Muita gente imagina que a função do dermatologista é apenas indicar os melhores cuidados com a pele do rosto e do corpo em uma rotina de beleza.
Embora esse médico realmente esteja habilitado a sugerir os melhores cremes de prevenção e tratamento para esses casos, suas funções vão muito além da parte estética – que não deixa de ser importante.
Na verdade, a dermatologia é uma área bastante ampla da medicina. Além dos cuidados com a beleza, as atribuições do dermatologista incluem prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, realização de procedimentos minimamente invasivos e diversos tipos de cirurgias.
Saiba mais sobre o que faz um dermatologista e quando procurar esse especialista.
O dermatologista é o médico que se especializou na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças e condições que afetam a pele, o cabelo, as unhas e as mucosas, totalizando mais de 3 mil problemas diferentes.
A consulta com dermatologista é indicada para pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos, que apresentem algum tipo de alteração nesses tecidos, sejam elas de origem estética, alérgica, infecciosa, autoimune etc.

Vale lembrar que feridas nas mucosas também estão no campo de atuação do dermatologista, por isso esse especialista pode ser procurado para o tratamento de lesões nos lábios, na parte interna das bochechas, nas gengivas, na língua e na região genital, incluindo infecções sexualmente transmissíveis.
Qualquer alteração na pele e seus anexos (cabelos, unhas e mucosas) é motivo para buscar a orientação de um dermatologista. Conheça os principais exemplos que levam as pessoas a procurar uma clínica de dermatologia:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A dermatologia cosmiátrica é a área que se dedica aos tratamentos que podem ajudar a preservar a beleza da pele e promover o seu rejuvenescimento.

Dessa forma, o dermatologista é o profissional mais capacitado para:
Embora algumas pessoas ainda pensem que as unhas têm função meramente estética, o fato é que elas são tão importantes quanto a pele em si, além de serem excelentes indicadores das nossas condições de saúde.
Unhas fracas e quebradiças, por exemplo, podem indicar tanto problemas locais, como micoses, irritações ou alergias a alguma substância ou objeto de uso diário, quanto problemas do organismo como um todo, incluindo anemia, psoríase e alterações na tireoide.
Além disso, o surgimento de manchas e as mudanças na cor e no formato das unhas podem ser resultado de condições mais sérias, como diabetes, problemas respiratórios, doenças cardíacas e até mesmo melanomas (tipo de câncer muito agressivo).
O câncer de pele é a neoplasia mais comum no Brasil. Ele corresponde a 33% de todos os casos registrados no país, o que equivale a 180 mil novos diagnósticos todos os anos.
O tipo mais frequente é o câncer de pele não melanoma, que atinge 97% dos pacientes. Sua taxa de letalidade felizmente é baixa, mas ele pode causar deformações importantes.
Já o câncer de pele do tipo melanoma, que corresponde aos outros 3%, é muito mais agressivo: além de ter um alto risco de metástase (quando o tumor se espalha para outros órgãos), ele não responde muito bem ao tratamento, podendo levar à morte com uma frequência mais elevada.

Evitar a exposição ao sol nos horários de pico e seguir cuidados como o uso de protetor solar e barreiras físicas (chapéus, óculos escuros, roupas de mangas compridas, barracas etc.) são medidas importantíssimas de prevenção, mas a consulta com o dermatologista também é essencial.
Além de ser o profissional mais capacitado para reconhecer pintas e manchas com características suspeitas, o dermatologista pode solicitar exames para identificar lesões invisíveis a olho nu.
Havendo a confirmação do diagnóstico, esse especialista pode indicar e manejar o tratamento mais recomendado para o paciente, incluindo tanto procedimentos para a cura quanto aqueles para a correção imediata de eventuais deformações.
Esse médico realiza as chamadas cirurgias dermatológicas, que são aquelas realizadas na pele ou no tecido subcutâneo (logo abaixo da pele). Elas podem ter objetivo estético, diagnóstico, reparador ou terapêutico e incluem procedimentos como:
Muitas vezes, os pacientes só procuram uma clínica de dermatologia quando o problema está em fase avançada, o que limita as opções e a eficácia do tratamento. Portanto, se você observar qualquer alteração na pele e seus anexos, não hesite em buscar orientação profissional.