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TDAH

5 sintomas e sinais de TDAH

Revisado pelo(a) Dra. Josiane Prado, CRP/PR 29199 , Psicologia

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O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma condição neurológica que afeta muitas crianças e adultos.

Caracterizado por dificuldades de concentração, impulsividade e hiperatividade, o TDAH pode ter um impacto significativo na vida diária das pessoas que lidam com esse transtorno.

Isso ocorre, pois há diversos sintomas que podem se manifestar em diferentes graus de intensidade, variando de acordo com a pessoa e a faixa etária.

Quer saber mais sobre o assunto? Conheça a seguir os 5 sintomas e sinais de TDAH, além de suas principais características!

Afinal, quais são os principais sintomas e sinais de TDAH?

O transtorno é complexo e pode afetar diversos aspectos da vida, como o desempenho acadêmico, relacionamentos interpessoais, produtividade no trabalho e a autoestima. Seus principais sintomas são:

1) Desatenção

Um dos sintomas do TDAH é a dificuldade em prestar atenção em detalhes. Em geral, as pessoas com o transtorno podem ter dificuldade em focar nos aspectos específicos de uma tarefa, cometendo erros por falta de atenção.

O indivíduo pode se distrair facilmente, perdendo o foco em atividades que exigem uma alta concentração.

Devido à desatenção, pessoas que têm TDAH podem parecer desatentas ou distantes durante as conversas, tendo dificuldade para absorver completamente as informações transmitidas.

2) Dificuldade em seguir instruções e concluir tarefas

O indivíduo com TDAH pode ter dificuldade em organizar tarefas e atividades, enfrentando problemas para cumprir responsabilidades e ter uma rotina produtiva.

Pessoas com o transtorno também podem sentir desconforto ao se envolver com tarefas que exijam um esforço mental maior.

Além disso, é comum que pessoas com TDAH tenham dificuldades em manter seus pertences organizados, por isso sofrem com perdas frequentes de objetos importantes para as atividades do dia a dia.

3) Distração fácil

Pessoas com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade podem ser facilmente distraídas por estímulos externos, ou seja, ruídos, movimentos ou qualquer aspecto do ambiente que atraia a sua atenção, prejudicando a concentração na tarefa que está sendo realizada.

Além das distrações externas, pessoas com TDAH podem experimentar um fluxo de pensamentos desorganizados e dificuldade em manter o foco em um tema único.

4) Hiperatividade e impulsividade

Outro sintoma característico do TDAH é a hiperatividade e impulsividade.

É comum manter mãos e pés em constante movimento, com poucos momentos de relaxamento ou postura adequada.

Essa motivação motora é uma característica bastante comum e se expressa através de movimentos repetitivos.

Além disso, pessoas com TDAH podem ter dificuldade em desacelerar e relaxar mesmo durante atividades de lazer, mantendo a inquietação.

5) Dificuldade em esperar a vez e interromper

Pessoas com TDAH podem ter dificuldade em controlar o quanto se expressam, falando de forma excessiva e sem filtros.

Também é comum não resistir e interromper diálogos, respondendo uma pergunta antes que seja terminada ou completando a frase dos outros.

É importante ressaltar que esses sintomas podem variar em gravidade e que cada pessoa com TDAH pode apresentar uma combinação única deles.

O diagnóstico e tratamento individualizado devem ser realizados por profissionais de saúde especializados em transtornos.

O que é Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)?

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) se manifesta na infância através de sintomas específicos: desatenção, hiperatividade e impulsividade.

É importante ressaltar que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade afeta a qualidade de vida e apresenta causas genéticas, sendo preciso suporte profissional adequado para evitar prejuízos na vida do indivíduo.

Quais são as causas do TDAH?

Embora a causa exata do TDAH não seja totalmente compreendida, diversos fatores têm sido associados ao seu desenvolvimento.

Fatores genéticos

Estudos sugerem que o TDAH pode ter uma forte influência genética. Pesquisas apontam que filhos de pessoas com TDAH têm uma chance maior de desenvolver o transtorno.

Além disso, certos genes relacionados ao funcionamento dos neurotransmissores e ao desenvolvimento cerebral foram identificados como possíveis contribuintes.

Disfunções neuroquímicas

O TDAH está associado a equilíbrios nos neurotransmissores, substâncias químicas que transmitem sinais no cérebro.

Especificamente, a dopamina e a noradrenalina, que desempenham um papel importante no controle da atenção, do humor e do comportamento, têm sido relacionadas às alterações neuroquímicas observadas no TDAH.

Fatores ambientais

Embora a predisposição genética seja um fator importante, o ambiente também pode desempenhar um papel no desenvolvimento do TDAH.

