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Baixa autoestima: como aumentar?

Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

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A autoestima desempenha um papel fundamental na vida, influenciando a percepção e a forma de interagir com o mundo ao redor.

No entanto, muitas pessoas enfrentam desafios relacionados com baixa autoestima, o que pode afetar significativamente a sua qualidade de vida e bem-estar emocional.

Estudos mostram que indivíduos com uma visão positiva de si mesmos tendem a ter níveis mais baixos de hipertensão no corpo, enquanto pessoas no extremo negativo tendem a apresentar alguns tipos de problemas de saúde.

Porém, você sabia que é possível aumentar o amor-próprio e cultivar uma visão mais saudável de si mesmo?

Conheça mais sobre a baixa autoestima: como aumentar e seus principais impactos para a qualidade de vida.

O que é baixa autoestima?

A autoestima refere-se ao modo como uma pessoa se percebe, valoriza e respeita a si mesma, o que inclui sentimentos de autoaceitação, confiança e amor-próprio.

Sigmund Freud descreve a autoestima como o "sentimento de estima de si" que influencia diretamente as experiências e a qualidade de vida.

Indivíduos com alta autoestima tendem a se sentir confiantes, valorizados e capazes de enfrentar desafios com resiliência.

Por outro lado, aqueles com baixa autoestima podem manifestar sentimentos de inadequação, desvalorização e autoconceito negativo.

O que caracteriza autoestima baixa?

A baixa autoestima pode se manifestar de várias formas, incluindo por meio de sentimentos de inferioridade, autocrítica, autocensura e falta de confiança.

Além desses, alguns dos seus sintomas mais comuns são:

  • Sentimentos de inadequação e inferioridade - pessoas com baixa autoestima, muitas vezes, se sentem inadequadas em comparação com os outros. Elas podem duvidar constantemente de suas próprias habilidades e se ver como menos competentes e/ou talentosas do que os outros;
  • Autocrítica excessiva e pensamentos negativos sobre si mesmo - indivíduos com baixa autoestima tendem a ter uma voz interior crítica que constantemente os julga e os coloca para baixo. Eles podem se concentrar nos aspectos negativos de si mesmos e ignorar suas qualidades positivas;
  • Dificuldade em aceitar elogios ou considerações de conquistas pessoais - pessoas com baixa autoestima, comumente, têm dificuldade em aceitar elogios ou reconhecer suas próprias realizações. Elas podem minimizar suas conquistas ou atribuí-las à sorte ou a circunstâncias externas em vez de reconhecer seu próprio mérito;
  • Comparação constante com os outros e sentimentos de inveja ou ciúme - a baixa autoestima pode levar a uma tendência de se comparar constantemente com os outros e sentir inveja ou ciúme das realizações ou atributos percebidos de outras pessoas. Isso pode levar a um ciclo de pensamentos negativos e insatisfação com a própria vida;
  • Evitação de desafios ou situações novas devido ao medo do fracasso - indivíduos com baixa autoestima podem evitar desafios ou situações novas porque têm medo de falhar ou de serem julgados pelos outros. Eles podem se subestimar e se contentar com menos conquistas do que são capazes de alcançar;
  • Sensibilidade excessiva à crítica e rejeição - pessoas com baixa autoestima tendem a ser extremamente sensíveis à crítica e à rejeição. Elas podem interpretar até mesmo críticas construtivas como ataques pessoais e se sentir profundamente magoadas ou feridas;
  • Comportamentos destrutivos ou autossabotagem - em alguns casos, a baixa autoestima pode levar a comportamentos autodestrutivos, como abuso de substâncias, autolesão ou relacionamentos disfuncionais (tóxicos). Esses comportamentos podem ser uma tentativa inconsciente de lidar com sentimentos de inadequação ou escapar da dor emocional.

Causas da baixa autoestima

A baixa autoestima pode ter raízes profundas e ser influenciada por uma variedade de fatores que moldam a percepção que uma pessoa tem de si mesma e de seu valor no mundo.

Entre algumas das principais causas relacionadas, estão:

  • críticas constantes e severas durante a infância, que podem afetar profundamente a autoestima de uma pessoa, levando-a a duvidar de suas habilidades e valor próprio;
  • traumas, como abuso emocional, negligência ou bullying;
  • tendência de se comparar constantemente com os outros e se sentir inferior;
  • falta de reconhecimento e apoio por parte dos pais, familiares ou colegas de trabalho, o que pode fazer com que a pessoa duvide do seu valor e competência;
  • exposição a críticas excessivas de forma contínua;
  • experiências de fracasso, exclusão e/ou crítica;
  • condições preexistentes, como ansiedade, depressão, obesidade e distúrbios alimentares, que estão frequentemente associadas à baixa autoestima e podem intensificar os seus sintomas.

Impactos negativos da baixa autoestima

A baixa autoestima pode gerar impactos negativos, incluindo dificuldades para estabelecer relacionamentos saudáveis, enfrentar desafios e alcançar objetivos.

Além disso, pode contribuir para o desenvolvimento de diversos problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, afetando a qualidade de vida de forma geral.

