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Revisado pelo(a) Dra. Eva Gabryelle Vanderlei Carneiro Machado, CRM/PR 58112
Pessoas que sofrem com dores de cabeça fortes e latejantes sabem como elas podem ser incapacitantes. Mas evitar determinados hábitos pode ajudar a reduzir os seus sintomas e contribuir para que a dor passe mais rápido.
Não há cura para a doença (é crônica) e a dor pode persistir por até 72 horas.
Ao conhecer 7 hábitos que pioram a enxaqueca e entender melhor como controlá-la, é possível melhorar a qualidade de vida.
Apesar de não existir cura, é possível manejar os sintomas da enxaqueca por meio de ações específicas no dia a dia, o que inclui evitar hábitos prejudiciais.
A enxaqueca é classificada como um distúrbio crônico. Por isso, mesmo que uma pessoa sinta dores com meses de espaçamento, ela pode voltar a qualquer momento.
Para evitar a repetição das crises, é essencial descobrir quais fatores desencadeiam o mal-estar, como fases do ciclo menstrual, determinados alimentos, tipos de emoções, entre outros.
Além disso, é válido procurar um médico, como clínico geral ou neurologista, para ajudar na investigação da condição e prescrição de remédios para as crises.
Muitas pessoas têm o hábito de substituir a água por café, chás e refrigerantes.
Porém, essas bebidas contêm cafeína, a qual pode ser um gatilho para algumas pessoas com enxaqueca, embora em outros casos possa ajudar a aliviar a dor, especialmente se usada com moderação.
Em partes, isso acontece porque essas substâncias provocam a desidratação, que também pode desencadear crises.
Conforme as orientações de especialistas no assunto, o ideal é se acostumar a beber água em temperatura ambiente e reduzir o consumo de outros líquidos.
A enxaqueca não é causada apenas por hábitos prejudiciais à saúde, como fumar, beber em excesso ou exagerar na alimentação.
Na verdade, até a rotina de exercícios pode agravar o problema, caso o treino esteja ultrapassando os limites do seu corpo.
Isso acontece porque algumas pessoas que levantam peso tendem a sobrecarregar os ombros e o pescoço involuntariamente, o que pode desencadear uma crise de enxaqueca.
Portanto, não é necessário interromper os treinos, mas é preciso adaptá-los e ter certeza de que os movimentos estão sendo realizados corretamente e evitá-los durante a crise.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
É comum que as pessoas tomem um chá de ervas ou se automediquem ao sentir azia, tensão muscular ou dor de cabeça, como a enxaqueca.
Contudo, gerenciar a medicação por conta própria pode agravar a situação, uma vez que pode mascarar os sintomas e dificultar o diagnóstico.
O ideal é pedir orientação a um médico sobre quais medicamentos e cuidados são mais adequados.
Para relaxar os músculos do corpo e da cabeça, é fundamental ter momentos para si, ou seja, se desconectar da rotina, uma vez que o estresse é uma das causas da enxaqueca.
Também é preciso dormir bem para restaurar o organismo, liberar a tensão e regular os neurotransmissores.
Para isso, é indicado ter cerca de 6 a 8 horas por dia de sono de qualidade, em um ambiente livre de estímulos (o que inclui o uso de telas).
O uso frequente de telas pode agravar as crises de enxaqueca e intensificar a fotofobia (aversão à claridade).
Se o paciente evita fazer consultas, inclusive de rotina, torna-se difícil acompanhar o quadro de saúde e, inclusive, diagnosticar a enxaqueca.
Por isso, no caso das dores de cabeça persistentes, é aconselhável agendar uma consulta com um clínico geral ou um neurologista e mencionar tanto sintomas quanto histórico de saúde.
É importante relembrar que a maioria dos hábitos que pioram a enxaqueca são aqueles que prejudicam a saúde em geral, como:
A enxaqueca é uma condição neurológica caracterizada por episódios de dor de cabeça intensa e incapacitante, que pode durar até 72 horas.
