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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Serafini Breda, CRM/RS 57350
Segundo dados oficiais da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 24/03/2023, 9,3% da população do Brasil apresentava ansiedade. Mas o problema, que prejudica a saúde mental e física, tem tratamento e quem sofre com ele pode recuperar sua qualidade de vida.
É provável que todas as pessoas tenham sentido ansiedade ao longo de suas vidas, mesmo que em diferentes intensidades.
Os motivos para essa condição podem ser os mais variados: desde o resultado de uma prova até a necessidade de falar em público.
Contudo, quando os sintomas da ansiedade se manifestam de forma mais intensa, causando medo ou preocupação extrema em situações de rotina (inclusive comprometendo a saúde física e emocional), a ansiedade pode ser considerada uma doença.
Saiba mais sobre a ansiedade: o que é, causas, sintomas e tratamento a seguir!
A princípio, a ansiedade é um sintoma natural e uma resposta do corpo às preocupações do dia a dia. Contudo, ela se torna um problema quando essa preocupação é exagerada ou frequente em relação a situações rotineiras.
Já a ansiedade crônica ou generalizada (TAG), quando se torna um transtorno, pode aumentar os níveis de tensão e estresse, causando problemas de saúde mental e prejudicando o dia a dia do indivíduo.
Sem tratamento adequado, essa condição pode dificultar e até impossibilitar o convívio social, a execução de atividades na vida profissional e a construção de relacionamentos, principalmente em casos em que há crises de ansiedade constantemente.
Existem diversos tipos de transtornos de ansiedade, conforme ela se manifesta.
Os profissionais responsáveis pelo tratamento do problema, como os psiquiatras, podem diferenciar um quadro crônico de um passageiro, além de diagnosticar o transtorno do paciente.
Confira, a seguir, alguns dos tipos mais comuns de transtorno de ansiedade.
No transtorno de ansiedade generalizada (TAG), a preocupação do paciente torna-se excessiva, causando diversos sintomas que afetam a qualidade de vida. Entre eles, estão:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Além de ser difícil controlar seus efeitos no corpo, o TAG pode trazer prejuízos não só à pessoa que sofre com o distúrbio, mas também à família e colegas de trabalho, porque a convivência com os sintomas pode ser desafiadora.
O transtorno do pânico, também conhecido como síndrome do pânico, tem como principal característica o desenvolvimento da ansiedade aguda.
As crises de pânico podem ocorrer repentinamente e durar alguns minutos, causando um desconforto intenso.
Nesses momentos, é muito comum sintomas como:
Todos esses sintomas são muito intensos, por isso, quem lida com crises de pânico passa por sofrimento psíquico devido ao medo de passar por novos ataques.
Essas sensações são provocadas pela liberação de adrenalina pelo organismo, que leva à reação de lutar ou fugir.
Porém, essa reação surge diante de algo que não é ameaçador, de modo que a pessoa sente medo sem saber o porquê.
Apesar disso, as causas da síndrome do pânico são variadas, e podem estar relacionadas tanto com acontecimentos impactantes, como a morte de um ente querido ou um assalto, até a exposição ao estresse diário, como conflitos no trabalho, por exemplo.
Ainda, muitas vezes, nenhum gatilho claro é identificado, mesmo com a ajuda de profissionais de saúde mental.
Muitas vezes, pacientes que estão passando por uma crise confundem seus sintomas com um infarto, o que pode levá-los a procurar ajuda emergencial.
Nesses casos, é essencial buscar atendimento médico para descarte de condições relacionadas a outros problemas de saúde, como os problemas cardíacos, e também para receber o tratamento adequado para seu quadro, trazendo grande melhoria para a qualidade de vida.
As fobias são caracterizadas pelo despertar de medo, ansiedade e sensações que levam a pessoa a acreditar que há um perigo constante relacionado a uma situação, objeto ou elemento.
Enquanto o medo em si é uma resposta natural do organismo diante de situações estressantes, que serve como um alerta para redobrar os cuidados quando elas acontecerem, a fobia não tem uma razão.
Geralmente, as fobias estão relacionadas a experiências que foram marcantes na vida do paciente. Mas elas também podem ser associadas à hereditariedade.
Seus sintomas são parecidos com os de uma crise de ansiedade comum e incluem enjoo, sudorese e batimentos acelerados.
