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    Saúde
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    Mal de Parkinson: como posso ajudar um familiar com essa doença?

    25/09/2025 • Tempo de leitura 4 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Mal de Parkinson atinge cerca de 1% da população mundial com idade acima de 65 anos. A prevalência da doença aumenta em pacientes com idade mais avançada, mas há casos diagnosticados já a partir dos 55 anos.

    No Brasil, a estimativa é que 200 mil pessoas sofram com essa doença neurológica. Entender como ela ocorre no organismo e compreender os seus sintomas é fundamental para que amigos e familiares possam adotar cuidados especiais com idosos portadores dessa doença. Embora a doença tenha sido descrita na literatura médica ainda no século XIX, não se sabe ao certo quais são as suas causas.

    Mal de Parkinson: entenda o que é esta doença

    Os primeiros estudos relacionados a esse mal datam de 1817. À época, o médico inglês James Parkinson publicou um artigo chamado “An Essay on the Shaking Palsy” em que descrevia uma espécie de “paralisia agitante” em pessoas idosas.

    Posteriormente, o médico francês Jean-Martin Charcot contribuiu com estudos em diversas áreas da neurologia e foi ele que, juntamente com o médico francês Alfred Vulpian, diferenciou em um artigo a esclerose múltipla do mal de Parkinson, batizando a doença em homenagem ao estudo do seu antecessor.

    O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central e que afeta a coordenação motora. O que se sabe é que ocorre uma degeneração dos neurônios produtores de dopamina.

    As causas da doença ainda não são completamente conhecidas, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientais possam contribuir para o surgimento desta patologia. A doença acomete especialmente pessoas de mais idade, a partir dos 55 anos.

    Embora a doença possa ser assintomática em estágio inicial, pacientes com Mal de Parkinson tendem a apresentar sintomas como tremores, rigidez, lentidão de movimentos e dificuldade em caminhar. Em casos mais avançados pode ocorrer depressão e ansiedade, levando a pessoa a desenvolver demência.

    Infelizmente, não há cura para o Mal de Parkinson, mas existem diversos tratamentos que podem ser empregados para que o paciente tenha uma melhor condição de vida. Isso inclui medicamentos, sessões de fisioterapia, acompanhamento psicológico, prescrição nutricional e, se necessário, intervenção cirúrgica.

    Convivendo com a doença: como ajudar um familiar com Mal de Parkinson

    Além da idade avançada, os sintomas do Mal de Parkinson contribuem para agravar o quadro clínico do paciente, impactando em suas atividades de rotina. Dificuldade para caminhar, tremores e problemas de raciocínio costumam se intensificar com o passar dos anos, fazendo com que a pessoa precise de auxílio mesmo para realizar tarefas de rotina.

    Além do paciente, as pessoas que estão à sua volta também são impactadas pelo agravamento da doença. Não é raro que filhos, netos, irmãos e irmãs tenham que assumir determinadas funções que impliquem em sair de casa ou realizar tarefas domésticas. O portador da doença se frustra com o fato de não ter controle absoluto sobre a coordenação motora, e pode demonstrar irritação e ansiedade.

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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    A paciência é a maior virtude do cuidador ou responsável por um idoso com Mal de Parkinson. É preciso compreender que mesmo as tarefas mais simples demandarão mais tempo por parte do paciente. Portanto, ao acompanhá-lo, certifique-se de dar ao portador da doença o tempo necessário para realizar qualquer atividade, sem apressá-lo ou criticá-lo pela demora.

    Orientar o repouso é outro aspecto importante. Pessoas com Parkinson tendem a sentir um cansaço maior ao longo do dia, e isso deve ser respeitado. Contudo, há que se encontrar um equilíbrio entre repouso e sono, pois caso contrário corre-se o risco de que o idoso desenvolva um quadro de insônia, tendo muita dificuldade para dormir à noite.

    Adaptação da rotina, alimentação e medicamentos

    As limitações impostas pela doença podem requerer que a residência do idoso precise de algumas adaptações. Na cozinha, no banheiro e nos demais cômodos, os itens mais utilizados devem estar sempre acessíveis. Retirar tapetes escorregadios e adicionar corrimões ou barras de suporte em algumas áreas também é recomendável. O uso de uma bengala também é indicado para que a pessoa possa ter um ponto de apoio frequente.

    No que diz respeito à alimentação, uma dieta equilibrada também é importante para evitar o excesso de perda de peso. Os sintomas da doença podem inibir o apetite ou dificultar a mastigação, por isso dê preferência para alimentos leves e de fácil preparo e ingestão. Estimular várias refeições ao dia é melhor do que centralizar toda a alimentação no almoço e no jantar.

    Fique atento também ao acompanhamento médico necessário. O uso de medicamentos pode atenuar os sintomas da doença, mas é importante que os familiares ajudem o paciente a organizá-los de maneira que eles sejam tomados conforme a orientação. Uma caixa apropriada para os comprimidos com as indicações de horário de cada medicamento é o ideal.

    Por último, mas não menos importante, aproveite para estabelecer um diálogo com o portador da doença. As limitações físicas podem causas abalos emocionais que levam à depressão. Ajudar o idoso a ver o mundo sob outro ponto de vista, envolvendo outros familiares nas atividades e trazendo-o para o convívio do dia a dia é fundamental para que ele mantenha a percepção de que, apesar das dificuldades, é possível levar uma vida saudável e feliz ao lado de pessoas queridas.