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6 sintomas do transtorno dissociativo de identidade (TDI)

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O transtorno dissociativo de identidade é uma condição complexa que envolve a existência de duas ou mais personalidades distintas.

Este distúrbio, também conhecido como dupla personalidade, pode surgir devido a traumas, especialmente na infância, e se manifesta por meio de sintomas como lapsos de memória, falta de identificação do próprio corpo e mudanças ocasionais de atitude.

Veja a seguir quais são os 6 sintomas do transtorno dissociativo de identidade!

Afinal, quais são os sintomas do TDI?

A manifestação do transtorno ocorre de maneira diferente para cada indivíduo e em níveis de intensidade variados. Saiba mais a seguir.

1) Amnésia

No transtorno dissociativo de identidade, a amnésia temporária é um sintoma comum.

Essa amnésia pode abranger lapsos de memória relacionados a acontecimentos passados e atuais, criando lacunas na gravação que podem ser desorientador, levando a descobertas de ações inexplicáveis ou situações desconhecidas.

Esse sintoma está frequentemente associado a eventos traumáticos ou adversos, podendo gerar confusão e angústia, além de impactar significativamente na vida diária de quem ou vivencia.

A falta de memória de eventos traumáticos pode ser uma tentativa do cérebro de se proteger do estresse e das dores associadas a essas experiências.

Tratamento para a amnésia

O tratamento para a amnésia no transtorno dissociativo de identidade geralmente envolve psicoterapia, especialmente terapias externas para ajudar a elaborar e processar os traumas associados aos eventos esquecidos.

O objetivo principal é facilitar a comunicação e a compreensão entre as diferentes identidades dissociadas e buscar a coesão mental.

Os métodos terapêuticos são direcionados para a integração de memórias fragmentadas, ajudando o paciente a se reconectar com partes de sua história esquecidas devido à dissociação.

Além disso, terapeutas especializados trabalham para auxiliar o paciente a entender os gatilhos ou situações que desencadeiam esses episódios de amnésia.

Além disso, a terapia pode englobar o uso de técnicas de ancoragem (técnica no qual a partir de uma informação prévia recebida, é tomada a decisão pelo indivíduo), ajudando a pessoa com TDI a permanecer conectada com o presente.

2) Presença de múltiplas identidades

Uma das características centrais do TDI é a presença de mais de uma identidade dissociada na mesma pessoa.

Essas identidades podem se manifestar de maneira possessiva ou não, representando diferentes personalidades. Suas mudanças são notáveis, indo desde variações de comportamento até uma sensação de desconexão da própria identidade.

Essas múltiplas identidades podem ter atitudes, opiniões e preferências distintas, muitas vezes contraditórias entre si.

Cada uma delas tem sua própria maneira de perceber e interagir com o mundo, resultando em uma desconexão que afeta a coesão da identidade da pessoa.

Essa presença de múltiplas identidades pode gerar desafios significativos na vida cotidiana da pessoa afetada, tornando as interações sociais, profissionais e pessoais mais complexas e, em alguns casos, exaustivas.

O diagnóstico, baseado nas características dos sintomas e no impacto na vida da pessoa, é realizado por um psiquiatra.

Tratamento para presença de múltiplas identidades

A psicoterapia desempenha um papel essencial na gestão dessas múltiplas identidades.

O tratamento visa integrar essas identidades dissociadas ou, quando uma integração completa não é viável, harmonizá-las para uma coexistência mais equilibrada.

As abordagens terapêuticas são projetadas para trabalhar com as diferentes identidades, criando um ambiente seguro para que cada uma delas possa ser especializada, integrada e, eventualmente, integrada.

Além da integração ou harmonização das múltiplas identidades, o estabelecimento de canais de comunicação entre elas é essencial.

Isso visa promover a compreensão, fácil e a colaboração entre as diferentes facetas da personalidade do indivíduo, promovendo a redução do impacto do transtorno no dia a dia.

3) Falta de identificação com o próprio corpo

A falta de identificação do próprio corpo é um sintoma substancial e desconcertante do Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI).

Esse sintoma é caracterizado por uma desconexão entre a pessoa e seu corpo, levando a situações em que o paciente esquece informações pessoais, eventos importantes e até mesmo atividades diárias.

Essa sensação de desvinculação ou despersonalização pode criar um vazio emocional e cognitivo, levando a uma experiência de "estar fora de si" ou não se considerar como parte do próprio corpo.

Isso pode ser profundamente perturbador e angustiante para uma pessoa que vivencia esse sintoma.

A desconexão com o próprio corpo também pode impactar diretamente nas atividades diárias do indivíduo.

Além das dificuldades de memória e identidade, a falta de identificação com o corpo pode tornar as tarefas cotidianas desafiadoras e, por vezes, assustadoras.

Tratamento para a falta de identificação com o próprio corpo

O tratamento visa restabelecer a conexão entre a pessoa e seu corpo. Terapia cognitivo-comportamental é frequentemente aplicada para abordar essa falta de identificação.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem terapêutica que visa trabalhar para restaurar a percepção e a conexão entre a identidade da pessoa e seu corpo físico.

Esta terapia também se concentra na exploração da relação entre a mente e o corpo, ajudando a pessoa a entender as razões relacionadas à desconexão.

Isso inclui o aprofundamento em eventos traumáticos passados e o desenvolvimento de estratégias para integrar a identidade do paciente com sua experiência física.

