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    Saúde mental
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    Síndrome do impostor: o que é, sintomas e como tratar

    25/09/2025 • Tempo de leitura 7 min

    Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Serafini Breda, CRM/RS 57350

    Principalmente no mundo corporativo, é comum encontrar indivíduos altamente especializados e competentes, mas que constantemente duvidam de suas próprias habilidades. Eles se sentem como se não merecessem suas conquistas e acreditam que estão prestes a serem descobertos como fraudes.

    Esse fenômeno é conhecido como síndrome do impostor e afeta tanto homens quanto mulheres em diversas áreas de atuação.

    É fundamental identificar essa condição psicológica para evitar problemas em diversas esferas da vida.

    De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Dominicana da Califórnia, cerca de 70% das pessoas já experimentaram a sensação de se sentir "uma fraude" no ambiente de trabalho em algum momento de suas vidas.

    Neste artigo, saiba mais sobre a síndrome do impostor, sintomas, tipos, causas e como tratar. Acompanhe!

    O que é a síndrome do impostor?

    A síndrome do impostor é um fenômeno psicológico que afeta indivíduos, levando-os a subestimar suas próprias conquistas e não reconhecê-las como resultado de esforço e capacidade pessoal.

    Em vez disso, atribuem seu sucesso a fatores externos, como sorte, intervenção divina ou ajuda de terceiros, por exemplo.

    Esta síndrome é caracterizada por uma série de elementos impactantes em suas vidas, como o medo contínuo de serem expostos como incompetentes, o que leva a sentimentos constantes de apreensão.

    Além disso, quem sofre com a condição, muitas vezes se esforça excessivamente para ser perfeita em tudo o que faz.

    É importante reconhecer que a síndrome do impostor não está relacionada à falta de habilidades ou competência; trata-se de uma percepção distorcida de si mesmo.

    Buscar ajuda profissional e adotar estratégias terapêuticas pode ser um passo vital para superar essa síndrome e desenvolver uma autoimagem mais realista e saudável.

    Perfis psicológicos dos pacientes afetados pela síndrome do impostor

    Existem cinco subgrupos de perfis psicológicos que são afetados pela síndrome do impostor:

    • Crianças prodígios - têm grandes expectativas sobre si mesmas e se frustram quando a expectativa não se concretiza;
    • Super-homem ou supermulher - acreditam que qualquer tempo não dedicado ao trabalho é uma perda e frequentemente se esforçam em excesso para provar o seu valor;
    • Solitário - é o tipo de perfil que acredita que deve provar seu valor sozinho, sem pedir ajuda, para não mostrar fraqueza;
    • Perfeccionistas - exigem perfeição em seu trabalho e têm dificuldade em delegar tarefas;

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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  1. Especialistas - medem seu valor pelo conhecimento sobre um tópico específico e têm medo constante de serem expostos como ignorantes.
  2. Ambientes acadêmicos e de trabalho altamente competitivos também podem agravar a síndrome.

    Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais destacou a preocupação crescente com a síndrome do impostor entre estudantes de medicina.

    Esses estudantes se sentiram inseguros e desmerecedores de ocupar seu lugar no curso, demonstrando como a pressão e a competição podem contribuir para o desenvolvimento dessa síndrome.

    Sintomas da síndrome do impostor

    O sintoma mais marcante da síndrome do impostor é o medo de ser “desmascarado”.

    As pessoas que sofrem dessa síndrome acreditam constantemente que são incompetentes e que estão prestes a serem descobertas, o que leva a outros sintomas, como ansiedade e angústia.

    Esse medo de ser exposto pode influenciar suas escolhas, levando à autossabotagem e à perda de oportunidades.

    Além disso, quem lida com a síndrome pode apresentar outros sintomas que variam de pessoa para pessoa, como:

    • Autodepreciação - o indivíduo tem uma alta intolerância às próprias falhas, é bastante autocrítico e sente a necessidade de agradar a todos;
    • Esforço exagerado - demonstra uma obsessão por resultados, acreditando que apenas esforços extraordinários podem validar seu sucesso;
    • Adiamento de tarefas - tende a adiar tarefas importantes e procrastinar, com medo de que seu trabalho seja criticado por outros;
    • Procrastinação - adia compromissos e tarefas por medo de críticas ou resultados insatisfatórios;
    • Busca por aprovação - esforça-se constantemente para agradar a todos, muitas vezes sujeitando-se a situações humilhantes para obter validação;
    • Medo de exposição - evita estar em situações que possam expô-la e prefere a discrição;
    • Ingratidão - dificuldade em aceitar elogios e reconhecimento de outras pessoas, discordando constantemente os elogios recebidos.

    Outros sentimentos comuns associados à síndrome do impostor são raiva, esgotamento e tristeza.

