Você sabia que a alimentação pode impactar diretamente nas crises de gastrite? Embora essa condição gastrointestinal afete inúmeras pessoas ao redor do mundo, muitas não sabem o que se deve ou não comer para evitá-la.
Conhecer os alimentos que podem aliviar ou agravar os sintomas é fundamental para ter uma melhor qualidade de vida.
Vale lembrar que, embora mudar os hábitos alimentares contribua para a melhora da gastrite, somente um médico especialista como o gastroenterologista pode indicar o tratamento adequado de acordo com o quadro de saúde do paciente.
Conheça mais sobre a gastrite: o que não comer, o que é, diagnóstico e tratamentos a seguir!
Problema de saúde muito comum e que causa incômodo, a gastrite tem como característica a inflamação do revestimento que protege o estômago (a mucosa gástrica).
Diversos fatores podem estar relacionados ao seu surgimento, como:
A gastrite crônica ocorre por um período prolongado, podendo prejudicar o processo de digestão das proteínas, além de ter como consequência o comprometimento da absorção de vitamina B12 e ferro.
A mucosa gástrica tem um papel fundamental no sistema digestivo, uma vez que sua função é proteger o estômago contra o ácido clorídrico e as enzimas digestivas, presentes nesse órgão.
Assim, funciona basicamente como uma barreira de proteção, impedindo que ambas as substâncias lesionem o revestimento do estômago.
Quando esta proteção falha, as substâncias causam danos à mucosa, resultando em sintomas bastante desconfortáveis.
Entre os sintomas da gastrite mais comuns, destacam-se:
Ao notar um ou mais sintomas, é recomendado procurar ajuda médica imediatamente.
O diagnóstico da gastrite segue uma combinação de ações, como:
Com a confirmação do diagnóstico, o médico gastroenterologista elabora um plano de tratamento específico para promover a cicatrização da mucosa gástrica e controlar os sintomas da gastrite.
Entre as principais formas de tratamento estão:
É importante lembrar que a gastrite pode variar em relação à gravidade, sendo preciso abordagens específicas para cada caso.
Além de conhecer o que é gastrite, causas e tratamentos, é muito importante aprender quais alimentos são aliados e quais agravam o quadro de saúde.
É importante destacar que um profissional como o nutricionista é o mais indicado para definir o plano alimentar do paciente de acordo com suas necessidades e restrições.
A terapia nutricional tem por objetivo diminuir os sintomas (dor e desconforto), evitar a inflamação gástrica e manter o estado nutricional do paciente, já que ele pode deixar de se alimentar adequadamente por conta da gastrite.
Recomenda-se o fracionamento das refeições em 5 ou 6 refeições diárias, assim, cada refeição será composta por um pequeno volume, evitando o desconforto e o jejum por longos períodos.
Veja a seguir as substâncias e os alimentos que podem piorar a gastrite.
Pimentas, molhos apimentados e condimentos fortes têm potencial para irritar o revestimento do estômago e agravar os sintomas da gastrite.
Por isso, recomenda-se reduzir ou até evitar o seu consumo.
Alimentos ricos em gordura, como frituras, carnes gordas e laticínios, contribuem diretamente para o aumento da produção de ácido estomacal.
Isso ocorre, pois, o organismo precisa produzir mais ácido para poder digerir este tipo de alimento.
Além disso, a digestão se torna bem mais lenta, levando a uma irritação ainda maior do estômago.
Assim, é recomendado optar por alimentos mais leves e com menor índice de gordura.
Frutas cítricas muito ácidas (como limão, abacaxi e laranja) são prejudiciais para quem sofre com a gastrite.
Entre os principais alimentos ácidos que precisam ser evitados, estão:
O álcool e o tabaco são substâncias que afetam a mucosa do estômago e induzem a uma maior produção de ácido gástrico, agravando ainda mais o quadro de gastrite.
A nicotina (presente no tabaco) é conhecida por reduzir a produção de muco no estômago, mas também prejudica o fluxo sanguíneo para a mucosa gástrica, dificultando a capacidade dessa membrana se recuperar de úlceras e de outras lesões associadas.