Nesses casos, ao se deparar com objeto ou situação que causa a fobia, também pode haver desmaios devido ao susto.
O nome das fobias muda conforme o tipo de medo como, por exemplo, medo de altura, avião, elevador, aranha e multidões.
Muitas pessoas têm uma ansiedade intensa relacionada ao medo de altura, também chamado de acrofobia (fobia de altura).
Quem convive com essa fobia evita qualquer local alto porque sente os sintomas de uma crise de ansiedade, além de desequilíbrio ou vertigem.
Dessa forma, uma pessoa pode ser prejudicada em sua rotina por não conseguir ir a locais altos sem sofrer.
Por isso, ainda que seja um medo comum, é preciso verificar quanto ele afeta a vida de um paciente, para identificar a necessidade de tratamento.
O medo de aranhas, quando acontece de forma irracional, é conhecido por aracnofobia.
Pessoas que sofrem com essa fobia têm medo de aranhas reais, mas muitas vezes seus sintomas são provocados até por imitações de brinquedo.
Essas pessoas podem evitar visitar determinados locais devido ao medo de encontrar uma aranha neles.
O acompanhamento psicológico pode ajudar o paciente a, progressivamente, superar seus medos.
Quando o medo de lugares fechados se torna intenso e não pode ser explicado com argumentos racionais, ele recebe o nome de claustrofobia.
A fobia costuma acontecer em espaços pequenos como banheiros de bares e restaurantes ou em elevadores, que geram a sensação de "prisão".
Mas ela também pode surgir em aviões, porque não há como abrir as janelas, e até em locais onde a sensação de movimentos seja limitada, como diante de multidões.
A claustrofobia provoca sensação de sufocamento, que pode levar a crises intensas de ansiedade.
Pessoas que lidam com ela evitam locais apertados, fechados, com multidões e sem janelas e podem preferir subir dezenas de lances de escadas a pé, a pegarem o elevador.
A fobia ou medo de palhaços exagerado e prejudicial à saúde mental, recebe o nome de coulrofobia.
Geralmente, quem apresenta esse medo são crianças de 2 a 7 anos, mas também é possível diagnosticá-lo em adultos.
O medo dos palhaços costuma estar atrelado à fantasia e ao que pode estar escondido por detrás dela.
Por isso, o ideal é fazer uma avaliação com um profissional para identificar seus motivos e determinar possíveis tratamentos.
O medo de ter medo pode se desenvolver da seguinte forma: durante uma crise de ansiedade, uma pessoa pode ter sintomas tão intensos que chega a pensar que está morrendo.
Eles incluem palpitações, boca seca, dor no peito e sensação de perda de controle sobre si mesmo.
Após uma das crises, o indivíduo por ter receio de vivenciar a mesma experiência ou situações que podem desencadear os mesmos sintomas, o que é chamado de agorafobia quando se torna um problema de saúde mental.
Dessa forma, a pessoa passa a evitar multidões, locais fechados ou abertos, estar sozinha em qualquer lugar ou outras situações que ela identifique como perigosas.
Mais um exemplo sobre medos excessivos é o medo de sangue, conhecido por hematofobia ou hemofobia.
É um medo relativamente comum e provoca nas pessoas falta de ar, calafrio e tonturas quando veem sangue.
Em alguns casos, pode haver desmaios. Esse medo pode aparecer quando a pessoa tem que lidar com algum ferimento ou passar por procedimento como fazer exames de sangue.
É importante ressaltar que nem sempre a intervenção médica é necessária, uma vez que nem sempre o medo é uma fobia.
Também vale reforçar que ele é uma reação normal diante de situações ameaçadoras e parte fundamental do instinto de sobrevivência.
Mas se ele toma uma proporção grande, afetando a rotina de uma pessoa e sendo parte de seus pensamentos grande parte do dia, é importante realizar uma avaliação médica.
A fobia social é uma patologia crônica que desperta principalmente medo em situações simples e que envolvem a interação com outras pessoas.
Muitas pessoas sofrem com o desconforto ao falar em público, conhecer pessoas novas e visitar novos lugares onde há pessoas desconhecidas.
Isso é normal quando a ansiedade diante dessas situações é passageira e não prejudicial.