Essa dor pode afetar um ou ambos os lados da cabeça e, embora possa ocorrer com qualquer pessoa, é mais comum em mulheres do que em homens.
Além disso, crianças e pessoas acima dos 40 anos tendem a apresentar menos episódios de enxaqueca. Contudo, isso não exclui a possibilidade de ocorrência em qualquer faixa etária.
A frequência das crises (episódios de dor) é variável, de forma que algumas pessoas podem experienciá-las várias vezes ao mês, enquanto outras podem ter apenas uma crise por ano.
A doença é uma condição crônica e, frequentemente, a sua manifestação é influenciada por predisposição genética, atingindo principalmente aqueles que possuem ascendentes (pai e mãe) com o mesmo problema.
A natureza da enxaqueca faz com que ela seja debilitante, interferindo nas atividades diárias e na qualidade de vida dos afetados.
Por isso, o diagnóstico e tratamento adequados são essenciais para o manejo eficaz da condição, possibilitando que o paciente lide melhor com sua condição.
Inclusive, a compreensão das características da enxaqueca é fundamental para o desenvolvimento de estratégias que objetivam amenizar seus sintomas.
Antes do início da dor de cabeça associada à enxaqueca, muitas pessoas experimentam mudanças no comportamento, como irritabilidade e ansiedade.
Esses sintomas comportamentais costumam ser seguidos por sinais neurológicos, como tontura e visão embaçada.
Outras manifestações que podem anteceder a dor são dores musculares, cansaço e aumento da fome.
É possível que apareçam sinais menos comuns, como enxergar manchas (chamada de enxaqueca com aura), dificuldade para falar e sensação de dormência nos membros.
Quando a dor de cabeça se instala, é frequente que a pessoa sinta enjoo, vomite, perca o apetite e se torne mais sensível a barulhos e luzes.
Além desses, a enxaqueca pode ter outros sintomas, como:
No caso da enxaqueca com aura, a pessoa sofre com alterações visuais marcantes, como ficar com a vista embaçada, enxergar pontos luminosos ou escuros e linhas em ziguezague. Esses sinais visuais precedem a dor de cabeça.
Outros sintomas exclusivos da enxaqueca com aura são:
A enxaqueca é uma condição neurológica cujas causas podem variar para cada pessoa.
Existem diversos fatores que, isolados ou em combinação, podem desencadear ou agravar uma crise de enxaqueca.
Comer certos alimentos, conhecidos por estimular e agravar a enxaqueca, como chocolates, produtos industrializados que contêm glutamato monossódico, alimentos ricos em gorduras e até frutas cítricas.
Esses alimentos provocam reações no sistema nervoso que desencadeiam a dor de cabeça característica da enxaqueca.
Mudanças nos níveis hormonais são uma causa comum de enxaqueca, especialmente em mulheres.
Ela pode ser desencadeada, por exemplo, durante a TPM, em casos de endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), entre outras condições hormonais.
Essas variações hormonais afetam diretamente os neurotransmissores, como a serotonina, que estão envolvidos no desencadeamento da dor.
A predisposição genética é uma das causas mais significativas da enxaqueca.
Dessa forma, pessoas com histórico familiar de enxaqueca têm maior probabilidade de desenvolver a condição.
A herança genética pode levar à manifestação de enxaquecas desde a infância, evoluindo para um quadro crônico com o passar dos anos.
A qualidade do sono é fundamental para a saúde neurológica, porque a privação de sono ou sua interrupção afeta o sistema nervoso, tornando o cérebro mais suscetível às dores.
O consumo excessivo de cafeína, presente em bebidas como café, chás, refrigerantes e em alguns medicamentos, pode ser um fator desencadeante de enxaqueca.
Embora a cafeína possa, em alguns casos, aliviar dores de cabeça, o seu consumo exagerado pode causar o efeito oposto, especialmente em pessoas mais sensíveis.
