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    Testosterona: como a queda desse hormônio pode impactar a sua saúde

    30/01/2026 • Tempo de leitura 4 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    A testosterona é conhecida por ser o principal hormônio masculino. Produzida pelos testículos, seus níveis aumentam a partir da puberdade, resultando no crescimento dos órgãos reprodutores e no desenvolvimento das características sexuais secundárias, como o crescimento da barba e dos pelos corporais e o aumento da massa muscular.

    Além disso, esse hormônio é muito famoso por ser responsável pela libido e pela potência sexual – aspectos que são prejudicados quando suas taxas estão diminuídas. Porém, esses não são os únicos problemas causados pela testosterona baixa.

    Saiba mais sobre a testosterona e como a queda desse hormônio pode impactar a saúde!

    Andropausa: a “menopausa masculina”

    Da mesma forma que as mulheres sofrem alterações hormonais com o avanço da idade, os homens também podem manifestar sintomas decorrentes da queda dos níveis hormonais. Esta é a chamada andropausa, uma fase da vida masculina que pode ser comparada à menopausa (interrupção da menstruação).

    Contudo, enquanto todas as mulheres passam pela menopausa, nem todos os homens passam pela andropausa. Na verdade, em vez de uma interrupção propriamente dita, o que ocorre é uma queda gradual na produção de testosterona, geralmente a partir dos 40 anos; por isso, essa condição também é conhecida como deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM)

    Estima-se que a DAEM ou andropausa afeta até 20% dos homens acima dos 50 anos e até 50% daqueles com mais de 80.

    Não é possível determinar se um homem terá sintomas da andropausa ou não, mas existem alguns fatores que aumentam esse risco, como:

    • consumo de álcool;
    • tabagismo;
    • sedentarismo;
    • obesidade;
    • estresse;
    • hipertensão;
    • diabetes;
    • infecções.

    Sintomas de testosterona baixa

    Além de ser responsável pelo desenvolvimento do pênis e dos testículos, inclusive pelo desejo sexual, a testosterona exerce diversas outras funções no organismo, influenciando os níveis de energia, humor e saúde mental.

    Por essa razão, a testosterona baixa pode se manifestar tanto por meio de sintomas físicos quanto psicológicos, por exemplo:

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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    • Cansaço excessivo ou fadiga persistente;
    • Redução da energia para realizar as atividades cotidianas;
    • Diminuição da barba e dos pelos corporais;
    • Queda de cabelo;
    • Perda de massa muscular;
    • Aumento da gordura corporal;
    • Diminuição da agilidade, da força e da resistência física;
    • Diminuição da libido (redução do desejo sexual);
    • Redução da frequência de ereções espontâneas à noite ou pela manhã;
    • Disfunção erétil (impotência sexual ou redução da capacidade de ereção);
    • Problemas de memória;
    • Raciocínio lento;
    • Abatimento ou desinteresse geral;
    • Depressão;
    • Irritabilidade exacerbada.

    Muitos dos sintomas da testosterona baixa também acontecem em diversas doenças. Dessa forma, somente o médico pode diferenciar a andropausa de outras condições. Em geral, o diagnóstico requer exames como a dosagem de testosterona livre e testosterona total, além de exames complementares como dosagem de prolactina e gonadotrofinas.

    Além disso, como a testosterona é fundamental para a produção dos espermatozoides, alterações no espermograma também são úteis para o diagnóstico.

    Outros efeitos da testosterona baixa no organismo

    Embora a diminuição da libido e a impotência sexual sejam os efeitos mais temidos pelos homens, uma redução nos níveis de testosterona pode trazer outros prejuízos à saúde masculina, incluindo:

    • Infertilidade;
    • Crescimento das mamas;
    • Redução da tolerância à glicose (maior tendência ao diabetes);
    • Fragilidade óssea e aumento do risco de fraturas (maior tendência à osteoporose);
    • Aumento do risco de doenças cardiovasculares.

    Como aumentar a testosterona?

    A andropausa é uma condição irreversível, mas a reposição de testosterona pode aliviar seus sintomas. No Brasil, o tratamento está disponível em forma de gel, adesivo cutâneo ou injeção, cabendo ao médico determinar qual delas é mais indicada para cada paciente.

    É importante ter em mente que a reposição de testosterona só deve ser realizada quando houver diagnóstico confirmado de andropausa ou DAEM. Nesses casos, o tratamento oferece benefícios significativos e contribui para a prevenção de outros problemas decorrentes da testosterona baixa.

    Contudo, a reposição de testosterona não deve ser realizada apenas para aumentar a massa muscular ou simplesmente combater o envelhecimento.

    Além de não ter indicação dos especialistas para esses fins, essa prática pode causar efeitos colaterais perigosos, como infertilidade, aumento do volume do coração, trombose, aumento do risco e agravamento de câncer de próstata e de mama e morte súbita.

    Em casos específicos, a reposição hormonal masculina é uma alternativa para restabelecer a saúde física e mental do homem com testosterona baixa. Para isso, é fundamental passar por uma avaliação com o médico endocrinologista, o urologista ou o andrologista.

    Vale mencionar também que o tratamento medicamentoso deve ser acompanhado por um estilo de vida saudável, o que inclui medidas como:

    • Ter uma alimentação saudável;
    • Praticar atividades físicas regularmente;
    • Não fumar;
    • Evitar o álcool;
    • Tomar sol para regular os níveis de vitamina D em horários adequados;
    • Evitar o estresse;
    • Descansar o suficiente e dormir bem.

    Com acompanhamento médico profissional, é possível manter a saúde em todas as fases da vida e receber orientação especializada para as necessidades individuais.