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    Enxaqueca
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    7 tratamentos para enxaqueca

    25/09/2025 • Tempo de leitura 6 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    A enxaqueca, condição médica debilitante que afeta negativamente a qualidade de vida e o bem-estar, é um tipo de dor de cabeça muito comum, atingindo jovens e adultos de todas as idades.

    Também conhecida como migrânea, possui características únicas, o que envolve sintomas como presença de pontos luminosos e embaçamento da visão.

    Ela afeta mais mulheres do que homens; principalmente quem é geneticamente predisposto.

    A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que mais de 31 milhões de brasileiros convivem diariamente com a enxaqueca. Além disso, a doença ocupa o posto de sexta doença mais incapacitante do mundo.

    Saiba mais sobre 7 tratamentos para enxaqueca a seguir.

    Principais tratamentos para enxaqueca

    Os tratamentos para a enxaqueca podem ser realizados tanto para aliviar as dores ou crises, quanto para prevenir os sintomas.

    1. Uso de medicamentos

    Os medicamentos podem ser utilizados de forma preventiva e para aliviar as crises quando surgem.

    Para crises, são utilizadas algumas classes de medicamentos, como:

    • Analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) - utilizados em casos de dores leves e moderadas;
    • Triptanos - este tipo de medicamento alivia as dores da enxaqueca, ajudando também na redução das náuseas e sensibilidade à luz (manifestadas por muitos pacientes);
    • Ergotaminas - foi um dos primeiros medicamentos utilizados para o tratamento de crises de enxaqueca. Seu efeito se deve, em parte, à sua capacidade de contrair os vasos. Dessa forma, indica-se apenas para quadros mais graves.

    Em relação aos medicamentos preventivos para enxaqueca, o tratamento consiste em uma ou mais opções de uso diário, que podem ser das classes dos antidepressivos, assim como daqueles utilizados para o tratamento da epilepsia.

    Esses medicamentos agem na manutenção do equilíbrio de substâncias químicas no cérebro e na função geral de alguns neurotransmissores.

    Os antidepressivos inibem a recaptação de uma substância chamada serotonina; já os medicamentos para epilepsia agem nos receptores cerebrais (conhecidos como gaba, responsáveis por toda a dor). Isto torna o paciente menos suscetível às crises.

    2. Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

    A terapia cognitivo-comportamental (TCC) se trata de uma abordagem preventiva, que se concentra inteiramente na identificação e modificação de padrões de pensamentos disfuncionais e comportamentos negativos.

    Quando aplicada à enxaqueca, ela visa interromper os ciclos de pensamentos e comportamentos que podem contribuir para frequência, ou intensidade das crises.

    Assim, com orientação do terapeuta, o paciente aprende a modificar esses pensamentos e comportamentos disfuncionais por meio de afirmações realistas e adaptativas.

    Existe também a possibilidade de um diário da enxaqueca, no qual o paciente registra seus eventos diários, incluindo padrões de sono, alimentação e ocorrências das crises. Isto ajuda a identificar um padrão e fatores desencadeantes.

    3. Biofeedback eletromiográfico

    O biofeedback eletromiográfico (EMG) é uma técnica que utiliza a medição da atividade elétrica dos músculos para fornecer informações em tempo real sobre a resposta fisiológica do corpo.

    Quando aplicado a pacientes com enxaqueca, ele é utilizado para ajudar a controlar a tensão muscular, especialmente na região do pescoço, dos ombros e de outros locais que estejam de alguma forma associados a episódios de enxaqueca.

    Assim, ao longo das sessões realizadas, o paciente aprende e desenvolve a capacidade de controlar voluntariamente a atividade muscular, principalmente quando os sinais de aumento de tensão (associados à enxaqueca) aparecem.

    Em grande parte das vezes, o biofeedback é utilizado como parte de uma abordagem mais ampla do tratamento da doença, podendo ser incorporado a outras terapias comportamentais (como a TCC), farmacológicas e de estilo de vida.

    4. Manutenção do estresse (técnicas de relaxamento)

    O estresse está intimamente ligado a crises de enxaqueca. Existem pessoas que o sentem em diferentes níveis, mas, geralmente, ele contribui para as crises.

    Além de afetar a mente, ele provoca outros sintomas, como tensão muscular, tonturas, dores de cabeça, queda de cabelo, entre outros.

    Dessa forma, técnicas de relaxamento, como a ioga e a meditação, podem ajudar neste quesito.