A exposição a substâncias tóxicas durante a gravidez, como o tabaco e o álcool, prematuridade, baixo peso ao nascer, traumas respiratórios, gastrointestinais e outros eventos adversos podem aumentar o risco de desenvolvimento do transtorno.

Como buscar ajuda e tratamento?

Buscar ajuda e tratamento adequado para o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é fundamental para melhorar a qualidade de vida e lidar com os sintomas.

Para isso, é preciso consultar-se com um psicólogo especialista em avaliação psicológica, neuropsicólogo ou médico psiquiatra ao notar sintomas do transtorno.

Atualmente, existem testes que auxiliam encontrar um diagnóstico com maior eficiência.

Estes são escalas confiáveis e fundamentadas nos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5-TR) e que podem ser aplicados apenas por profissionais da área.

Ainda que alguns dos sintomas possam parecer comuns, sentir que eles causam constante prejuízo ou sofrimento é um sinal para buscar ajuda especializada.

Uma vez que o diagnóstico é realizado, uma equipe multidisciplinar pode fornecer o tratamento individualizado e baseado nas necessidades do paciente.

Avaliação diagnóstica

Se há suspeita de TDAH, é importante buscar uma avaliação diagnóstica de um psiquiatra (podendo ter o suporte de um psicólogo).

Um diagnóstico correto ajudará a entender os sintomas e a desenvolver um plano de tratamento adequado.

Tipos de tratamento para TDAH

O tratamento para o TDAH pode incluir uma combinação de terapia comportamental, apoio psicossocial e, em alguns casos, medicação. Conheça as principais opções de tratamento.

1) Terapia comportamental

A terapia comportamental é uma abordagem fundamental no tratamento do TDAH tanto em crianças quanto em adultos.

Ela envolve o trabalho para desenvolver estratégias práticas e habilidades de gerenciamento do TDAH.

Entre as estratégias estão:

  • técnicas de organização e planejamento;
  • estabelecimento de metas;
  • administração do tempo;
  • controle de impulsos.

A terapia comportamental pode ajudar a melhorar a atenção, a concentração e a capacidade de lidar com os desafios do dia a dia.

2) Suporte psicossocial

Além da terapia comportamental, o suporte psicossocial desempenha um papel importante no tratamento do TDAH.

Ter o suporte de familiares, amigos, professores e grupos de apoio pode ajudar os indivíduos com TDAH a enfrentar os desafios relacionados ao transtorno e a se sentirem acolhidos.

3) Medicamentos

Em alguns casos, a medicação pode ser uma opção de tratamento para o TDAH.

Os medicamentos para o TDAH são prescritos por psiquiatras e podem ajudar a reduzir os sintomas, como dificuldade de atenção, hiperatividade e impulsividade.

Esses medicamentos atuam no equilíbrio químico do cérebro, facilitando a regulação dos neurotransmissores que estão relacionados ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

É importante ressaltar que a decisão de usar medicamentos deve ser cuidadosamente avaliada em conjunto com o profissional de saúde responsável, levando em consideração os benefícios e os possíveis efeitos colaterais que a medicação pode causar.

Entre os principais efeitos colaterais estão:

  • cefaleia leve;
  • dificuldade para dormir;
  • falta de apetite;
  • irritabilidade
  • hipertensão;
  • taquicardia.

O tempo de uso desses medicamentos irá depender da evolução de cada caso, por isso é fundamental seguir as orientações médicas adequadamente e manter o acompanhamento.

4) Estratégias de autogerenciamento

As estratégias de autogerenciamento podem ser úteis para indivíduos com TDAH, como a adoção de hábitos e rotinas saudáveis, organização de tarefas, criação de listas de afazeres, definição de prioridades e o estabelecimento de metas realistas.

A prática regular de exercícios físicos, uma alimentação equilibrada, uma higiene adequada do sono e a redução do estresse também podem contribuir para melhorar os sintomas do TDAH.

Conclusão

Como mostrado no post "5 sintomas e sinais do TDAH", essa condição neurobiológica pode trazer impactos tanto na infância quanto na vida adulta.

Os sintomas, como dificuldade de concentração, hiperatividade, impulsividade, desorganização e problemas de memória, podem afetar significativamente a vida diária, acadêmica, profissional e emocional.

Uma vez que os sintomas e sinais surgem, é fundamental buscar ajuda profissional para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado, que pode incluir terapia comportamental, medicação e estratégias de autogerenciamento.

Com o suporte de especialistas e da família, além do desenvolvimento de habilidades de enfrentamento, é possível minimizar os impactos do TDAH e ter uma vida mais equilibrada e produtiva.

28/03/2024   •   há 18 dias


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CRP/PR 29199, Psicologia