Alimentos ultraprocessados são prejudiciais para quadros de gastrite por vários motivos, como:
Entre os principais exemplos de alimentos ultraprocessados que fazem mal a pessoas com gastrite, estão:
Alimentos gordurosos possuem um elevado teor de gordura, levando a um agravamento e inflamação da mucosa gástrica, além de retardar o esvaziamento gástrico.
Embora possa levar ao alívio instantâneo quando ingerido, o leite estimula a produção ácida gástrica e acaba intensificando a dor.
Ele deve ser consumido como parte da alimentação, na quantidade recomendada e não com o objetivo de alívio da dor.
Na verdade, qualquer pessoa pode desenvolver gastrite. O que existe são fatores de risco que aumentam as chances de seu surgimento.
Entre os principais fatores, destacam-se:
Além disso, outras condições de saúde podem contribuir para o aparecimento do problema, como as doenças autoimunes, a Doença de Crohn, infecções virais, doenças renais e as doenças hepáticas.
Quando a gastrite não é tratada de forma adequada, pode haver consequências e complicações mais graves.
Confira algumas das principais a seguir.
Quando a gastrite não é tratada, o indivíduo pode desenvolver hemorragias (sangramentos do revestimento do estômago).
Essa hemorragia se manifesta na forma de vômito com sangue ou fezes escuras, exigindo atendimento médico imediato.
A anemia pode ser uma consequência resultante da hemorragia gastrointestinal, já que quando há sangramentos frequentes, o organismo fica deficiente em ferro, resultando nessa condição de saúde.
A anemia caracteriza-se por baixos níveis de glóbulos vermelhos saudáveis, causando fadiga, fraqueza, falta de ar, entre outros sintomas.
Outra causa da anemia é a ingestão insuficiente de nutrientes, causada pelo desconforto ao se alimentar.
Em alguns casos, pode ocorrer o bloqueio da passagem do alimento (estreitamento do canal do estômago), causando sintomas como:
É preciso salientar que o câncer gástrico é muito raro em pessoas com gastrite.
Porém, a inflamação crônica do estômago pode levar ao nascimento acelerado de células, especialmente se estiver associada à infecção por H. pylori.
Um dos quadros mais comuns de uma gastrite não tratada é o aparecimento de úlceras pépticas.
As úlceras são feridas abertas que se formam no revestimento do estômago ou no duodeno (a primeira parte do intestino delgado).
Entre os principais sintomas das úlceras pépticas estão o sangramento gastrointestinal e a dor abdominal intensa. Em casos mais graves, pode haver a perfuração do órgão
A H. pylori é uma bactéria que coloniza a camada protetora do estômago, levando a uma resposta inflamatória e uma inflamação crônica do organismo.
A infecção com este tipo de bactéria ocorre através do contato direto com ela em condições insalubres de higiene ou ainda por via oral (através do compartilhamento de utensílios ou água contaminada).
Após a infecção, a bactéria pode permanecer por grandes períodos no estômago se não for tratada de forma correta.
O diagnóstico da H. pylori é feito por meio de testes específicos, como exames de sangue, teste de urease ou amostras de tecido durante uma endoscopia.
O tratamento ocorre através da combinação de antibióticos, medicamentos e supressores de ácido estomacal, geralmente tendo a duração de uma a duas semanas.
Como mostrado no post "Gastrite: o que não comer?", há alimentos que podem ajudar na recuperação da inflamação, enquanto outros podem piorá-la.
O consumo de comidas picantes e cítricas, por exemplo, pode intensificar os sintomas.
Além disso, o uso de tabaco também não é recomendado, visto que pode piorar as lesões do revestimento estomacal.
Ao notar um ou mais sintomas da gastrite, recomenda-se agendar uma consulta com o clínico geral ou gastroenterologista para investigação do quadro de saúde e orientação de tratamento.
Para o acompanhamento e a elaboração de um plano alimentar individualizado e adequado, é fundamental ter o suporte do nutricionista.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.