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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Serafini Breda, CRM/RS 57350
A infecção urinária, quando se manifesta, pode desencadear diversos sintomas, causando um grande desconforto e piora progressiva. O tratamento individualizado é fundamental para combatê-la.
Conhecer seus sintomas, causas e principais formas de tratamento pode auxiliar na busca por atendimento médico no início dos seus sinais.
Saiba mais sobre o que é bom para infecção urinária e qual médico procurar a seguir.
A infecção urinária é uma doença tratada comumente com o uso de antibióticos.
Já nos primeiros dias de tratamento, o paciente pode ter uma melhora significativa, mas é preciso manter o uso até o final do período indicado pelo médico.
O tratamento medicamentoso deve ser feito segundo orientação médica, ou seja, por um clínico geral, urologista ou ginecologista.
O tratamento pode durar de 3 a 14 dias (conforme a gravidade e o tipo da infecção) e, além de antibióticos, medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios também podem ser receitados.
Além da medicação, também existem outras medidas que podem auxiliar de forma complementar no combate à infecção urinária, promovendo alívio dos sintomas e auxiliando na recuperação.
Beber a quantidade diária adequada de água, além de ser benéfico para a saúde, ajuda a diluir a urina e pode ajudar a eliminar as bactérias maléficas presentes no trato urinário.
Além disso, quando o organismo está hidratado o suficiente, as dores relacionadas à micção diminuem.
Quando se segura a urina, você está impedindo que seu organismo faça a limpeza natural da uretra, facilitando o aparecimento de bactérias. Além disso, a bexiga pode ficar dilatada, impedindo que seja esvaziada por completo.
Isso pode resultar em problemas como a cistite (inflamação ou infecção da bexiga, geralmente causada por bactérias como a E. coli).
Portanto, deve-se esvaziar a bexiga regularmente para eliminação de bactérias específicas.
Alguns tipos de bebidas, como a água com gás, podem irritar a bexiga. Portanto, além dela, é indicado evitar o consumo de cafeína, , alimentos picantes e mais ácidos.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Alguns chás podem ajudar em crises de infecção urinária.
Eles possuem ação antibacteriana, diurética e anti-inflamatória, ajudando a eliminar as bactérias das vias urinárias.
Vale salientar que esse tipo de bebida não substitui o tratamento médico e que deve ser consumido com orientação profissional, uma vez que possui propriedades medicinais que podem gerar riscos para a saúde ou afetar o uso de medicamentos.
Entre os principais chás que podem auxiliar no alívio dos sintomas da infecção urinária, estão:
O banho de assento é uma opção caseira que pode auxiliar no alívio dos sintomas da infecção urinária, principalmente dor ou queimação ao urinar.
A prática consiste em encher uma bacia de água morna e permanecer sentado nela por um período de 15 a 30 minutos.
Probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, podem conferir benefícios à saúde.
Popularmente conhecidos como "bactérias boas" ou ainda "bactérias amigáveis", são muito utilizados para restaurar o equilíbrio da microbiota intestinal.
Alimentos fermentados como iogurte, chucrute, miso e kimchi, naturalmente contêm algumas dessas bactérias, ou seja, são fontes alimentares de probióticos.
Em mulheres, principalmente, parte dos remédios indicados para infecção urinária afeta a flora vaginal benéfica, fragilizando a barreira natural existente no trato urinário.
Por esse motivo, o uso dos probióticos pode ser indicado para ajudar a regular a flora vaginal e a evitar que futuras infecções atinjam novamente o sistema urinário (a doença pode se tornar recorrente em alguns casos).
O aumento no consumo de vitamina C torna a urina mais ácida, o que inibe diretamente o crescimento de bactérias no trato urinário.
Ela pode ser consumida em alimentos crus, como laranja, limão e couve-flor, mas, para o caso do uso de suplementos, é indicado buscar a orientação de um nutricionista.
A infecção urinária é uma doença causada pela presença e multiplicação de microrganismos, incluindo vírus, fungos e também bactérias, que atingem o trato urinário.
Ela é mais comum em órgãos como bexiga e uretra, mas pode atingir também os rins e ureteres.
Dados da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP), em um trabalho publicado em 2019, mostram que a infecção urinária atingiu cerca de 7 milhões de brasileiros na época.
Muitos destes diagnósticos são em decorrência da falta de informação a respeito da doença, além de negligência do próprio paciente frente aos primeiros sintomas.
A bactéria E. coli é responsável por mais de 80% de todos os episódios de infecção, mas entre outros patógenos que podem desencadear a doença, estão Staphylococcus saprophyticus, Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis.
A infecção urinária pode ser dividida em três tipos distintos:
Os sintomas da infecção urinária dependem inteiramente da parte do trato urinário afetada (bexiga, uretra ou rins) e também da sua gravidade. Entre os mais comuns, estão:
O diagnóstico da infecção urinária se baseia principalmente na história clínica, exames e relato sobre os sintomas. É importante também, neste processo, identificar os fatores de risco, estabelecendo assim as opções mais adequadas para o tratamento.
Entre os exames mais comuns, há um destaque para a urocultura, um exame de urina que indica se há uma resposta inflamatória e bactérias.
Em casos mais graves, ou para identificar outros aspectos relacionados ao quadro de saúde do paciente, podem ser solicitados exames de imagem, incluindo a ultrassonografia, a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética, para avaliação geral do trato urinário e dos rins.
As mulheres estão mais propensas a desenvolver a infecção urinária por diferentes razões, sendo uma das principais a anatomia feminina.
Na mulher, o ânus e a vagina estão muito próximos da uretra, o que facilita a entrada e maior proliferação das bactérias.
Além disso, a uretra feminina é muito curta, o que facilita a ascensão das bactérias para órgãos como a bexiga.
Mas existem também outros motivos que podem aumentar os riscos de infecção urinária. Entre os principais estão a falta de higiene no local, a obesidade, a diabetes e o próprio ato sexual.
Vale salientar também que o uso de alguns sabonetes íntimos pode prejudicar a flora vaginal, tornando a região vulnerável.
Ao notar um ou mais sintomas da doença, é indicado buscar atendimento médico imediato.
Como visto neste post "O que é bom para infecção urinária", esta é uma condição médica que atinge muitos brasileiros, tendo impacto direto na qualidade de vida e bem-estar das pessoas.
Mais comum em mulheres devido a questões anatômicas, ela causa febre, dor ao urinar, entre outros sintomas.
Há três tipos principais de infecção urinária: cistite (que atinge a bexiga), uretrite (inflamação da uretra) e pielonefrite (infecção dos rins).
O tratamento convencional envolve a administração de antibióticos e de outros remédios para diminuição da dor.
Algumas medidas podem auxiliar no alívio dos sintomas de forma complementar, como aumentar o consumo de vitamina C, manter hidratação constante e evitar líquidos que possam, por exemplo, irritar a bexiga.
Ao notar os primeiros sinais de infecção urinária, é preciso procurar um médico, de preferência um clínico geral, ginecologista ou urologista, para o diagnóstico correto e início do tratamento.