Mas, na fobia social, o paciente se sente inferior às outras pessoas e teme pelo julgamento delas. Assim, ele pode mostrar instabilidade emocional e comportamental em situações sociais, apresentando sintomas como:
Um paciente com fobia social apresenta sintomas durante situações em que é exposto a muitas pessoas. Porém, é possível identificar uma pessoa com o problema até mesmo quando ela tem medo dessas situações, antes de elas acontecerem.
Se alguém sente um forte incômodo apenas ao pensar em conhecer uma pessoa nova e busca evitar essa situação, se essa pessoa passa mal antes de eventos sociais, se ela tem medo de discordar das outras pessoas ou mesmo de apenas expressar sua opinião, ela pode ter fobia social.
No entanto, nenhum sinal ou sintoma pode ser avaliado separadamente ou em conjunto, sem auxílio profissional, especialmente de um médico psiquiatra ou psicólogo.
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é caracterizado por crises em que a pessoa afetada apresenta episódios de compulsão, além de obsessão.
Assim, há um desencadeamento descontrolado de pensamentos ou comportamentos relacionados a um determinado assunto, o que pode atrapalhar a rotina e gerar um quadro de ansiedade mais grave.
Entre alguns exemplos de TOC, estão a limpeza constante de objetos e superfícies, buscar a simetria e cumprir rituais diários antes de sair de casa.
O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é desencadeado a partir de um acontecimento traumático e marcante na vida do paciente.
Os sintomas dessa condição podem ser despertados por gatilhos e situações que remetem ao trauma, podendo gerar desde desconfortos até crises de ansiedade.
Acidentes de carro, assaltos, agressões físicas e situações em que a vítima é ameaçada são alguns exemplos de traumas que podem causar esse tipo de transtorno.
Com sintomas muito parecidos, crises de ansiedade e crises de pânico muitas vezes podem ser confundidas.
Ambas incluem sintomas físicos como tremores, falta de ar, tonturas, enjoos e dor de barriga, além de serem provocadas por alguma ameaça ou situação estressante.
Mas as crises de ansiedade, normalmente, estão relacionadas a fatores específicos e seguem um padrão, já as crises de pânico, geralmente, ocorrem de forma espontânea e sem motivo.
Os sintomas físicos da crise de pânico surgem muito rapidamente e logo melhoram, enquanto os da crise de ansiedade aparecem mais lentamente e demoram mais para passar.
Como as crises de pânico são muito mais intensas e inesperadas, a pessoa que sofre com essa condição fica preocupada e com medo de que os episódios se repitam no futuro.
Muitas vezes, quem tem uma crise se dirige a emergências de hospitais, pois acredita que realmente vai morrer.
Já nas crises de ansiedade, a pessoa tem conhecimento do que despertou os sintomas e não tem o mesmo senso de urgência. Muitas vezes, ela consegue se acalmar sozinha e sem se preocupar se haverá novas crises futuramente.
O psicólogo ou psiquiatra é o profissional mais indicado para realizar o diagnóstico e diferenciar ambas, baseando-se no histórico do paciente, entendimento sobre a sua rotina e investigação do quadro médico para tratá-lo.
A crise de ansiedade é desencadeada por gatilhos que causam preocupação em excesso, nervosismo e uma sequência de pensamentos que podem não corresponder à realidade.
Embora cada pessoa reaja de forma diferente durante esse episódio, alguns cuidados podem ser tomados para amenizar os sintomas e controlá-la. Confira parte deles a seguir:
O autocuidado e a autodescoberta são essenciais para prevenir as crises, uma vez que possibilitam que o indivíduo descubra as causas da ansiedade, evitando que ela se intensifique.
Quando a ansiedade é temporária e não um problema crônico, algumas ações podem ajudar a controlá-la. Confira no infográfico abaixo!

Os sintomas da ansiedade são amplos e variados, podendo se manifestar de maneira diferente em cada pessoa, de acordo com o seu perfil e idade.
Ou seja, enquanto em alguns, os sintomas da ansiedade surgem fisicamente, em outros, os sintomas se manifestam psicologicamente.
Em relação aos sintomas físicos, entre alguns, estão:
Já em relação aos sintomas psicológicos, podem-se destacar:
Os sintomas citados acima são característicos de um quadro de ansiedade. Contudo, apresentar um ou mais sinais não necessariamente quer dizer que a pessoa sofre com ela e precisa de tratamento.