Entre alguns dos principais efeitos da falta de amor-próprio, estão:

  • Dificuldades nos relacionamentos interpessoais - indivíduos com baixa autoestima podem ter dificuldade em estabelecer e manter relacionamentos saudáveis (seja no aspecto amoroso e/ou social), devido à falta de confiança em si mesmos e ao medo de serem rejeitados ou julgados pelos outros;
  • Baixa autoconfiança e autoestima - a falta de confiança em suas próprias habilidades e valor pessoal pode levar a uma autoimagem negativa e a uma sensação constante de inadequação, o que pode afetar todas as áreas da vida;
  • Comportamentos autodestrutivos, como abuso de substâncias e/ou compulsões - em muitos casos, a baixa autoestima pode levar a comportamentos autodestrutivos, como abuso de álcool, drogas e comida, assim como comportamentos compulsivos (como gastar em excesso, tomar decisões impulsivas e se expor a riscos);
  • Dificuldades acadêmicas e profissionais - a falta de confiança em si mesmo pode afetar negativamente o desempenho acadêmico e profissional, dificultando o progresso na carreira e limitando as oportunidades de crescimento e desenvolvimento pessoal.

Para reduzir seus impactos, é importante reconhecer os sinais de baixa autoestima e buscar auxílio para aumentá-la.

Inclusive, também é indicado contar com o suporte especializado de diferentes profissionais para auxiliar nesse processo.

Psicólogos podem auxiliar por meio do compartilhamento de estratégias psicoterápicas para mudança de pensamentos negativos e comportamentos prejudiciais.

Já os nutricionistas podem auxiliar na mudança de hábitos alimentares, o que também impacta positivamente na valorização de si mesmo.

Como aumentar a baixa autoestima?

Existem várias estratégias que podem ajudar a aumentar a autoestima e ajudar no cultivo de uma visão mais positiva de si mesmo. Entre algumas delas, estão:

  • Eliminar a culpa e o autopreconceito - se livrar do sentimento constante de culpa é essencial. É importante que o indivíduo se lembre de que é livre para fazer escolhas e mudar sua vida a qualquer momento;
  • Evitar comparações - cada pessoa é única, com sua própria jornada e circunstâncias. O indivíduo deve evitar comparar sua vida ou resultados com os outros, concentrando-se em suas próprias metas, progresso e conquistas;
  • Não generalizar as experiências - o indivíduo não deve permitir que os erros do passado afetem sua autoestima no presente. Ele deve encarar cada dia como uma oportunidade para recomeçar e aprender com os desafios, permitindo-se crescer e evoluir;
  • Confiar em si mesmo - o indivíduo deve acreditar em suas habilidades e capacidades, além de desenvolver a confiança em suas decisões e ações. Também deve valorizar suas qualidades e reconhecer seu potencial;
  • Praticar a autocompaixão - o indivíduo deve perdoar a si mesmo por errar e falhar. Ele deve reconhecer sua humanidade e entender que é natural cometer erros no caminho para o crescimento pessoal;
  • Descobrir o que funciona para o indivíduo - o indivíduo deve explorar atividades ou comportamentos que aumentem sua autoestima e praticá-los regularmente. Isso pode incluir exercícios físicos, hobbies, meditação ou passar tempo com pessoas que o apoiam e incentivam o seu crescimento pessoal;
  • Ser honesto consigo mesmo - o indivíduo deve reconhecer suas fraquezas e vulnerabilidades, mas também valorizar suas qualidades e pontos fortes. Ele deve se aceitar como é, de acordo com as suas limitações, trabalhando para melhorar e crescer a partir delas;
  • Praticar a gratidão diariamente - o indivíduo precisa cultivar o hábito de agradecer, reconhecendo as coisas boas em sua vida e valorizando suas próprias realizações e qualidades. Isso ajuda a mudar o foco para o positivo e a apreciar o que ele tem;
  • Celebrar suas vitórias - o indivíduo deve celebrar suas conquistas, reconhecendo o progresso que fez e se permitindo sentir orgulho de si mesmo. Isso aumenta sua autoconfiança e motivação para continuar avançando;
  • Viver o presente - o indivíduo deve se concentrar no momento presente e aproveitar cada experiência. Em vez de se preocupar com o passado ou o futuro, pode focar sua atenção para aquilo que é capaz de torná-lo mais feliz, realizado e confiante. Inclusive, também deve buscar se cuidar e se valorizar, priorizando seu bem-estar emocional e mental;
  • Buscar ajuda profissional - buscar a ajuda de um psicólogo e/ou psiquiatra pode ser fundamental para lidar com a baixa autoestima. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia de aceitação e compromisso (ACT) são algumas das abordagens que podem ser utilizadas para identificar e modificar padrões de pensamento negativos, desenvolver habilidades de enfrentamento saudáveis e promover mudanças positivas no comportamento.

Conclusão

Conforme visto no post "Baixa autoestima: como aumentar?", uma visão positiva de si mesmo é fundamental para a saúde mental e o bem-estar pessoal.

Ao avaliar as causas e os impactos negativos da baixa autoestima, é possível adotar medidas como autocompaixão, autoperdão e gratidão, o que contribui diretamente para que se viva de forma mais plena e satisfatória.

É preciso se lembrar de que aumentar a autoestima é um processo contínuo e que requer autorreflexão, prática e paciência consigo mesmo.

05/03/2025   •   há um mês


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