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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Serafini Breda, CRM/RS 57350
Com o aumento dos estudos e conscientização sobre a importância da saúde mental, a depressão passou a ter ainda mais visibilidade, melhorando a compreensão sobre seus mecanismos e evoluindo ainda mais suas principais formas de tratamento.
Apesar da tristeza profunda ser um dos seus principais sintomas, o impacto da doença no indivíduo vai além disso: pode desencadear sintomas físicos que se agravam ao longo do tempo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão tende a se tornar uma das principais causas de incapacidade no mundo, podendo afetar mais pessoas do que o câncer e as doenças cardiovasculares.
Quer saber mais sobre o assunto? Conheça 7 sintomas físicos da depressão e suas principais características a seguir.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), que padroniza critérios sobre diagnósticos de saúde mental, a depressão, ou transtorno depressivo maior, é a representação clássica de transtornos disruptivos da desregulação do humor, incluindo:
Seus principais sintomas duram pelo menos duas semanas e envolvem, entre outros problemas, alterações nítidas de afeto, cognição e nas funções neurovegetativas.
A depressão é um tipo de distúrbio mental que tem como característica principal alterações químicas no cérebro que resultam em um desequilíbrio nos neurotransmissores (incluindo a dopamina, serotonina e noradrenalina).
Este desequilíbrio tem impacto no humor do indivíduo, afetando principalmente o modo como ele reage diante do mundo externo.
A pessoa se torna angustiada, perde o prazer pela vida e se sente triste grande parte do tempo.
Além disso, o transtorno pode desencadear sintomas de ordem física, agravando ainda mais o quadro de saúde mental.
Os 7 principais sintomas físicos da depressão estão descritos a seguir.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A fadiga é um sintoma muito comum em diversos transtornos mentais, incluindo também a depressão. Em quadros depressivos, ela pode se manifestar de diversas maneiras, impactando a qualidade de vida e o bem-estar do indivíduo.
Quando fadigada, a pessoa se sente cansada ao realizar qualquer tipo de atividade, desde as mais simples até as mais complexas. Além disso, atividades que antes eram fáceis se tornam extremamente desafiadoras.
A fadiga também tem impacto na capacidade do indivíduo de se concentrar e de focar em atividades, devido à sensação de cansaço e letargia.
Por fim, é importante salientar que este sintoma, em quadros depressivos, não se trata de se sentir cansado ocasionalmente, mas de ter uma sensação persistente de exaustão física e mental.
Existem diversas evidências que apontam a interferência da depressão na imunidade.
Quando o indivíduo está depressivo, o corpo libera substâncias conhecidas como citocinas pró-inflamatórias, que prejudicam o funcionamento do sistema imunológico.
Assim, o organismo se torna mais vulnerável e suscetível a problemas de saúde, uma vez que suas defesas estão enfraquecidas.
As dores de cabeça, assim como a fadiga, são comuns em pessoas com depressão.
Essas dores variam em relação à intensidade e frequência, além de apresentarem diferentes características de acordo com a pessoa.
O indivíduo com depressão, ao longo do tempo, acaba acumulando diversos sintomas emocionais, incluindo, por exemplo, medo, insegurança e desânimo. Isto contribui para a sobrecarga emocional e física, podendo ser refletida na dor de cabeça.
O estresse crônico é outro agravante. Ele estimula a liberação de substâncias químicas no cérebro, podendo ser um dos fatores relacionados à persistência das dores de cabeça ao longo do tempo.
A depressão prejudica diversos aspectos da vida de uma pessoa, incluindo a esfera sexual. A pessoa pode perder o interesse em se conectar com o seu parceiro em qualquer atividade sexual.
Além disso, a depressão pode influenciar os níveis hormonais do corpo, incluindo também aqueles relacionados às funções sexuais.
Outro ponto está vinculado a alguns medicamentos usados para tratar a depressão, que também têm efeito sobre a libido.
Grande parte das pessoas depressivas perde o interesse em comer e experimenta uma diminuição significativa no apetite. Como consequência, ocorre uma perda de peso não intencional.
Contudo, também pode ocorrer o contrário: o aumento do apetite, principalmente do consumo de alimentos calóricos, como doces e carboidratos. Isto, em médio e longo prazo, resulta em um aumento de peso geral.
Algumas pessoas com depressão podem ter problemas digestivos, que variam de leves a graves.
Grande parte deles está ligada ao aumento da sensibilidade visceral, o que causa dores abdominais, desconforto e sensação de inchaço.
Como mostrado no tópico anterior, a depressão também leva a alterações nos padrões de alimentação, que podem afetar a função digestiva.
Comer em excesso ou pular refeições também pode levar a problemas como indigestão e refluxo ácido.
As dores musculares em quadros depressivos são geralmente difusas, ou seja, atingem todas as partes do corpo, variando a intensidade.
Elas têm relação com a tensão muscular, a sensação de cansaço e o estresse.
Comportamentos relacionados ao estilo de vida também contribuem para as dores. Ou seja, a falta de exercícios físicos, a má alimentação e a falta de autocuidado podem provocar dores ainda mais fortes.
Lidar com os sintomas físicos da depressão pode ser desafiador, uma vez que nem sempre o indivíduo se sente motivado a começar o tratamento, seja terapêutico e/ou medicamentoso.
Contudo, para a melhora do quadro de saúde, é essencial buscar ajuda profissional. Somente o psicólogo e o psiquiatra podem auxiliar no combate à doença.
Além disso, é muito importante que o paciente esteja comprometido com o tratamento e à adoção de medidas que auxiliem na sua recuperação.
Considerando os sintomas físicos da depressão, entre as principais estratégias recomendadas, estão:
Como visto no post "7 sintomas físicos da depressão", as manifestações físicas são parte integrante da doença e merecem atenção.
Vale salientar também que a maioria dos sintomas físicos da depressão varia para cada pessoa e pode ser influenciada por diversos fatores, como genética, histórico médico e condições ambientais.
Dessa forma, todo e qualquer tratamento deve ser individualizado e com o acompanhamento de profissionais da saúde. Isso é essencial para o processo de melhora e manutenção das estratégias de controle da doença.
Ao notar um ou mais sintomas associados ao transtorno, é muito importante buscar ajuda especializada.