O tratamento psicológico, comumente, é multidisciplinar, envolvendo diferentes abordagens terapêuticas além do TCC, como terapia de grupo e técnicas de relaxamento.

Em alguns casos, a arteterapia pode ser empregada para facilitar a expressão e a compreensão das emoções relacionadas à identidade e ao corpo.

A terapia é um processo gradual, benéfico para a reconexão do indivíduo com seu corpo e para a restauração da identidade.

4) Lapsos de memória e despersonalização

Os lapsos de memória e a despersonalização são aspectos profundamente impactantes do Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI).

Esses sintomas criam uma desconexão significativa com o próprio eu, afetando a funcionalidade diária e a percepção da realidade.

Esses lapsos podem variar em gravidade, levando o paciente a esquecer tarefas recentes, compromissos agendados ou até mesmo períodos prolongados de tempo.

Esse esquecimento pode ser angustiante e desorientador, resultando em lacunas na memória que impactam na vida cotidiana.

A despersonalização é uma característica em que o paciente se sente desconectado do próprio eu.

Isso pode se manifestar como uma sensação de “assistir de fora” suas ações ou experienciar o mundo como se fosse um espectador.

Tratamento para lapsos de memória e despersonalização

O tratamento visa minimizar esses lapsos de memória e restaurar a conexão do paciente com suas ações cotidianas, buscando trazer de volta a sensação de continuidade e identidade.

Terapias específicas, como a terapia cognitivo-comportamental, ajudam o paciente a lidar com os lapsos de memória e a despersonalização.

Estas se concentram em reconectar o paciente com suas experiências e ações, auxiliando na reintegração de acontecimentos fragmentados na memória e na reconexão com o sentido de si.

Técnicas de ancoramento são frequentemente utilizadas para ajudar o paciente a manter a consciência e a conexão com o momento presente.

Isso pode incluir exercícios de mindfulness, técnicas de resgate em caso de episódios de despersonalização e métodos para lidar com lapsos de memória.

5) Transtorno de despersonalização/Desrealização

A despersonalização e desrealização são fenômenos dissociativos observados no transtorno dissociativo de identidade (TDI).

A despersonalização é caracterizada por uma sensação intensa de desconexão do próprio eu.

O paciente pode sentir-se separado de suas emoções, pensamentos ou sensações corporais.

Há uma constante sensação de estranheza em relação a si mesmo, levando à perda da identidade ou à impressão de ser um observador externo de suas ações e pensamentos.

A desrealização leva o paciente a interpretar o mundo como irreal, distante ou distorcido. Isso pode criar uma percepção de que o ambiente ao redor não é autêntico, como se fosse um sonho ou um cenário artificial.

O paciente pode ter dificuldade em sentir emoções genuínas ou em conectar-se com o ambiente ao seu redor.

A TCC é frequentemente empregada no tratamento desses sintomas, uma vez que ajuda os pacientes a reconhecer e controlar esses estados dissociativos.

Técnicas de ancoramento, juntamente com a TCC, são empregadas para ajudar a trazer o paciente de volta ao momento presente.

Isso pode incluir estratégias que utilizam os cinco sentidos para reconectar o paciente com o ambiente imediato.

O tratamento visa não apenas controlar esses sintomas, mas também integrar as diferentes partes da identidade para uma melhora da qualidade de vida e redução dos impactos dos sintomas na rotina.

O processo terapêutico busca fortalecer a compreensão do eu, diminuir a desconexão e facilitar a reintegração das experiências dissociativas. Assim, possibilita uma maior estabilidade emocional e funcional.

6) Estados de fuga dissociativa

Os estados de fuga dissociativa são episódios em que um indivíduo experimenta uma amnésia extensa relacionada a sua identidade ou locais em que esteve.

Durante esses episódios, a pessoa pode viajar para um lugar distante ou, às vezes, assumir uma nova identidade sem ter consciência de como ou por que está nesse local.

Esses estados de fuga dissociativa podem interromper significativamente a vida diária do indivíduo, levando a problemas no trabalho, nas relações pessoais e sociais devido à perda de tempo e à confusão resultante desses episódios.

Tratamento

O tratamento para esses estados de fuga geralmente envolve terapias que visam integrar esses diferentes estados de personalidade.

A abordagem terapêutica se concentra em compreender as causas subjacentes dos episódios de fuga, identificar gatilhos, assim como facilitar uma comunicação mais coesa e consciente entre as diferentes identidades.

A terapia visa ajudar o indivíduo a compreender e aceitar as diferentes partes de sua identidade, reduzindo a probabilidade e a frequência de fugas dissociativas.

O objetivo principal do tratamento busca controlar esses episódios e também permitir uma maior harmonia e comunicação entre as diferentes partes da identidade do paciente, capacitando-os a viver uma vida mais integrada e funcional.

Conclusão

Como mostrado no post "6 sintomas do transtorno dissociativo de identidade", a dupla identidade é complexa e desafiadora, afetando profundamente a vida daqueles que a vivenciam.

Compreender seus sintomas e abordagens terapêuticas utilizadas para tratar o transtorno pode ajudar na busca por atendimento médico adequado.

Com acompanhamento profissional e rede de apoio, as pessoas que lidam com essa condição pode alcançar uma melhora significativa na qualidade de vida.

Fontes: Manual MSD, Hospital Santa Mônica.

07/02/2024   •   há 21 dias

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