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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Muito frequente em mulheres, a infecção urinária é causada por uma bactéria que se prolifera e afeta o trato urinário. Contudo, os homens também não estão livres desse problema.
Com alguns cuidados e pequenas mudanças de hábitos, é possível evitar esse tipo de problema de saúde.
Saiba mais sobre infecção urinária: o que é, causas, sintomas e tratamentos a seguir!
É chamada de infecção urinária qualquer infecção por microrganismos que acomete o trato urinário, ou seja, rins, ureteres, bexiga e uretra.
Principalmente entre as mulheres, a infecção do trato urinário (ITU) é um dos tipos da doença mais recorrentes.
Ela ocorre quando bactérias presentes no organismo se proliferam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no canal da urina até chegar à bexiga, desencadeando uma infecção.
A infecção urinária pode ser dividida basicamente em três tipos, sendo a diferença entre elas, a região acometida:
Cistite - causada pela bactéria Escherichia coli, é responsável por mais de 90% dos casos de infecção urinária. Muito comum entre as mulheres, pode acometer homens com mais de 50 anos devido ao crescimento da próstata e a retenção de urina na bexiga;
Uretrite - causada por bactérias ou vírus, é a inflamação do tubo que transporta a urina da bexiga para fora do corpo, causando inchaço e irritação da uretra;
Pielonefrite - considerada a forma mais perigosa da doença, a pielonefrite acontece quando bactérias presentes no trato urinário sobem pelos ureteres e chegam aos rins, provocando inflamação.
É importante lembrar que toda infecção urinária demanda cuidados. Por isso, é recomendado procurar ajuda médica ao menor sinal de incômodo.
Dependendo do tipo, a infecção urinária pode se manifestar de diversas formas.
Contudo, existem alguns sintomas bem comuns que indicam a infecção, como:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Geralmente, a infecção urinária é causada por bactérias do intestino que chegam ao sistema urinário, ou também por fungos.
Todavia, existem alguns fatores que podem desencadear o problema, como:
Beber pouca água - quando o organismo não produz urina suficiente, os microrganismos que seriam eliminados pelo xixi permanecem subindo até à bexiga, podendo causar a infecção;
Não higienizar corretamente a região íntima - para evitar a contaminação por bactérias presentes nas fezes, ao limpar a região íntima é recomendado passar o papel higiênico da frente para trás;
Segurar o xixi por longos períodos - segurar o xixi impede o processo de limpeza natural do organismo, o que facilita o desenvolvimento de bactérias;
Baixa imunidade - as defesas naturais do organismo, quando estão fracas, não conseguem combater as bactérias que causam as infecções;
Menopausa - durante essa fase, a queda do hormônio estrogênio altera a flora vaginal, facilitando a entrada e proliferação das bactérias;
Diabetes - quando não controlada, a grande quantidade de açúcar no sangue relacionada à diabetes favorece a proliferação de microrganismos.
Além disso, na relação sexual, a fricção que ocorre durante o ato pode levar as bactérias à uretra e facilitar a sua migração da região externa para a bexiga.
Por esse motivo, muitas mulheres relatam o início da infecção urinária após a relação sexual.
Geralmente, o diagnóstico de uma infecção urinária é realizado com base nas queixas do paciente.
Contudo, para um tratamento específico do problema, o médico pode solicitar a realização de alguns exames:
Exame de urina - este é o exame mais adotado para identificar a infecção. Se o resultado for superior a 100 mil bactérias por mililitro, é diagnosticada a infecção urinária;
Urocultura - é realizado para diagnosticar o tipo de bactéria, o número de colônias formadas pela mesma e a lista de antibióticos sensíveis e resistentes;
Ultrassonografia ou outro exame de imagem - realizado para detectar quais partes do sistema urinário apresentam a infecção e se existe alguma complicação.
Em relação ao tratamento da infecção urinária, em alguns casos, o próprio organismo consegue eliminar as bactérias.
Contudo, quando a infecção urinária é persistente, o tratamento é realizado com o uso de antibióticos para combater a proliferação das bactérias e também de analgésicos para aliviar os sintomas durante os primeiros dias.
O uso de antibióticos deve ser feito somente com prescrição médica. Entre os antibióticos mais utilizados no combate à infecção urinária estão:
Para que o tratamento com antibióticos seja um sucesso, o medicamento deve ser tomado de acordo com a quantidade de dias e orientação médica, uma vez que, quando não são completamente eliminadas, as bactérias podem causar uma nova infecção urinária.
Também receitado pelo médico, o analgésico anestesia a bexiga e a uretra, aliviando sintomas como dor ao urinar ou queimação.
Entre os analgésicos mais utilizados no combate a infecção urinária estão, por exemplo:
Com alguns cuidados e pequenas mudanças de hábitos, é possível evitar a infecção urinária:
Tanto no caso de uma infecção urinária em mulheres quanto em homens, o urologista é o especialista que cuida do aparelho urinário, que corresponde a rins, ureteres, bexiga e uretra.
Porém, também é possível consultar-se com um clínico geral ou ginecologista para diagnóstico e tratamento.
A infecção urinária de repetição ou recorrente ocorre quando o paciente apresenta dois ou mais episódios de infecção em um período de seis meses, ou três ou mais episódios dentro de um ano.
Muito comum entre as mulheres, não costuma estar relacionada a nenhum problema anatômico do trato urinário.
Geralmente, mulheres que possuem infecção urinária recorrente apresentam a região periuretral mais suscetível à colonização por enterobactérias intestinais, principalmente a Escherichia coli.
Entre os fatores de risco para infecção urinária recorrente estão:
A infecção urinária é um problema que atinge uma parcela das gestantes.
Geralmente ocorre porque os hormônios da gestação afrouxam os músculos do ureter, diminuindo o fluxo de urina dos rins para a bexiga. O mesmo acontece à medida que o útero cresce.
Entre os sintomas da infecção urinária na gestação estão:
Ao perceber qualquer sintoma, o recomendado é que a gestante procure o obstetra pois, caso não seja tratada adequadamente, a infecção urinária pode acometer os rins, causar parto prematuro, hipertensão arterial e até aborto, por exemplo.
Embora seja mais comum em adultos, a infecção urinária pode ocorrer em qualquer idade, até mesmo em bebês.
Nesses casos, precisa de cuidados redobrados, pois pode ser o primeiro sinal de uma malformação congênita da via urinária.
Essas malformações interferem no esvaziamento da via urinária e provocam o acúmulo de urina, o que facilita a proliferação de bactérias e, consequentemente, o risco de uma infecção urinária.
Crianças menores de 2 anos geralmente apresentam sintomas como:
Já crianças mais velhas e adolescentes apresentam queixas mais localizadas, como:
Perceber a presença de sangue na urina (hematúria) não é normal e exige cuidado.
Essa alteração pode indicar a presença de algum tipo de doença ou inflamação como, por exemplo, a infecção urinária.
Contudo, existem outras doenças que também podem causar a hematúria, como:
Ao perceber qualquer sinal de sangue na urina, o recomendado é agendar uma consulta com urologista, clínico geral ou ginecologista para obter o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.
Como visto no post “Infecção urinária: o que é, causas, sintomas e tratamentos”, embora seja um problema bastante comum, a infecção urinária pode causar diversos sintomas.
A consulta com um médico é essencial para evitar o agravamento da infecção e reduzir os sintomas, uma vez que é realizado o diagnóstico e tratamento de acordo com o quadro clínico do paciente.
Por isso, ao suspeitar do desenvolvimento da infecção urinária, é indicado buscar atendimento médico.