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    Como tratar queimadura de água-viva

    30/01/2026 • Tempo de leitura 4 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    Você sabia que as águas-vivas não causam queimaduras reais e que não é recomendável passar urina sobre o ferimento? Apesar de essas crenças populares serem mitos, a lesão continua necessitando de cuidados, por isso é preciso saber como tratar queimadura de água-viva corretamente.

    Embora o contato com essa criatura marinha cause muita dor, ardência e vermelhidão, que realmente são sintomas de queimadura, na verdade a lesão acontece pelo envenenamento provocado pelas toxinas da água-viva.

    Também conhecido como medusa, esse animal que habita os oceanos tem células especiais chamadas cnidócitos. Localizados nos tentáculos, os cnidócitos contêm estruturas semelhantes a agulhas, onde é armazenado o veneno que o animal usa como defesa.

    Como o contato é entendido como uma ameaça pela água-viva, ela dispara essas “agulhas” contra a pele em alta velocidade. Logo em seguida, essas estruturas se rompem e liberam as toxinas que causam o ferimento semelhante a uma queimadura.

    Como tratar queimadura de água-viva

    Se você for atingido por uma água-viva ou sentir uma dor repentina enquanto estiver no mar, a primeira atitude deve ser sair da água para evitar novos ferimentos.

    Além disso, embora a maior parte dos acidentes se restrinja à lesão local, algumas pessoas podem desenvolver reações alérgicas perigosas, levando ao edema de glote (bloqueio da garganta) e ao choque anafilático. Essas complicações já são bastante graves sozinhas e ainda podem causar o afogamento da vítima.

    Assim que sair da água, siga estas medidas para aliviar a queimadura de água-viva:

    1. A água do mar é o primeiro remédio

    Já em terra firme, o mar volta a ser amigo. Assim, o primeiro cuidado é lavar a região com água do mar ou soro fisiológico, se disponível, para remover os tentáculos e aliviar a dor. Lembre-se de não esfregar a região, pois isso pode romper as estruturas que liberam veneno.

    2. Jamais lave com água doce

    Não lave o ferimento com água mineral ou da torneira, pois a água doce provoca um efeito de osmose e estimula a liberação das toxinas pelas células do animal, o que vai agravar a lesão e a queimação. A água doce só pode ser aplicada depois que todos os tentáculos foram removidos.

    3. Nada de fazer xixi sobre o ferimento

    Diferente do que se costuma acreditar, não é recomendável passar urina, sabonete, álcool e limão no local afetado, pois eles podem agravar a irritação e levar a consequências ainda piores.

    4. Remova os tentáculos de forma segura

    Os tentáculos da água-viva não penetram na pele, mas podem ficar grudados em sua superfície. Assim, depois de lavar a região com água do mar, proteja a mão com um papel ou utilize um objeto como um cartão de crédito ou palito de picolé para removê-los.

    5. O vinagre é de grande ajuda

    Depois dos primeiros cuidados, faça uma compressa com vinagre na região afetada por 30 minutos. Essa substância contribui para neutralizar as toxinas, reduzindo a intensidade da reação.

    6. Proteja a região do sol

    A área afetada pela água-viva ficará sensibilizada até a cicatrização completa, de modo que a exposição ao sol pode agravar a lesão e levar à formação de bolhas. Dessa maneira, recomenda-se o uso de protetor solar com FPS 30 ou superior, além de cobrir a região com roupas leves.

    Quando procurar atendimento médico

    Em geral, ferimentos causados por água-viva são lesões restritas ao local afetado e não oferecem complicações. Contudo, algumas pessoas podem ser mais sensíveis às toxinas ou o animal em questão pode ser de uma espécie mais perigosa, o que requer uma avaliação médica.

    Caso a pessoa atingida seja uma criança pequena, tenha tendência a alergias ou apresente vômitos ou dificuldades respiratórias depois da lesão, recomenda-se procurar o pronto-socorro imediatamente.

    Além disso, se os sintomas persistirem por mais de um dia ou houver a formação de bolhas, é necessário se consultar com o dermatologista para que ele prescreva o tratamento necessário, que costuma incluir medicamentos tópicos e orais como anti-histamínicos, corticóides e antibióticos. Procure o MEDPREV mais próximo e agende sua consulta.

    Fonte(s): SBD, Gazeta do Povo e Super Interessante

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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