O estresse é um tipo de reação do corpo que tem a capacidade de influenciar negativamente a saúde no geral, inclusive de pele.
Estudos mostram uma estreita relação entre o estresse e o agravamento de espinhas, especialmente em adolescentes e jovens adultos.
A pele desempenha funções vitais de proteção, regulação e sensibilidade do organismo, estando conectada a diversos órgãos do corpo humano.
Além disso, é capaz de manifestar sintomas relacionados à saúde mental, entre eles, aqueles causados pelo estresse.
Descubra se o estresse causa espinha a seguir.
A pele é o maior órgão do corpo humano, possuindo diversas funções, que vão desde a regulação de temperatura, até a proteção do corpo contra agentes externos.
As terminações nervosas na pele, por exemplo, permitem que o corpo responda a certos estímulos, como calor, frio e dor.
A conexão entre o sistema nervoso e a pele começa já durante o desenvolvimento embrionário. Ambos se originam da mesma camada germinativa, conhecida como ectoderme.
Isso estabelece uma ligação profunda entre estes dois sistemas, permitindo uma interação entre ambos pelo resto da vida.
Esta conexão também se faz presente nas glândulas sebáceas e receptoras da pele, que são reguladas inteiramente pelo sistema nervoso.
Essa é uma das razões que estabelecem a relação entre problemas mentais e psicológicos com a saúde da pele.
Inclusive, ansiedade e depressão também podem afetar a pele de diversas maneiras.
Pessoas com estas condições apresentam frequentemente um aumento na inflamação do corpo, que pode se manifestar na pele por meio de erupções cutâneas ou aumento de condições já existentes.
Além disso, comportamentos compulsivos (presentes em algumas condições de origem mental), como coçar a pele e arrancar pelos (tricotilomania), podem levar a diversas lesões e infecções secundárias.
A espinha e a acne são condições comuns que surgem na pele e que afetam pessoas de todas as idades, sendo mais comuns durante a adolescência devido às constantes mudanças hormonais.
Ambas estão relacionadas e compartilham características semelhantes; porém, existem algumas diferenças entre elas.
As espinhas são protuberâncias na pele que ocorrem quando os folículos pilosos (ou poros) ficam obstruídos por sebo, células mortas e bactérias.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Elas se manifestam de diversas maneiras, incluindo cravos, pústulas (cheias de pus) ou nódulos (lesões mais profundas).
Já a acne é uma condição de pele mais abrangente, que engloba uma variedade de lesões, incluindo a espinha.
Ela varia de leve a grave e, quando não tratada de forma adequada, pode resultar em cicatrizes permanentes na pele.
A espinha é o tipo mais comum de lesão associada à acne, sendo a obstrução dos poros o principal ponto de partida para o seu desenvolvimento.
O estresse em si é uma reação natural do corpo a situações desafiadoras ou ameaçadoras.
Quando ele se torna persistente ou excessivo, pode se tornar prejudicial tanto para a saúde física quanto para a mental.
Com a mudança do estilo de vida, o estresse se tornou uma realidade muito comum para grande parte das pessoas, afetando o seu bem-estar.
O estresse pode desencadear uma série de sintomas (como irritabilidade intensa) e contribuir para problemas de saúde mental, como:
O constante estado de alerta do corpo pode prejudicar a capacidade de concentração e tomada de decisão. Isto afeta diversas áreas, como a vida profissional, os estudos e as relações interpessoais.
Em casos de estresse crônico, por exemplo, o indivíduo pode desenvolver transtornos psicológicos ainda mais graves, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
No âmbito físico, são diversos os sintomas que podem aparecer.
Entre os principais, estão:
Além disso, pode haver comprometimento do sistema imunológico, tornando o corpo mais suscetível a infecções e doenças, inclusive, para problemas de pele.
Sim, o estresse pode causar espinhas. Quando a pessoa está estressada, o corpo libera uma série de hormônios, principalmente o cortisol. Isto afeta todo o equilíbrio hormonal do corpo, incluindo também a saúde da pele.
O estresse é um problema que não afeta apenas o estado emocional, mas também desencadeia uma série de reações fisiológicas que podem afetar a aparência e a função da pele.
Um dos principais efeitos do estresse na pele é o aumento na produção de sebo (óleo) pelas glândulas sebáceas (estruturas associadas aos folículos pilosos, responsáveis pela produção de sebo).
Isto leva, entre outros problemas, ao desenvolvimento dos diferentes tipos de acne, incluindo as espinhas, além de poros dilatados e cravos.
Caso o indivíduo tenha condições de pele preexistentes, o estresse pode agravar ainda mais estas condições.
Além de aumentar a produção de sebo, o estresse também pode levar ao comprometimento da barreira natural da pele, tornando-a mais suscetível a danos externos, incluindo poluição e radiação UV.
A pele também pode sofrer com uma cicatrização mais lenta, uma vez que o estresse pode prolongar o tempo de recuperação de feridas, cortes e abrasões.
Além disso, o estresse também tem efeito no processo de envelhecimento. O cortisol pode degradar o colágeno e elastina, proteínas fundamentais para a elasticidade e firmeza da pele.
Como consequência, a pele apresenta mais rugas, linhas finas e flacidez, contribuindo para uma aparência mais envelhecida.
Sim, é possível.
O tratamento envolve tanto os aspectos físicos, quanto os aspectos emocionais. Entre as principais estratégias, destacam-se:
Embora estas estratégias possam ajudar a tratar a acne gerada pelo estresse, é importante sempre abordar todas as suas causas de uma forma geral, promovendo a saúde física e emocional de forma completa.
O suporte profissional de um psicólogo pode auxiliar no enfrentamento de problemas mentais e emocionais associados ao estresse, por exemplo.
Sim, o estresse pode causar o desenvolvimento de espinhas. Ele ajuda a desencadear a liberação de hormônios, como o cortisol, que aumenta a produção de sebo na pele e intensifica processos inflamatórios, contribuindo para o surgimento de espinhas.
A manifestação da espinha causada pelo estresse, comumente, tem uma aparência similar ao tipo clássico.
A diferença da causa pode ser notada a partir do tratamento, ou seja, o paciente que possui um fator emocional relacionado à espinha (como no caso do estresse não costuma responder tão bem ao tratamento convencional.
Os tratamentos para espinhas relacionadas ao estresse são semelhantes ao comum. A diferença está no tratamento das causas relacionadas ao estresse.
Ou seja, além dos cuidados com a pele, é preciso abordar técnicas de gerenciamento do estresse, como terapia, meditação e exercícios físicos.
Como visto no post “Estresse causa espinha?”, o estresse pode impactar a saúde da pele e, inclusive, contribuir para o surgimento de espinhas.
Isso ocorre, pois essa reação do corpo libera alguns tipos de hormônios que impactam diretamente a pele (principalmente no aumento da produção de sebo).
Este aumento na produção de sebo pode ocasionar a obstrução dos folículos da pele, levando ao aparecimento das espinhas.
O estresse, ao afetar a saúde e causar problemas em diferentes contextos da vida, exige tratamento e cuidado especializado para evitar o seu agravamento e aumento dos impactos no bem-estar.
Com o acompanhamento de um médico como o dermatologista e o apoio psicológico, é possível minimizar os efeitos do estresse.