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Adolescência do bebê: a crise dos dois anos é mito ou verdade?

De repente, aquela criança tranquila, cheia de sorrisos e que acatava todos os seus pedidos parece ter virado do avesso e começa a se jogar no chão e gritar por […]

De repente, aquela criança tranquila, cheia de sorrisos e que acatava todos os seus pedidos parece ter virado do avesso e começa a se jogar no chão e gritar por qualquer coisa: essa é a chamada adolescência do bebê, uma fase que deixa pais e mães de cabelo em pé.

Sim, essa etapa realmente existe e pode ser muito desafiadora. Apesar disso, trata-se de uma fase normal e passageira no desenvolvimento infantil, e a melhor forma de lidar com ela é munir-se de muita calma e informação.

O que é a adolescência do bebê?

A adolescência do bebê é a fase em que o pequeno passa por uma mudança de comportamento e parece agir em constante oposição aos pais, recusando-se a atender qualquer pedido. Para piorar, a criança pode ter um ataque de agressividade mesmo que não haja um motivo aparente.

Essa fase costuma acontecer entre os 18 meses e os três anos de idade, manifestando-se de forma mais intensa por volta dos dois anos – tanto que, em inglês, esse período é conhecido como “terrible two”.

Nessa etapa, os pequenos costumam apresentar comportamentos que tiram qualquer um do sério, por exemplo:

  • Tudo é “não”: não importa se você está oferecendo comida, falando que está na hora de tomar banho ou pedindo que a criança vista suas roupas, pois a resposta será invariavelmente um “não”;
  • “Eu quero”: além das recusas, os pequenos também passam a tentar impor suas vontades veementemente. Por isso, é comum ouvir um festival de “eu quero”, mesmo que seja algo como “eu quero enfiar meu dedo na tomada”;
  • Gritar, chorar e se jogar no chão: o bebê pode abrir o berreiro e espernear por qualquer motivo. São clássicas as cenas de crianças se debatendo aos berros no chão de supermercados e shopping centers;
  • Agressividade: ao não ter seus desejos atendidos, as crianças podem ter atitudes como morder ou dar tapas em seus pais e amigos ou mesmo de machucar a si mesmas (batendo a cabeça no chão, por exemplo).

Ao mesmo tempo, a adolescência do bebê também é um período de intenso desenvolvimento cognitivo no qual a criança faz progressos rápidos e significativos em áreas como fala, exploração do ambiente e organização do raciocínio. Ou seja: tem muita coisa acontecendo, e os pequenos não conseguem lidar muito bem com isso.

Por que acontece a crise dos dois anos?

Embora nem todas as crianças apresentem mudanças tão bruscas de comportamento, o terrible two pode acontecer com todas elas, pois essa é uma consequência natural do desenvolvimento.

A adolescência do bebê ocorre porque ele percebe que é um indivíduo à parte, com preferências e opiniões próprias. Isso cria uma necessidade interna de existir e se expressar de modo independente aos pais.

Porém, como a criança ainda não tem maturidade para compreender os próprios desejos, tomar decisões e manifestar seus sentimentos, a frustração e a irritação tomam conta, provocando os famosos ataques de birra e rebeldia.

Dicas de como lidar com a adolescência do bebê

O convívio com uma criança em plena crise dos dois anos é exaustivo para qualquer pai ou mãe. No entanto, é preciso entender que, por mais conflitante que isso pareça, ela não está sendo malcriada ou gritando desesperadamente com o intuito de desagradar seus pais.

Ao ter isso sempre em mente, torna-se um pouco mais fácil manter a calma diante dos acessos de rebeldia e agir de uma forma construtiva. Confira algumas dicas:

  • 1. Controle-se e não bata na criança: pode parecer impossível não se irritar quando seu filho está se debatendo no chão do mercado, mas reagir com agressividade não vai ajudar. Por isso, qualquer tipo de punição física como palmadas e puxões de orelha deve ser descartado;
  • 2. Não se deixe manipular: embora atender as vontades da criança possa fazer com que a crise passe, ceder às suas imposições vai ensiná-la que é possível conseguir tudo o que ela deseja por meio de gritos e desobediência, reforçando esse comportamento;
  • 3. Tente desviar a atenção da criança: quando a birra começa, experimente mostrar ao pequeno um objeto diferente ou falar sobre outro assunto no intuito de mudar o foco da situação. Se isso não funcionar, porém, a melhor atitude pode ser ignorar o ataque;
  • 4. Aguarde o fim da crise de birra para conversar: a criança não vai assimilar uma bronca no meio de um ataque, pois ela está no ápice da irritação. Então, em vez de passar um sermão, avise-a de que você só vai conversar quando ela se acalmar. Caso ela esteja batendo em alguém, contenha-a imediatamente, mas só converse depois;
  • 5. Garanta que você será compreendido: quando seu filho estiver mais tranquilo, abaixe-se na altura dele e explique que você entende que ele está sentindo raiva, mas que mesmo assim aquele comportamento é inaceitável;
  • 6. Evite repreender seu filho diante de outras pessoas: dar uma bronca em público vai atrair ainda mais olhares, aumentando o constrangimento para você e seu filho. Por isso, leve-o para um local mais discreto antes de repreendê-lo;
  • 7. Defina e comunique as consequências: na conversa, deixe claro que haverá consequências se a criança repetir tal comportamento, especificando quais são elas. É crucial definir punições factíveis e próximas temporalmente, como voltar para casa antes do previsto ou não brincar mais no parquinho naquele dia. Não caia no erro de ameaçar e não cumprir;
  • 8. Saia de perto ou tire a criança de cena: lembre-se de que é necessário ter alguém assistindo para que o escândalo funcione. Por isso, se a criança está se debatendo em casa ou em um local minimamente seguro, apoie a cabeça dela com uma almofada e saia de perto. Em lugares públicos, tire-a de cena e leve-a para um ambiente mais tranquilo. Em ambos os casos, demonstre tranquilidade e não converse com o pequeno antes de ele se acalmar.

Embora seja recomendável ignorar as crises de birra, é preciso se atentar a comportamentos como bater na própria cabeça, puxar os cabelos, se beliscar ou se arranhar quando eles acontecem de forma cotidiana.

Nesse caso, é importante buscar ajuda de um médico pediatra ou de um psicólogo especializado em crianças, ambos disponíveis pelo MEDPREV.

A adolescência do bebê e suas crises são normais, mas a autoagressão pode indicar problemas emocionais ou outra situação atípica, e é fundamental saber distinguir entre as causas da mudança de comportamento.

Fonte(s): Abril BebêIG SaúdeLeiturinha e Guia do Bebê

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