Por outro lado, em muitos casos, uma pessoa com ansiedade não sabe que está passando por esse problema. Portanto, é sempre recomendado procurar ajuda médica para avaliação.
Até hoje não existem estudos que concluam as causas que levam uma pessoa a desenvolver ansiedade.
Além disso, existem algumas causas que, sozinhas ou combinadas, podem gerar crises. Entre alguns exemplos, podem ser citadas:
Como visto anteriormente, da mesma forma que acontece com outras doenças, as causas exatas do transtorno de ansiedade não são totalmente conhecidas.
Contudo, os chamados fatores de risco podem ajudar a estimular o problema, como:
Pessoas que são expostas a situações estressantes constantemente também têm mais chances de ter a condição, adquirindo ao longo do tempo sintomas da ansiedade que podem se agravar.
Outro caso muito comum está relacionado a pessoas que sofrem com doenças físicas crônicas, como hipotireoidismo/hipertireoidismo, asma e diabetes. Nesses casos, a ansiedade pode surgir e persistir até o fim da vida.
Como visto acima, a ansiedade não tem apenas uma causa, podendo ocorrer por inúmeros fatores. Por esse motivo, não existe um tratamento para ansiedade específico.
Em alguns casos, a terapia é indicada como tratamento, já em outros é iniciado o uso de medicamentos. E há aqueles em que é necessária a combinação dos dois.
Por isso, ao perceber um ou mais sintomas da ansiedade, o recomendado é que a pessoa ou alguém da família procure ajuda médica especializada.
Somente a partir de uma avaliação individual é possível diagnosticar a origem do problema para, então, iniciar o tratamento.
No dia a dia, a ansiedade em universitários está muito presente, principalmente durante o período de provas e apresentações de trabalhos acadêmicos.
Para entrar em uma universidade, na época dos vestibulares, os sintomas da ansiedade podem se tornar ainda mais intensos, permanecendo durante o período de transição para a vida universitária.
A cobrança em relação ao desempenho em avaliações e projetos, a mudança de rotina a cada novo semestre e o receio sobre a carreira profissional são alguns dos gatilhos que podem desencadear as crises de ansiedade.
Quando não tratada, a ansiedade, em conjunto com outros fatores (como má qualidade de sono e alimentação desequilibrada), pode aumentar as chances de desenvolvimento de diversos problemas de saúde mental, como:
É muito importante que, ao notar os primeiros sintomas de ansiedade ou de desequilíbrios mentais, o estudante busque ajuda.
O apoio psicológico e familiar é essencial em todo o período, inclusive nos anos finais do curso. É importante que o estudante conte com uma rede de apoio e receba o tratamento adequado sempre que precisar.
Uma dúvida que preocupa pessoas que lidam com essa condição de saúde é se a ansiedade pode matar.
Isso ocorre devido a alguns de seus sintomas, como a falta de ar e aceleração da frequência cardíaca.
A ansiedade, enquanto reação do corpo a uma causa específica, não é fatal, mas seus sintomas podem ser confundidos com outros problemas de saúde, como no caso do ataque cardíaco.
Pessoas que têm problemas no coração, por exemplo, ao sentirem sintomas como dores no peito, precisam buscar ajuda médica imediatamente para que o profissional realize o diagnóstico correto do quadro de saúde.
Também é importante lembrar que a ansiedade pode agravar problemas de saúde já existentes e aumentar as chances do desenvolvimento de doenças como a depressão.
Isso ocorre, pois as crises afetam aspectos fundamentais para a qualidade de vida do indivíduo, como a alimentação e o descanso.
Quem sofre com ataque de pânico pode ter a sensação de quase morte, mas assim como a crise de ansiedade, precisa de um acompanhamento profissional para tratamento adequado.
É preciso ter uma conversa franca com o profissional e apresentar todas as questões que preocupam o paciente.
Somente com o diagnóstico é possível prevenir sintomas da ansiedade mais graves e tratar os existentes.
Os usuários estão tendo contato com redes sociais cada vez mais cedo, e mesmo com as restrições de diversas plataformas, é comum encontrar crianças e jovens usando ativamente seus perfis.
Entre as consequências causadas pelo excesso do uso das redes, está o desenvolvimento de ansiedade e depressão. Isso acontece não só em adolescentes, mas também em adultos.
