
• Tempo de leitura 9 min
Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Perda de peso, dor no estômago, queimação, enjoo e falta de apetite são sintomas recorrentes de uma doença muito comum nos dias de hoje: a gastrite.
Apesar de, em muitos casos, estar relacionada à má alimentação, essa é uma doença que também está diretamente ligada a fatores psicológicos e emocionais.
Para entender o que é, os principais sintomas e como identificar a gastrite para um tratamento correto, acompanhe o post a seguir!
A gastrite é uma doença caracterizada pela inflamação do revestimento do estômago. Ou seja, é um processo inflamatório que atinge a mucosa nessa região, que é o revestimento mais interno do órgão.
Ela pode ser aguda, surgindo de repente, ou crônica, demorando para ser tratada e com evolução lenta.
A gastrite pode começar de uma forma discreta e sem sintomas, ou causar diversos incômodos. Por esse motivo, o seu diagnóstico não pode ser dado apenas com base nos sintomas.
O sintoma mais recorrente é a dor na boca do estômago, que costuma ser sentida em forma de pontada mais à esquerda do corpo e logo abaixo do início das costelas.
Contudo, outros sinais podem indicar o desenvolvimento dessa inflamação:
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, diversos são os fatores que podem desenvolver alguma inflamação no revestimento da parede do estômago e, consequentemente, uma gastrite. Por exemplo:
A gastrite é uma doença que apresenta diferentes sintomas, causas, tempos de duração e tipos de crises .
Consequentemente, o sucesso do tratamento vai depender do diagnóstico correto do seu tipo que podem ser categorizados em:
Esse tipo de gastrite é desenvolvida a partir de causas específicas, como a presença de bactérias, vírus ou outros agentes como uso de anti-inflamatórios, ingestão exagerada de álcool e até mesmo o consumo de alguns alimentos.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A gastrite aguda é temporária e pode surgir subitamente, tendo como alguns de seus principais sintomas:
Como sugere seu nome, a gastrite nervosa pode ser desencadeada por algum evento de estresse emocional, ansiedade ou frustração.
Mais comum entre as mulheres, esse tipo da doença costuma apresentar sintomas muito similares aos de uma gastrite aguda, porém também pode causar:
Quem possui um histórico de dores abdominais que aumenta de intensidade ao longo do tempo pode estar lidando com a gastrite crônica.
Nesse tipo da doença, a maioria dos casos tem como causa a infecção por uma bactéria chamada Helicobacter pylori (H. pylori).
A gastrite enantematosa (ou pangastrite) pode ter diversas causas, como as doenças autoimunes, infecções por bactérias, alcoolismo, tabagismo ou até mesmo, o consumo excessivo de medicamentos anti-inflamatórios.
Entre os sintomas mais característicos desse tipo, estão:
A gastrite eosinofílica é considerada o tipo mais raro da doença, tendo como causa a multiplicação de células imunes estomacais, causando inflamação e outros sintomas, como:
É importante mencionar que, em todos os tipos de gastrite, o recomendado é procurar um médico especialista como o gastroenterologista para que seja realizado o diagnóstico correto e tratamento adequado do paciente.
Além de procurar ajuda médica, em caso de crise, podem ser seguidas algumas recomendações, como:
O tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é um gatilho para o aparecimento da gastrite, inclusive contribuindo para o agravamento do quadro quando a inflamação já está em desenvolvimento.
Se a mucosa do estômago já estiver inflamada, devido às suas propriedades, o café exerce uma ação irritante.
Por essa razão, a recomendação é não exagerar na quantidade e substituir a bebida tradicional pelas versões menos concentradas, como o café expresso ou descafeinado.
Seguir uma alimentação equilibrada é fundamental para evitar complicações em caso de crise de gastrite.
Por essa razão, o recomendado é evitar alimentos ricos em temperos fortes, açúcares e gordura. Um profissional como o nutricionista pode auxiliar o paciente a seguir hábitos indicados para o seu perfil e necessidade.
