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Revisado pelo(a) Dr. Thiago Padilha Gaino, CRM/SP 174702, Clínico Geral / Clínica Médica RQE 118049
Doença complexa que vem crescendo mundialmente, a obesidade tem afetado cada vez mais pessoas, inclusive, jovens.
O sedentarismo e os maus hábitos alimentares estão entre as principais causas da condição, contudo, para combatê-la, é preciso uma abordagem multidisciplinar e acompanhamento constante.
Saiba mais sobre a obesidade: o que é, tipos e tratamento a seguir!
A obesidade é uma doença, do tipo crônica, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal.
Como consequência, tem inúmeros impactos na saúde, qualidade de vida, bem-estar e autoestima.
Com o aumento do consumo de alimentos prejudiciais (como os ultraprocessados), somado ao sedentarismo e estilo de vida pouco saudável, o sobrepeso se tornou mais comum, atingindo até os mais jovens.
Além disso, com a falta de orientação e acompanhamento profissional para tratar o sobrepeso, muitos casos evoluíram para a obesidade, tornando-se uma doença sem cura (apenas controlável).
Em 2024, 56% dos adultos brasileiros estavam com obesidade ou sobrepeso, e no mesmo ano, estimou-se que 130 milhões de adultos brasileiros terão sobrepeso ou obesidade em 20 anos.
Em 2030, estima-se que 68,1% dos adultos terão sobrepeso e obesidade.
Além de todos os malefícios do excesso de gordura corporal, o indivíduo obeso tem maiores chances de ter diabetes, pressão alta e colesterol elevado, entre outros problemas que trazem riscos à saúde.
Além de todos os malefícios do excesso de gordura corporal, o indivíduo obeso tem maiores chances de ter diabetes, pressão alta e colesterol elevado, entre outros problemas que trazem riscos à saúde.
Pessoas que lidam com a doença, caso não busquem ajuda profissional e tratamento, podem ter complicações graves.
Em longo prazo, a obesidade pode não apenas reduzir a expectativa de vida, mas gerar inúmeros desafios: desde lidar com os seus sintomas, até ter restrição de movimentos e desenvolver problemas de saúde mental.
Existem diferentes tipos de obesidade, classificadas com base em critérios como localização da gordura no corpo, e que têm diferentes impactos na qualidade de vida:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Vale salientar que todos os tipos precisam de atenção e cuidados médicos.
Conhecida também como obesidade central ou obesidade visceral, é um tipo de obesidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura na região do abdômen, em torno do tronco.
Ela é frequentemente medida pelo tamanho da circunferência da cintura.
O acúmulo dessa gordura visceral ao redor dos órgãos internos do abdômen é muito preocupante do ponto de vista da saúde.
Isto porque, esta gordura é metabolicamente ativa, podendo liberar substâncias nocivas ao corpo e aumentando o risco de doenças crônicas.
Entre as doenças crônicas mais comuns deste tipo de obesidade, estão a diabetes do tipo 2, doenças cardiovasculares e o câncer.
A obesidade periférica tem como característica principal o acúmulo de gordura nas extremidades do corpo, incluindo quadris, coxas e nádegas.
Ela é mais comum em mulheres, principalmente naquelas em que a circunferência dos quadris é maior do que a da cintura (formato em pêra).
Além da gordura, este tipo de obesidade pode aumentar o risco de osteoartrite e de problemas nas articulações devido ao excesso de peso.
A obesidade homogênea é o tipo de obesidade na qual a gordura é distribuída de forma equilibrada, ou seja, o acúmulo de gordura é uniforme por todo o corpo.
Apesar desta distribuição, ela ainda está associada a diversos riscos para a saúde, principalmente em relação a doenças de origem cardiovascular, diabetes do tipo 2 e outras condições metabólicas.
É importante salientar que os diferentes tipos de obesidade podem se sobrepor e, independente do caso, exigem tratamento e acompanhamento profissional contínuo mesmo quando o paciente atinge o objetivo esperado.
A obesidade pode se manifestar por meio de diferentes sintomas, como:
Para diagnosticar a obesidade, diversos aspectos da saúde do paciente precisam ser avaliados, entre eles, o IMC (índice de massa corporal), composição corporal, problemas relacionados ao ganho de peso, histórico de saúde familiar e sintomas manifestados.
O índice de massa corporal é um tipo de medida que relaciona o peso corporal à altura.
É uma das formas mais utilizadas para classificar o peso em categorias, incluindo peso saudável, sobrepeso e a própria obesidade.
Seu cálculo é feito através da divisão do peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros).
O valor resultante pode ser classificado em diferentes intervalos, que são uma indicação do quadro do paciente:
Vale salientar que o IMC são ferramentas de triagem, e não fornecem uma imagem ou um diagnóstico completo da saúde de uma pessoa.
O IMC não reflete a composição corporal, apenas auxilia o profissional na avaliação da saúde do paciente.
Além do IMC, o médico realiza também uma avaliação clínica completa para identificar a obesidade.
Isto inclui a análise do histórico médico (tanto pessoal quanto familiar), exame físico (pode ser realizada a bioimpedância, exame no qual a composição corporal é avaliada por meio de uma balança), medição da pressão arterial, além da solicitação de exames de sangue e de imagem.
O médico endocrinologista também pode avaliar a alimentação, hábitos da rotina e fatores que possam impactar no quadro clínico do paciente.
O tratamento para a obesidade envolve uma abordagem multidisciplinar, além de mudanças no estilo de vida, dieta, atividade física, terapia comportamental, medicamentos e, em casos específicos, processos cirúrgicos.
As transformações no estilo de vida envolvem diversas alterações em aspectos fundamentais do dia a dia, que são muito importantes para que a obesidade se mantenha sob controle.
Entre algumas das mudanças que podem ser adotadas, estão:
É importante destacar que o tratamento para a obesidade deve ser personalizado e acompanhado por profissionais de saúde especializados, incluindo médicos, nutricionista, psicólogo e preparador físico.
O médico responsável pelo tratamento da obesidade é o endocrinologista. Este profissional é capacitado para diagnosticar e tratar distúrbios hormonais, principalmente aqueles ligados ao ganho de peso.
Contudo, a abordagem do tratamento necessita ser multidisciplinar para ser eficaz, ou seja, precisa envolver profissionais de diferentes frentes.
Além disso, é essencial que o paciente esteja comprometido com o tratamento e busque seguir as orientações indicadas pelos profissionais, uma vez que a doença exige mudanças em diversos aspectos da vida.
Como visto no post "Obesidade: o que é, tipos e tratamento", esta é uma condição de saúde complexa que necessita de uma abordagem multidisciplinar para tratamento e prevenção.
A obesidade, resultante principalmente de hábitos de vida e alimentares pouco saudáveis, é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, tendo impacto tanto na saúde física, quanto na saúde mental.
Com o desenvolvimento de tratamento multidisciplinar personalizado, é possível recuperar a saúde, qualidade de vida e reduzir significativamente os impactos da doença.