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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
A compulsão é um dos distúrbios mais comuns no século XXI, e é caracterizado pela realização de comportamentos de forma repetitiva, sempre com o objetivo de encontrar alívio da ansiedade.
Ela atinge tanto homens quanto mulheres, em qualquer idade, e tem causas multifatoriais.
Quando um comportamento compulsivo se torna uma compulsão, causa diversos problemas que atingem todas as esferas da vida, como profissional e pessoal.
Saiba mais sobre os 7 tipos de compulsões mais comuns a seguir.
A compulsão é o ato de repetir determinada atividade de forma excessiva e irracional, involutariamente, como resposta a um determinado problema, aflição, preocupação ou até problema psicológico.
Porém, outros fatores também podem levar ao seu surgimento, como o abuso de substâncias e condições médicas preexistentes (por exemplo, TOC - transtorno obsessivo-compulsivo).
Vale salientar que a compulsão também pode se manifestar de maneira leve, não sendo considerada um distúrbio se não afeta duas ou mais esferas da vida do indivíduo.
Entre os principais sinais da compulsão, estão:
Diante disto, surge a dúvida: como identificar um quadro de compulsão?
O primeiro passo é identificar se existe ou não o controle sobre os impulsos. É importante também analisar se estes comportamentos repetitivos trazem, de alguma forma, alívio para tensões emocionais.
Em casos mais extremos, por exemplo, a pessoa, quando impedida de realizar atos compulsivos, pode manifestar alguns dos sintomas mais comuns da abstinência, que incluem tremor, sudorese e taquicardia.
Um dos principais métodos de tratamento para a compulsão é a TCC (terapia cognitivo-comportamental).
Utilizada para o tratamento de diversos problemas de ordem mental, ela se concentra em identificar e modificar os padrões de pensamentos que contribuem para o problema, que neste caso, é a compulsão.
Por meio dela, indivíduos compulsivos aprendem ao longo do tempo a reconhecer os gatilhos que levam aos comportamentos compulsivos e a desenvolver estratégias eficazes para lidar com eles assertivamente.
Geralmente, esse tipo de psicoterapia é dividido em 2 partes:
A terapia cognitiva se concentra nos pensamentos que levam aos hábitos da compulsão, levando ao indivíduo reconhecer maneiras de lidar com o problema, sem recorrer ao comportamento compulsivo.
A terapia de exposição e prevenção de respostas (EPR) consiste no contato do paciente com os gatilhos que causam a compulsão.
O objetivo dessa estratégia é fazer com que, mesmo exposto ao gatilho, o indivíduo não recorra ao comportamento compulsivo.
Essa estratégia possibilita que haja uma alteração na resposta compulsiva a situações que a desencadeiam. Assim, é possível interromper o ciclo vicioso.
Existem diversos tipos de compulsão, sendo algumas mais comuns do que outras.
Conhecido como síndrome de Diógenes ou transtorno de acumulação, este tipo de compulsão está ligado ao comportamento de coletar excessivamente objetos e itens (com utilidade ou não) sem qualquer necessidade.
Além disso, também é comum desorganização, falta de higiene e dificuldade de abrir mão dos objetos acumulados, o que, em casos graves, por levar a um ambiente doméstico insalubre e perigoso, por exemplo.
O transtorno compulsivo alimentar é um dos tipos mais conhecidos e comuns.
Ele consiste na incapacidade de controlar a ingestão de alimentos, resultando, em grande parte das vezes, em ganho de peso, além do sentimento de culpa.
Esse consumo excessivo de alimentos geralmente está ligado à ansiedade e ao estresse, uma vez que comer se torna uma válvula de escape.
Este tipo de transtorno costuma ter seus primeiros indícios ainda na infância.
Quando adultos, estas pessoas intensificam ainda mais os comportamentos compulsivos, comendo e bebendo de forma desregrada.
Comprar compulsivamente é um dos tipos de compulsão que trazem impacto direto e significativo para a qualidade de vida e bem-estar do indivíduo.
Além de causar prejuízos financeiros na vida da pessoa (endividamento), ela também leva à dificuldade em estabelecer compromissos.
Isso ocorre, pois devido à sensação de alívio e relaxamento que surge ao realizar a compra, a tendência é que o comportamento se repita, levando a gastos e prejuízos maiores.
Este transtorno afeta principalmente indivíduos do sexo feminino (aproximadamente 80% de todos os diagnósticos realizados).
A compulsão sexual é caracterizada por comportamentos e fantasias sexuais em excesso, envolvendo masturbação frequente, uso abusivo de pornografia, além de relação com múltiplos parceiros (inclusive de forma impulsiva e desprotegida).
Todos esses pensamentos e comportamentos podem incluir práticas sexuais consideradas comuns, mas também ilegais e/ou socialmente não aceitas.
Conhecida como ninfomania ou distúrbio hipersexual, a compulsão sexual pode estar ligada a quadros de ansiedade.
Porém, há outros fatores que podem ser associados ao comportamento, como o alcoolismo, abuso sexual na infância e problemas pessoais.
Por estar ligado ao prazer, grande parte das pessoas que sofrem com a compulsão sexual não buscam tratamento.
É preciso ter equilíbrio e buscar ajuda profissional ao reconhecer que os impulsos se tornaram algo patológico.
A tricotilomania se trata de um tipo de compulsão em que o indivíduo tem como hábito arrancar ou puxar os próprios pelos do corpo, incluindo cabelo e barba, por exemplo.
Em grande parte dos diagnósticos, as áreas mais afetadas envolvem o couro cabeludo e as sobrancelhas.
Geralmente, este comportamento resulta em áreas calvas, prejudicando também a autoestima da pessoa afetada.
Além de arrancar os pelos, esta prática também leva ao aparecimento de feridas e irritações na pele. Como consequência, o corpo fica mais suscetível a infecções.
A maior parte dos episódios ocorre em momentos de grande emoção, tédio e estresse.
A compulsão por trabalho é um tipo de compulsão que leva a pessoa a passar a maior parte do dia no trabalho, seja por dar um valor excessivo à sua profissão ou para evitar problemas relacionados à vida doméstica.
Assim, o indivíduo passa horas trabalhando além do expediente, reduzindo seu tempo para descanso e lazer.
Entre os impactos que essa compulsão pode causar, estão conflitos familiares, aumento do estresse e desenvolvimento de doenças.
Entre as principais características relacionadas à compulsão por jogos, estão o desejo de jogar e a incapacidade de lidar com estes desejos.
Este tipo de comportamento geralmente começa no início da adolescência e pode durar por toda a vida.
Grande parte dos diagnósticos está ligado a "jogos de azar", em que, muitas vezes, o indivíduo adquire diversas dívidas e sente abstinência quando não consegue continuar jogando.
Como visto neste post "7 tipos de compulsões mais comuns", existe uma variedade de compulsões, que incluem desde acumular itens até arrancar os pelos do próprio corpo.
Embora cada uma delas apresente características únicas, todas têm um elo em comum: incapacidade do indivíduo de resistir ao impulso de realizar os movimentos e comportamentos repetitivos.
Quando afetam de forma significativa a vida das pessoas, é necessária uma intervenção profissional de um psicólogo e/ou psiquiatra.
Uma das principais opções para tratar a compulsão, no geral, é a terapia cognitivo-comportamental (TCC), que possibilita modificar padrões de pensamento e comportamento disfuncionais.
Além disso, grupos de apoio e comunidades online também podem ajudar a fornecer um espaço seguro para compartilhar experiências, obter suporte e encontrar conforto na compreensão mútua (compartilhamento de experiências).
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.