Deixar o estômago vazio por muitas horas é um gatilho para que o suco gástrico ataque diretamente a mucosa. Portanto, comer de três em três horas pode ajudar a manter o estômago mais protegido.
O estresse e a ansiedade podem ser potencializadores do desenvolvimento da gastrite. Ou seja, como reação a esses estados emocionais, o corpo aumenta a secreção do suco gástrico, o que machuca a parede do estômago.
Portanto, incluir na sua rotina hábitos relaxantes e atividades físicas pode ajudar a evitar o problema.
Se a gastrite atacou, é indicado evitar ao máximo o consumo de alimentos que favorecem a secreção de ácido gástrico, pois ele agride as paredes do estômago, causando ou agravando os sintomas.
Entre alguns exemplos, estão:
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o tratamento medicamentoso é feito em casos extremos e depende da causa da gastrite.
Por isso, de maneira geral, o tratamento parte do princípio da prevenção e da mudança de hábitos prejudiciais para o estômago.
Entre alguns cuidados que podem ser tomados para prevenir a gastrite, estão:
Ao contrário do que muitos imaginam, quem tem gastrite não precisa seguir uma alimentação tão restritiva.
Em outras palavras, existem alimentos que não prejudicam o sistema digestivo e podem, inclusive, auxiliar no controle da inflamação.
Entre alguns exemplos, estão:
Quando consumidos com moderação, os chás podem trazer muitos benefícios para a saúde. No caso da gastrite, isso não é diferente. Confira
A gestação é um período de grandes e importantes transformações fisiológicas. No que diz respeito à gastrite, estar grávida aumenta as chances de desenvolver o tipo não crônico.
Porém, embora haja a presença dos sintomas da inflamação, seus efeitos não afetam a gestação e/ou o desenvolvimento da criança.
Ao identificar um ou mais sintomas mencionados anteriormente, é indicado procurar ajuda de um médico para avaliar a causa e o histórico clínico do paciente.
Para o diagnóstico da gastrite, pode ser solicitado um exame de endoscopia, que verifica o trato digestivo do paciente. Assim é possível identificar possíveis lesões ou qualquer outra alteração nos órgãos. Também pode ser solicitada uma biópsia para auxiliar em diagnósticos específicos.
Quando identificada e tratada da maneira correta, a gastrite pode ser curada. Mas para isso, é importante que seja identificada a sua causa da gastrite. Dessa forma, o médico pode indicar o tratamento mais adequado, seja com medicamentos que protegem o estômago ou através da mudança de hábitos.
Como mencionado acima, a gastrite é um processo inflamatório que atinge a mucosa do estômago que é o revestimento mais interno do órgão.
Já a úlcera ocorre quando a gastrite está em um estado avançado. Ou seja, essa é uma doença que provoca feridas na parede do estômago, esôfago ou duodeno com maior profundidade, causando dores e desconfortos ainda mais intensos.
Ao contrário da gastrite (que acomete o revestimento do estômago), a esofagite é a inflamação do esôfago, ou seja, o tubo que liga a boca ao estômago.
Entre os sintomas mais comuns desta condição, estão:
Popularmente conhecido como gastro, o gastroenterologista é o especialista médico que trata as doenças relacionadas ao aparelho digestivo, como é o caso da gastrite.
Somente esse profissional, com a confirmação através de exames, é capaz de prescrever medicamentos e procedimentos necessários para o tratamento da inflamação.
Confira a seguir algumas das principais dúvidas sobre o assunto!
Embora seja uma doença comum, a gastrite tem tratamento e cura. Por isso, ao identificar os sintomas da inflamação, é muito importante buscar ajuda profissional para diagnóstico e tratamento adequados. Além disso, adotar hábitos alimentares de acordo com o perfil e necessidade nutricional é fundamental para aliviar os sintomas e auxiliar na recuperação da saúde.