    A sensação de autoavaliação excessiva gera medo da avaliação por parte dos outros.

    O perfeccionismo inalcançável é comum, levando à procrastinação e ao adiamento de tarefas para evitar o fracasso. Essa autossabotagem cria um ciclo que reforça a sensação de ser uma fraude.

    Pessoas com a síndrome do impostor geralmente apresentam três ou mais dos comportamentos mencionados anteriormente.

    A síndrome do impostor também pode causar uma série de problemas e impactos na vida pessoal e profissional das pessoas afetadas, como:

    • perda de oportunidades;
    • produtividade comprometida;
    • insatisfação constante;
    • esgotamento mental (síndrome de burnout);
    • sobrecarga.

    Causas da síndrome do impostor

    A síndrome do impostor é caracterizada pela incapacidade de internalizar o sucesso, levando o indivíduo a acreditar que é incompetente ou pouco inteligente, mesmo quando as evidências mostram o contrário.

    A síndrome do impostor pode ser desencadeada por diversos eventos, como promoções, novas responsabilidades ou visibilidade.

    A pressão para provar constantemente a competência pode ser um fator que potencializa os sintomas.

    Diagnóstico e tratamento da síndrome do impostor

    Embora não exista um diagnóstico formal para síndrome do impostor nos manuais diagnósticos oficiais, profissionais de saúde mental (como psicólogos ou psiquiatras) podem utilizar entrevistas clínicas e instrumentos de autorrelato para avaliar o impacto do fenômeno e distinguir se há transtornos associados.

    1. Entrevista clínica

    Na entrevista clínica, os profissionais coletam informações sobre os sintomas manifestados pela pessoa, exploram o seu dia a dia, incluindo seus desafios e conquistas, além de investigar o histórico pessoal, familiar e de saúde para compreender possíveis fatores relacionados à síndrome.

    2. Testes específicos

    O diagnóstico pode ser confirmado com a realização de testes específicos, como a Escala do Fenômeno Impostor de Clance (EFIC), a Escala do Fenômeno Impostor de Harvey (EFIH) ou a Escala do Fenômeno Impostor de Leary (EFIL).

    Buscar ajuda profissional é um passo importante no tratamento da síndrome do impostor.

    No entanto, muitas pessoas que sofrem com essa condição podem relutar em pedir ajuda, pois isso pode ser interpretado como vulnerabilidade.

    O tratamento terapêutico pode ajudar os indivíduos a entender a origem de sua insegurança, desenvolver autoconfiança e adquirir habilidades para lidar com pensamentos de autossabotagem.

    A terapia também pode identificar se a sensação de ser uma fraude é um problema isolado ou se está relacionado a outros transtornos, como depressão ou Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

    A conscientização sobre a síndrome do impostor e a busca por ajuda profissional são essenciais para superar esse transtorno psicológico.

    É importante lembrar que somente um profissional qualificado pode diagnosticar a síndrome. No entanto, algumas estratégias podem ajudar:

    • avaliar se os pensamentos negativos sobre si mesmo podem ser comprovados;
    • analisar o próprio trabalho de maneira objetiva e técnica;
    • pedir feedback a colegas, clientes ou chefes para obter uma perspectiva externa;
    • aprofundar o autoconhecimento para aumentar a consciência de pensamentos e sentimentos;
    • considerar a busca por ajuda especializada de psicólogos ou psiquiatras para lidar com a síndrome do impostor de maneira eficaz;
    • lembrar-se de que buscar ajuda profissional é fundamental para superar a síndrome e desenvolver uma autoimagem mais saudável.

    Prevenção da síndrome do impostor

    Para indivíduos que frequentam um ambiente corporativo, combater a síndrome do impostor requer conscientização e esforço.

    Entre algumas estratégias que podem ser aplicadas para combater a síndrome, estão:

    • reconhecimento das próprias habilidades;
    • aceitação de elogios;
    • desenvolver habilidades individuais.

    Conclusão

    Como visto no post "Síndrome do impostor: o que é, sintomas e como tratar", essa é uma condição psicológica que afeta muitas pessoas, inclusive no ambiente de trabalho, prejudicando sua autoestima e produtividade.

    A síndrome do impostor afeta pessoas bem-sucedidas, fazendo-as sentir que não merecem seu sucesso.

    Os sintomas mais comuns incluem medo de ser descoberto, ansiedade, autossabotagem e perfeccionismo.

    O tratamento envolve buscar ajuda profissional, geralmente por meio da terapia, para desenvolver autoconfiança e lidar com pensamentos de insuficiência.

    A conscientização sobre a síndrome é essencial para promover a compreensão e apoiar os indivíduos que a enfrentam.