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6 doenças neurológicas degenerativas

Doenças neurodegenerativas como mal de Alzheimer, distrofia muscular e esclerose múltipla não têm cura, mas elas podem ser tratadas. Saiba mais sobre.

Doenças neurológicas são os distúrbios que afetam o sistema nervoso, que é composto pelo cérebro, pela medula espinhal e pelos nervos. Como esse sistema está envolvido em muitas funções do corpo, elas podem se manifestar de diversas formas.

Em muitos casos, as doenças neurológicas são degenerativas, ou seja, elas não têm cura, o que significa que a condição avança com o passar do tempo, trazendo um grau de comprometimento ainda maior.

Também chamadas de doenças neurodegenerativas, elas causam a destruição gradual e irreversível dos neurônios (células do sistema nervoso), de forma que as pessoas afetadas apresentam sintomas progressivamente mais intensos.

Lista de doenças neurológicas degenerativas

As doenças neurodegenerativas englobam uma série de condições que afetam diferentes regiões do sistema nervoso. 

Dessa forma, os sintomas dessas doenças variam muito conforme a natureza da condição, podendo incluir dores de variadas origens, transtornos do sono, alteração da consciência, distúrbios dos sentidos (audição, visão, olfato, tato e paladar), mau funcionamento dos músculos, prejuízo da função mental, entre outros.

Confira a lista de doenças neurológicas degenerativas mais comuns e seus principais sintomas:

1. Mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer ou doença de Alzheimer é um tipo de demência mais conhecida por afetar a memória das pessoas idosas, mas seus efeitos também incluem o declínio gradual da capacidade de julgamento, raciocínio e aprendizagem. 

Assim, essa doença neurodegenerativa também pode ter sintomas como confusão, mudança de personalidade, dificuldades com a linguagem, incapacidade de realizar tarefas do dia a dia e comportamento inapropriado, embora a perda de memória recente seja a manifestação que mais se destaca.

2. Mal de Parkinson

O mal de Parkinson ou doença de Parkinson é uma doença neurológica degenerativa caracterizada principalmente pelo tremor, mesmo quando os músculos estão em repouso. Além disso, ela causa rigidez muscular, lentidão dos movimentos e dificuldades em manter a postura devido à perda do equilíbrio.

Mais comum entre 50 e 79 anos, o mal de Parkinson também compromete a capacidade de pensamento, originando a demência. Assim como o mal de Alzheimer, esta doença pode ter influência genética.

3. Esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença neurodegenerativa mais comum em mulheres de 20 a 40 anos. Ela provoca lesões no cérebro devido a uma condição autoimune, na qual o sistema imunológico ataca o revestimento dos neurônios, chamado de bainha de mielina.

Essa doença se caracteriza por episódios imprevisíveis, ou seja, seus sintomas vão e voltam. No início, a esclerose múltipla costuma apresentar sintomas transitórios e leves, como alterações menores na visão ou em outros sentidos. Com o passar do tempo, podem surgir manifestações como visão dupla, perda visual, fraqueza, formigamento nas pernas, desequilíbrio e tremor. 

4. Esclerose lateral amiotrófica (ELA)

Os principais sintomas da esclerose lateral amiotrófica são o endurecimento e a fraqueza dos músculos em dos lados do corpo acompanhados pela perda de massa muscular (atrofia), que evoluem gradualmente para a paralisia.

Com o passar do tempo, a ELA impossibilita que a pessoa realize tarefas simples do dia a dia, como se levantar, segurar objetos, subir escadas, falar e se alimentar, podendo afetar também os músculos envolvidos na respiração. 

Apesar disso, a capacidade cognitiva é preservada, o que faz com que o paciente tenha consciência de seu quadro. Um exemplo bastante conhecido de paciente com ELA foi o famoso cientista Stephen Hawking, que conviveu com a doença dos 21 aos 76 anos.

5. Distrofia muscular

Distrofia muscular é um grupo com mais de 30 doenças neurológicas degenerativas que afetam os músculos. As causas dessas doenças estão em mutações genéticas, algumas das quais podem ser hereditárias enquanto outras acontecem espontaneamente na geração do embrião.

Dependendo do tipo de distrofia muscular, a pessoa pode apresentar desde sintomas leves que evoluem de forma lenta, sem prejuízo para as funções, até sintomas severos que causam fraqueza intensa e afetam os músculos involuntários, levando a problemas respiratórios e cardíacos.

6. Atrofia muscular espinhal (AME)

A atrofia muscular espinhal é uma doença genética que se manifesta por fraqueza e atrofia muscular progressiva, resultando em dificuldades para realizar movimentos considerados simples, como andar, se sentar, se levantar e manter a cabeça erguida.

A AME pode surgir desde o nascimento até a vida adulta, sendo mais severa conforme a precocidade do início dos sintomas. Com o passar do tempo, ela pode causar escoliose, dificuldade na deglutição e dificuldade respiratória.

Tratamento das doenças neurológicas degenerativas

Embora grande parte das doenças neurodegenerativas não tenha cura, elas podem ser tratadas para oferecer uma melhor condição de vida ao paciente e retardar a evolução dos sintomas.

Para que a pessoa tenha acesso ao melhor programa de tratamento para o seu caso, que pode incluir o uso de medicamentos, a fisioterapia e a terapia ocupacional, entre outros recursos, é necessário receber um diagnóstico preciso sobre sua condição.

Por isso, se você ou alguém da sua família apresentarem algum dos sintomas mencionados aqui, é importante buscar a opinião de um médico neurologista. Agende sua consulta com o aplicativo do MEDPREV.

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