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Revisado pelo(a) Sra. Dulce Maria B. Santos, CRN/RJ 23103349
Você já se perguntou como os probióticos e os prebióticos podem transformar a sua saúde intestinal?
Estes dois componentes têm ganhado destaque na área da saúde do intestino, pois podem contribuir para a manutenção da homeostase da microbiota intestinal e promover benefícios para a saúde.
No entanto, é importante entender as suas características e os seus mecanismos de ação para aproveitar os seus benefícios.
Neste artigo, saiba mais sobre a diferença entre probiótico e prebiótico, seus benefícios e como incorporá-los na dieta.
Para entender as diferenças entre os probióticos e prebióticos, é preciso conhecer suas principais características e importância para o intestino.
Os prebióticos são componentes que não são digeridos pelo organismo e que servem como alimento para as bactérias benéficas que habitam o intestino.
Eles ajudam a estimular o crescimento desses microrganismos, contribuindo para o equilíbrio da microbiota intestinal.
Além de serem encontrados em uma variedade de alimentos, também podem ser consumidos na forma de suplementação.
O consumo de prebióticos oferece uma série de benefícios significativos, como:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios para a saúde do hospedeiro.
Microrganismos benéficos, como os dos grupos Lactobacillus e Bifidobacterium, são encontrados em produtos como leites fermentados, bebidas probióticas e iogurtes.
Os probióticos oferecem uma série de benefícios para o organismo, como:
A ingestão regular de prebióticos e probióticos pode contribuir para a manutenção da saúde do intestino e prevenir diversas doenças, como os tumores colorretais.
Além disso, os probióticos podem auxiliar na redução da incidência e na intensidade da diarreia induzida por quimioterapia e radioterapia, além de aliviar a diarreia associada ao uso de antibióticos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Aparelho Digestivo (SBCAD) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), os probióticos podem contribuir para a redução do risco de complicações pós-operatórias e ajudar a reduzir o tempo de internação em pacientes que passaram por cirurgia intestinal.
É importante ressaltar, no entanto, que pacientes com imunidade comprometida devem evitar o uso de probióticos, optando apenas pelos prebióticos, devido aos possíveis impactos de seu consumo no organismo.
Independente do quadro clínico, é preciso consultar um profissional de saúde, como o nutricionista, nutrólogo ou gastroenterologista, antes de iniciar o consumo de probióticos e prebióticos, uma vez que cada pessoa possui necessidades específicas.
Para garantir um intestino saudável, é importante adicionar na dieta alimentos ricos em probióticos e prebióticos.
De acordo com a Academia Brasileira de Nutrição, os probióticos podem ser encontrados em alimentos como:
Além disso, quando necessário, os probióticos também podem ser consumidos na forma de suplementos alimentares, especialmente sob orientação de um nutricionista.
Já os prebióticos estão presentes em alimentos como:
Algumas bebidas e alimentos industrializados também podem conter fibras prebióticas adicionadas, como iogurtes, pães, biscoitos e bebidas.
As fibras, além de ajudarem a manter a flora intestinal equilibrada, contribuem para a redução do risco de doenças crônicas e metabólicas, como problemas cardíacos, diabetes tipo 2 e câncer de intestino.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de 25 a 30 gramas de fibras para adultos.
Para atingir essa quantidade, é importante incluir fontes de fibras em todas as refeições principais.
Embora os prebióticos e probióticos devam ser incorporados em uma alimentação saudável e equilibrada, sua suplementação pode ser considerada em várias situações específicas, além de casos de distúrbios intestinais, como diarreia ou constipação.
Pessoas que sofrem de distúrbios intestinais, como síndrome do intestino irritável (SII), colite ulcerativa ou doença inflamatória intestinal, podem se beneficiar da suplementação de ambos.
Esses suplementos podem ajudar a restaurar o equilíbrio da flora intestinal e a aliviar os sintomas associados a essas condições.
O uso de suplementação de prebióticos e probióticos também pode ser considerado após tratamentos com antibióticos.
Esses, por sua vez, podem destruir tanto as bactérias nocivas quanto as benéficas no intestino, levando a um desequilíbrio na flora intestinal.
Assim, a suplementação com probióticos pode ajudar a restabelecer a microbiota do intestino e prevenir infecções secundárias.
Durante e após doenças gastrointestinais, como gastroenterite viral ou bacteriana, a suplementação com probióticos pode ajudar a reduzir a gravidade e a duração dos sintomas, acelerando a recuperação.
Outra indicação da suplementação é em situações de estresse físico ou emocional, além de mudanças na dieta, que podem afetar a saúde do intestino.
Nesses casos, suplementar pode ajudar a manter a flora intestinal equilibrada, prevenindo doenças e problemas gastrointestinais.
Os probióticos são microrganismos vivos que beneficiam o hospedeiro, enquanto os prebióticos são fibras não digeríveis que atuam como alimento para as bactérias benéficas no intestino.
Probióticos podem ser encontrados em produtos fermentados como iogurte, kefir e chucrute, enquanto prebióticos estão presentes em alimentos ricos em fibras solúveis, como banana, cebola e alcachofra de Jerusalém.
Os benefícios incluem fortalecimento da barreira intestinal, equilíbrio da flora intestinal, suporte ao sistema imunológico, melhoria do funcionamento intestinal, redução do risco de desequilíbrios intestinais e suporte à saúde mental.
Os benefícios incluem modulação da microbiota intestinal, estímulo ao crescimento de bactérias benéficas, apoio ao sistema imune, redução do tempo de trânsito intestinal, regulação do açúcar no sangue e auxílio no tratamento de distúrbios intestinais.
A suplementação pode ser considerada em casos de distúrbios intestinais, após tratamentos com antibióticos, durante e após doenças gastrointestinais, em situações de estresse físico ou emocional, e para indivíduos com intolerâncias alimentares ou restrições dietéticas.
Pessoas com imunidade comprometida devem evitar o uso de probióticos, optando apenas pelos prebióticos.
Antes de iniciar o consumo, é indicado consultar um profissional de saúde para indicação de acordo com as necessidades individuais.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de 25 a 30 gramas de fibras, seja para mulheres ou homens.
Conforme visto no post "Diferença entre probiótico e prebiótico", eles desempenham papéis essenciais na manutenção da saúde do intestino e na promoção do bem-estar geral.
Investindo na saúde do seu intestino, incluindo alimentos ricos em probióticos e prebióticos na dieta e adotando hábitos de vida saudáveis, é possível garantir um intestino saudável e prevenir doenças.
Além disso, é importante destacar que a escolha de alimentos ricos nestes componentes deve ser feita com base em critérios de qualidade e segurança, como a presença de certificações e a conformidade com as regulamentações vigentes.
Comece agora e cultive um bem-estar geral!
Fonte(s):
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 24, de 15 de junho de 2015. Dispõe sobre o registro de alimentos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, 16 jun. 2015.
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