Pessoas de todas as faixas etárias têm relatado crises relacionadas a situações específicas, como recebimento de críticas, necessidade de aprovação externa, aumento da sensação de solidão e medo de cyberbullying.
Uma das formas de evitar o impacto das redes sociais na saúde mental é através da busca pelo equilíbrio, ou seja, por meio do controle do uso das plataformas e maior conexão com a vida fora das telas.
Alguns sinais que indicam o surgimento de ansiedade relacionada às redes sociais, são:
Por isso, ao surgirem indícios de que há algo de errado, é preciso rever a rotina e encontrar meios de diminuir o uso do celular.
O surgimento da pandemia de COVID-19 trouxe uma grande mudança na jornada de trabalho, que em maioria transitou para a modalidade remota (home office).
Muitos profissionais precisaram se adaptar a novas tecnologias e reestruturar o seu perfil de trabalho, o que causou principalmente uma sobrecarga mental.
Outros profissionais, principalmente da área da saúde, tiveram o estresse como um dos principais elementos de sua rotina, desenvolvendo a síndrome de burnout.
A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio emocional que leva uma pessoa ao esgotamento físico e mental.
Ela é causada por questões profissionais, que levam ao estresse, sofrimento mental e provocam sintomas físicos de ansiedade e depressão.
A síndrome pode ser resultado de situações, como:
Para a identificação da síndrome, é necessário notar pelo menos três elementos principais:
Entre alguns dos sintomas que surgem no desenvolvimento da síndrome de burnout, estão:
Todos esses sintomas sinalizam impactos emocionais e comportamentais, afetando diversas esferas da vida do indivíduo.
Embora haja diversos pontos de vista a respeito da relação entre burnout, depressão e ansiedade, muitos especialistas afirmam que a síndrome está diretamente ligada a essas doenças.
Em situações estressantes, por exemplo, a rotina pode ser acompanhada por sintomas de ansiedade, já que o indivíduo está mais suscetível a preocupações e problemas no ambiente profissional.
À medida que a produtividade diminui e as cobranças aumentam, o trabalhador pode enfrentar um ciclo de esgotamento e perda da saúde mental, agravando seu quadro de saúde.
A síndrome de burnout, assim como outras condições que afetam a saúde mental e física, precisa ser diagnosticada por um profissional como o clínico geral, psicólogo ou psiquiatra, que avalia os sintomas e seu nível de gravidade.
Há pessoas que apresentam os sintomas da ansiedade em maior intensidade na hora de dormir (ansiedade noturna).
Isso costuma acontecer porque elas sentem que precisam estar no controle de suas atividades e de sua vida e não conseguem relaxar e aproveitar ao máximo a noite de sono.
Dessa forma, a ansiedade noturna gera insônia, que se manifesta com a dificuldade em pegar no sono ou despertares noturnos constantes. Isso se torna um problema cada vez mais sério porque o sono restaura as funções do organismo.
Assim, com o passar do tempo, a pessoa ansiosa e sem sono de qualidade começa a manifestar sinais físicos e emocionais da falta de sono, como irritabilidade, falta de concentração, dores de cabeça e estresse.
A somatização acontece quando uma doença de ordem psiquiátrica se manifesta fisicamente no corpo.
A ansiedade pode gerar problemas gastrointestinais (diarreia ou constipação) ou problemas de pele, como a urticária nervosa, por exemplo.
Há, ainda, as condições físicas preexistentes que são agravadas pela emoção dos pacientes, como no caso da hipertensão e das dores de cabeça.
O tratamento para a somatização, geralmente, precisa de acompanhamento conjunto com psiquiatra e psicólogo.
Assim, é possível descobrir a origem do problema e tratá-lo conforme o histórico do paciente, controlando seus sintomas, se necessário, de forma medicamentosa.
O Setembro Amarelo é dedicado a prevenir o suicídio e lembrar da importância dos cuidados com a saúde mental.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é um dos países mais ansiosos do mundo, sendo as mulheres as principais acometidas pela doença.
A ansiedade crônica, em conjunto com outras doenças e/ou transtornos, é um fator que impacta diretamente nas chances de suicídio quando seus sintomas não são tratados adequadamente.