Ficar muito tempo sem comer pode provocar uma queda nos níveis de açúcar no sangue, o que estimula a produção de substâncias no organismo que causam dor de cabeça, já que o cérebro depende de um suprimento constante de glicose para ficar bem.
Estados emocionais como irritabilidade, raiva e impaciência, além de poderem ser sintomas de uma crise, também podem atuar como gatilhos para a enxaqueca.
Isso acontece porque o estresse emocional afeta o equilíbrio dos neurotransmissores no cérebro, além de gerar tensão física, que é outro fator que leva à dor.
O tratamento da enxaqueca é feito por meio do uso de analgésicos comuns ou associados a outros remédios.
É muito importante realizar acompanhamento médico para descobrir o tratamento mais eficaz, além de evitar a automedicação.
Especialmente porque, à medida que se toma analgésicos, eles podem perder o efeito ou até mesmo provocar a enxaqueca.
Além dos medicamentos, outras medidas podem fazer a diferença no manejo dos sintomas da enxaqueca, como:
Ficar em jejum ou comer comidas processadas ou farináceos, vivenciar tensão ou estresse, dormir mal e ser sedentário são alguns motivos relacionados à piora da enxaqueca, ou do seu surgimento.
O ideal é evitar alimentos processados, chocolate e bebidas estimulantes, como café, chá mate ou chá verde, dentre outros não saudáveis.
Embora os gatilhos alimentares variem muito de pessoa para pessoa, alguns exemplos são:
Praticando exercícios físicos, evitando alimentos que pioram o problema, buscando ter momentos relaxantes ao longo do dia e mantendo a hidratação.
Alimentos gordurosos e processados, bebidas estimulantes, alterações hormonais, estresse, reação a medicamentos, dentre outros.
Analgésicos e anti-inflamatórios são exemplos de remédios que ajudam no alívio da enxaqueca.
No entanto, o ideal é visitar um médico para entender a recorrência da dor e fazer o tratamento correto para evitá-la.
Frutas não cítricas como banana, maçã, melancia, melão, mamão e manga são algumas opções.
Porém, a identificação dos verdadeiros gatilhos alimentares deve ser individualizada, e é necessária cautela para evitar restrições alimentares desnecessárias na ausência de consenso entre os estudos científicos mais recentes.
Além de tomar analgésicos, anti-inflamatórios e/ou outros remédios prescritos por um médico, é possível aliviar a enxaqueca relaxando em um ambiente escuro e fazendo a ingestão de muita água.
A automedicação pode provocar efeitos indesejados, como reações alérgicas e a potencialização dos seus efeitos colaterais.
Além disso, há remédios que podem mascarar a causa do problema, fazendo com que ele se estenda e piore.
São bons para enxaqueca os sucos de frutas não cítricas, como manga, pêssego, ameixa, melancia, nectarina, framboesa e amora.
Porém, a identificação dos verdadeiros gatilhos alimentares deve ser realizada de forma individual, além de ser necessária cautela para evitar restrições alimentares desnecessárias na ausência de consenso entre os estudos científicos mais recentes.
Quando a dor de cabeça tem causas emocionais, ela geralmente vem acompanhada por tensão nos músculos, especialmente no pescoço e ombros.
Além disso, é possível identificar a dor porque há mudanças na rotina da pessoa, quando isso acontece, como alterações no apetite e no sono.
A dor de cabeça acontece quando o 5º nervo craniano é estimulado, provocando a liberação de substâncias inflamatórias nos vasos sanguíneos do cérebro e em suas camadas de tecido.
Como mostrado neste post "7 hábitos que pioram a enxaqueca", há diversos hábitos associados a ela que pioram as crises em frequência e intensidade.
Ao conhecer os gatilhos da enxaqueca, é possível reajustar a rotina para manter as dores sob controle, evitando o seu aparecimento ou amenizando a dor, quando surgir.
Portanto, após conhecer os hábitos prejudiciais, deve-se começar a substituí-los por opções saudáveis, incluindo a realização de visitas regulares ao médico, para acompanhamento.