    • perda de apetite.

    Suas causas são comuns a todos os outros tipos de gastrite.

    Gastrite crônica atrófica

    A gastrite atrófica é um tipo de inflamação mais grave que não afeta apenas as camadas superficiais, mas também as camadas mais profundas da mucosa gástrica.

    Suas causas estão ligadas a uma resposta autoimune na qual o corpo ataca as células saudáveis do estômago.

    Assim, essa condição pode levar à destruição das células produtoras de ácido clorídrico, substância necessária para a digestão adequada e absorção da vitamina B12.

    Os sintomas da gastrite atrófica são parecidos com os da gastrite aguda e incluem:

    • fadiga;
    • anemia;
    • fraqueza.

    3. Gastrite erosiva

    A gastrite erosiva é caracterizada pela formação de erosões ou úlceras superficiais na mucosa gástrica.

    Existem diversas causas para o seu aparecimento, sendo a mais comum o uso prolongado de medicamentos anti-inflamatórios.

    Os sintomas da gastrite erosiva podem variar, mas geralmente incluem:

    • perda de apetite;
    • vômitos;
    • náuseas;
    • sangramento gastrointestinal (menos comum).

    Inclusive, os sangramentos podem se apresentar na forma de fezes escuras ou corrimentos (que muitas vezes são detectados apenas em exames laboratoriais).

    Para o diagnóstico, são utilizados exames físicos como a endoscopia digestiva alta. Ela permite que o médico visualize o revestimento do estômago, identificando assim as lesões erosivas.

    Se há suspeita de infecção pela bactéria H. pylori, podem ser realizados exames de sangue para confirmação do diagnóstico.

    O tratamento inclui a utilização de antibióticos (quando a causa for infecção) e interrupção no uso de medicamentos (quando a causa está ligada ao uso contínuo de AINEs).

    Além do tratamento indicado pelo médico, recomenda-se adotar uma alimentação em que alimentos que irritam o estômago sejam evitados.

    4. Gastrite autoimune

    A gastrite autoimune ocorre quando o sistema imunológico ataca as células que produzem ácido clorídrico no estômago, sendo do tipo crônico.

    Suas causas ainda não são bem compreendidas pela medicina; porém, sabe-se que fatores imunológicos e genéticos têm papel fundamental em seu aparecimento.

    Seus sintomas variam, mas incluem, principalmente:

    • anemia (por deficiência em vitamina B12);
    • perda de peso gradual;
    • fadiga;
    • fraqueza.

    Para o tratamento da doença, o médico responsável pode incluir suplementos de vitamina B12 e também a administração de medicamentos para reduzir a inflamação.

    Em alguns casos raros e graves, o quadro de saúde pode contribuir para o câncer de estômago, o que pode exigir intervenção cirúrgica.

    Contudo, isso é reservado para situações nas quais o organismo não responde adequadamente ao tratamento medicamentoso.

    5. Gastrite química

    A gastrite química ocorre quando o revestimento do estômago é irritado ou danificado por substâncias químicas.

    Entre algumas das causas relacionadas a esse tipo, estão:

    • consumo excessivo de álcool;
    • uso indevido de medicamentos (automedicação);
    • exposição a produtos químicos ou corrosivos;
    • ingestão de substâncias tóxicas.

    Os sintomas deste tipo de gastrite variam de acordo com a substância envolvida, mas podem incluir:

    • dor abdominal;
    • náuseas;
    • vômitos;
    • queimação no estômago.

    O tratamento da gastrite química envolve a remoção da substância irritante, além da administração de medicamentos que aliviam os sintomas e promovem a cicatrização de toda a mucosa gástrica.

    6. Gastrite alérgica

    Também conhecida como gastrite eosinofílica, a gastrite alérgica é uma forma rara de gastrite que ocorre devido a reações alérgicas a certos tipos de alimentos.

    Em suma, nessa condição, o sistema imunológico reage exageradamente a determinados alimentos, resultando em uma resposta inflamatória estomacal.

    A doença, comumente, afeta crianças, embora possa ocorrer também na fase adulta.

    Entre os principais alimentos que desencadeiam a reação alérgica, estão:

    • ovos;
    • trigo;
    • leite de vaca;
    • peixes;
    • frutos do mar.

    Embora alguns ingredientes, comumente, desencadeiem a doença, é preciso lembrar que qualquer alimento pode causar alergia.

    Entre os principais sintomas da gastrite alérgica, estão:

    • Dificuldade de se alimentar - as crianças podem ter aversão a alguns alimentos, recusando-se a comer e tendo como consequência a perda de peso;
    • Diarreia ou prisão de ventre - a inflamação no estômago dificulta o funcionamento de todo o sistema digestivo, por essa razão, a diarreia e a prisão de ventre podem ser muito comuns;
    • Sintomas alérgicos - podem ocorrer reações alérgicas adicionais, principalmente no caso de crianças. Entre os sinais comuns, estão as erupções cutâneas, coceira, inchaço nos lábios, dificuldade respiratória e até mesmo a anafilaxia (reação alérgica grave que necessita de intervenção médica imediata);
    • Dores abdominais fortes;
    • Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) - na qual há a regurgitação de alimentos líquidos do estômago para o esôfago, causando sensações de queimação e azia.

    Para realizar o diagnóstico da gastrite alérgica, o médico responsável pode utilizar o método da exclusão.

    Esse método baseia-se na remoção de prováveis agentes geradores da infecção estomacal até concluir a possível causa da doença.

    Inclusive, podem ser necessários exames adicionais, como a realização da endoscopia digestiva alta ou da biópsia (para identificação de eosinófilos, células inflamatórias que são encontradas na presença da gastrite alérgica).

    Conclusão

    Como mostrado neste post sobre 6 tipos de gastrite, cada uma possui suas próprias características e sintomas.

    O diagnóstico preciso requer sempre uma avaliação médica adequada e pode incluir exames laboratoriais, endoscopia digestiva alta e testes específicos para identificar a presença dos agentes infecciosos.

    Ao identificar sintomas com recorrência e variação de intensidade, é essencial buscar ajuda médica. O diagnóstico precoce é essencial para evitar o agravamento da doença, independente do seu tipo.

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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