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Revisado pelo(a) Ana Laura Sanches Pandori, CRM/SP 217553
Acessar espaços em clubes, por exemplo, pode ser um verdadeiro desafio se não há a autorização ou a possibilidade de realizar o exame médico para usar piscinas.
Embora o exame exigido para fazer uso de locais como clubes, resorts, parque aquáticos, termas, academias e até mesmo condomínios possa parecer desnecessário, na verdade, é um procedimento crucial para garantir a qualidade da água e preservar a saúde de todos os banhistas, principalmente das crianças.
Você quer saber mais sobre o exame dermatológico para piscina: como é feito e a sua importância? Confira o conteúdo a seguir!
Mais do que recreação e lazer, a piscina é um excelente local para a prática de atividades físicas para todas as idades, seja durante a aula de natação ou de hidroginástica.
Porém, apesar de seus benefícios, a utilização das piscinas exige alguns cuidados, pois elas podem ser um meio muito propício para a transmissão de doenças, especialmente infecções causadas por fungos (como as micoses), bactérias e vírus.
Embora a aplicação de cloro na higienização da piscina ajude a eliminar esses microrganismos e a reduzir o risco de contágio, a transmissão ainda pode acontecer em lugares que estão continuamente úmidos, como vestiários, duchas, chuveiros e lava-pés.
Assim, além de realizar o tratamento da água, é dever dos clubes e de outros locais responsáveis pela manutenção de piscinas adotar medidas como exigir um exame médico de todos os seus frequentadores (incluindo banhistas e empregados), de modo a evitar o acesso de pessoas com doenças de pele contagiosas e prevenir a disseminação dessas infecções.
O exame trata-se de uma avaliação dermatológica simples, mas fundamental para preservar a integridade dos banhistas.
A sua realização é indolor e deve ser feita por um médico especialista, o que possibilita que manchas e/ou outras alterações possam ser identificadas a olho nu.
De acordo com o Conselho Federal de Medicina, embora a recomendação seja de realizar o exame a cada três meses em pessoas com a saúde em dia, é possível haver variações de acordo com o regulamento do administrador da piscina correspondente.
Muitas vezes, os clubes e complexos aquáticos oferecem esse serviço no próprio local. Nesse caso, ele sempre deve ser realizado em uma sala que ofereça as mesmas condições do consultório, incluindo:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Para que o médico possa realizar o exame, os frequentadores devem ser orientados a comparecer utilizando trajes de banho e sem maquiagem ou esmalte.
O procedimento objetiva encontrar lesões que indiquem uma micose ou outro tipo de infecção, sendo necessária a inspeção de mãos, pés, unhas, espaços entre os dedos, orelhas, axilas, virilhas e tronco, por exemplo.
Para diferenciar uma doença contagiosa de sinais inofensivos na pele, o médico considera a presença de manchas, cicatrizes, nódulos ou placas, e avalia características como cor, textura, formato e distribuição pelo corpo.
Caso seja identificada uma infecção, como micose de unha e de pés (frieira), candidíase inguinal (nas virilhas), foliculite e impetigo, entre outras, o paciente não obterá a permissão para utilizar a piscina, devendo ser encaminhado para o tratamento adequado.
Existem alguns cuidados que podem ser seguidos para reduzir o risco de contrair uma doença infecciosa em piscinas e aproveitar o verão com muita saúde. Conheça os principais:
Além dessas dicas, é essencial fazer o acompanhamento da saúde com um profissional como o dermatologista para se preparar para o verão e prevenir possíveis problemas.
Como mostrado no post "Exame dermatológico para piscina: como é feito?", para manter a saúde, principalmente no lazer durante períodos quentes, é preciso tomar alguns cuidados.
Antes de usar locais como piscinas e outros espaços compartilhados como este, é essencial obter a autorização de um médico.
Assim, não só quem se diverte, mas todos em volta podem aproveitar os momentos com tranquilidade.
Inclusive, também é recomendado consultar-se com o clínico geral ou dermatologista ao notar qualquer sinal ou sintoma de doenças dermatológicas, como manchas, descamações e coceiras.
Fonte(s): BBC.