    5. Alterações no estilo de vida

    Assim como em grande parte dos tratamentos, as alterações no estilo de vida são um fator significativo na melhora do quadro do paciente.

    No caso das crises de enxaqueca, algumas medidas podem ajudar a reduzir a frequência das crises e diminuir a intensidade das dores, como:

    • prática de exercícios físicos regulares;
    • evitar luzes fortes, principalmente durante a noite;
    • tentar ao máximo evitar situações de estresse no trabalho e no dia a dia;
    • ter boas noites de sono;
    • parar de fumar.

    Essas mudanças são benéficas não apenas para a enxaqueca, mas para a melhora da qualidade de vida, prevenindo o desenvolvimento de diversas doenças.

    6. Cuidados na alimentação

    Em relação à alimentação, é importante que o paciente consuma alimentos ricos em magnésio e triptofano, incluindo banana, aveia, abacate e sementes de linhaça. Estes são alimentos que ajudam diretamente na redução da enxaqueca.

    Além disso, é importante também evitar determinados tipos de alimentos. Entre os mais comuns, estão o chocolate, o café e alimentos industrializados, como salsicha e presunto.

    Eles podem contribuir para o desenvolvimento de inflamações, aumentando a intensidade e a frequência das crises.

    7. Acupuntura

    A acupuntura é uma prática da medicina tradicional chinesa. Ela envolve a inserção de pequenas agulhas finas em pontos específicos do corpo humano, que promovem o equilíbrio energético e melhora da saúde.

    Ao longo dos anos, tornou-se também uma alternativa de tratamento complementar para a enxaqueca.

    Entre os benefícios da prática que estão listados em pesquisas na área, estão:

    • estimulação da liberação de endorfinas, substâncias naturais do corpo humano que atuam como analgésicos, contribuindo diretamente para o alívio da dor;
    • potencial para reduzir o estresse e a ansiedade;
    • possibilidade de ser aplicada em conjunto com outros tratamentos.

    O que é enxaqueca?

    O NIH (National Institute of Neurological Disorders and Stroke) define a enxaqueca como uma dor intensa e pulsante em uma área da cabeça, de origem neurológica, genética e com características crônicas.

    Ela costuma afetar apenas um lado da cabeça, contudo, existem casos de pacientes que relatam dores em ambos os lados. Seu diagnóstico está associado ao nível de dor e número de ataques. Geralmente, são pelo menos 5 ao dia, que duram mais de 4 horas cada um.

    Seu aparecimento tem impacto direto na qualidade de vida, bem-estar e vida profissional do indivíduo.

    A Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) afirma que mais de 90% das pessoas com enxaqueca têm algum prejuízo no trabalho, estudos e também na vida sexual.

    Ela é três vezes mais comum em mulheres. Isto pode estar relacionado a mudanças nos níveis hormonais femininos durante o ciclo menstrual.

    Vale salientar que a enxaqueca não tem cura. Dessa forma, o tratamento é especialmente focado em reduzir os momentos de dor e crises.

    Além disso, envolve uma equipe multidisciplinar, que inclui o neurologista, o psicólogo e também o nutricionista.

    O que pode levar a crises de enxaqueca?

    Na verdade, a enxaqueca é considerada uma doença multifatorial, ou seja, surge a partir de diferentes gatilhos.

    Porém, entre os principais fatores que podem levar a crises de enxaqueca, estão:

    • alterações hormonais (especialmente em mulheres);
    • consumo de açúcar, chocolate e embutidos;
    • bebidas alcoólicas em excesso;
    • tabagismo;
    • estresse;
    • jejuns prolongados;
    • alguns tipos de aromas e perfumes fortes.

    Além dos gatilhos, há uma relação com a predisposição genética. É possível que, se alguém na família sofre com a enxaqueca, outros membros da família lidem com o mesmo problema.

    Alterações nos neurotransmissores, que têm papel fundamental para o funcionamento cerebral e saúde mental, também estão ligadas a crises de enxaqueca.

    Conclusão

    Como visto neste post sobre 7 tratamentos para enxaqueca, este é um problema recorrente, que tem impacto direto na qualidade de vida e bem-estar das pessoas, possuindo diversos gatilhos que levam ao seu aparecimento.

    Por essa razão, necessita de uma abordagem de tratamento diversificada, incluindo cuidados preventivos e para o controle das crises.

    É fundamental buscar orientação médica para desenvolver um plano de tratamento adequado, além do monitoramento regular e eficaz das intervenções utilizadas.

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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