Manter os cuidados da saúde mental, melhorar a qualidade de vida do indivíduo e falar abertamente sobre o assunto é essencial para a conscientização da população e diagnóstico precoce.
Por ser um assunto que envolve vários aspectos da saúde mental e física, além de não ter uma cura, mas tratamento, é comum surgirem diversas dúvidas sobre o assunto.
Em uma consulta com um psicólogo ou psiquiatra, é essencial que o paciente descreva os sintomas da ansiedade, informações que considere importante para o diagnóstico e o histórico familiar. Entre as perguntas que o profissional pode fazer, estão:
Embora a ansiedade seja um assunto cada vez mais abordado na mídia e no dia a dia, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre suas características, sintomas e tratamentos.
Saiba mais sobre mitos e verdade sobre a ansiedade a seguir.
Depende: a ansiedade enquanto condição temporária (reação comum que ocorre em situações preocupantes ou estressantes), pode ter seus sintomas eliminados. Porém, considerando o transtorno de ansiedade, é possível somente controlá-lo através de acompanhamento profissional.
Verdade: a respiração contribui para a oxigenação do organismo, reduzindo os sintomas provocados pela ansiedade, como falta de ar e formigamento nas mãos.
Verdade: além de melhorar o sono, atividades físicas podem prevenir os sintomas da ansiedade, ajudar no funcionamento do organismo e trazer bem-estar, estimulando a produção de endorfina.
Parcialmente verdade: a ansiedade pode estar ligada às experiências do indivíduo e ser resultado da sua reação a situações à sua volta. Contudo, ela é uma combinação desses fatores com a genética.
Verdade: o transtorno de ansiedade está comumente presente em pessoas adultas, mas crianças e adolescentes também podem sofrer com seus efeitos.
Verdade: o transtorno pode estar ligado a outras doenças, como ser resultado de alterações na tireoide, por exemplo. Pessoas que sofrem com patologias crônicas também podem desenvolvê-lo, sendo necessário tratar a ansiedade em conjunto com outros especialistas.
Mito: além do psiquiatra, profissionais como o clínico geral e o psicólogo podem diagnosticar o paciente com sintomas de ansiedade.
Depende: alguns sintomas da ansiedade são similares aos da depressão e vice-versa, mas ambas são condições de saúde diferentes.
A seguir, veja a resposta para as principais perguntas relacionadas à ansiedade!
Os sintomas de ansiedade são diversos e ela se manifesta de forma diferente em cada pessoa. Mas os mais comuns são:
É possível dividir a ansiedade nos seguintes tipos:
A condição não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas, por isso, os sintomas da ansiedade podem ser diferentes.
De qualquer modo, quando ela é patológica, ou seja, quando deixa de ser aceitável para se tornar uma doença, ela afeta negativamente a vida de quem sofre com ela.
Por isso, ao manifestar um ou mais sintomas de forma que atrapalhem a qualidade de vida, é importante procurar auxílio médico ou de profissional da saúde, como psicólogo.
É possível amenizar a ansiedade das seguintes formas:
Essas sugestões ajudam a acalmar no momento, mas para tratar a ansiedade patológica, é fundamental o acompanhamento profissional.
Uma dúvida que preocupa pessoas que lidam com essa condição de saúde é se a ansiedade pode matar. Isso ocorre devido a alguns de seus sintomas, como a falta de ar e aceleração da frequência cardíaca, sintomas que podem ser confundidos com ataque cardíaco.
A ansiedade não é fatal e seus sintomas são passageiros. Contudo, há pessoas que podem mesmo estar sofrendo um ataque cardíaco ao manifestar esses sintomas. É o caso de pessoas cardíacas ou com predisposição a problemas no coração.
Dessa forma, pessoas ansiosas que têm problemas no coração, ao sentirem sintomas como dores no peito, devem buscar ajuda médica imediatamente para que o profissional realize o diagnóstico correto do quadro de saúde.
No post "Ansiedade: o que é, causas, sintomas e tratamento", foi mostrado o conceito de ansiedade, quando senti-la é normal e quando ela se torna patológica (uma doença).
Algumas vezes, é possível contornar uma crise desviando os pensamentos, controlando a respiração ou fazendo outras atividades.
Mas se os sintomas persistirem, passarem a interferir na vida cotidiana e a afetarem uma pessoa física e psicologicamente, o auxílio médico é necessário.